sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte III

Neste post pretendo avaliar, de forma superficial, um dos pontos extremamente relevante para a teologia do século XXI. Entendo como uma das principais funções da teologia contemporânea ser a defesa da pessoa, que vem sendo alienada e alienante. A pôs modalidade lançou este humano em um abismo de duvidas e incertezas que chegam as raias da total perda da percepção do que é humano.


Dai a plena coisificação do indivíduo que passa daquele que da valor para aquele que é valorizado de acordo com as demandas do mercado e de interesses de poucos.

A esta desestruturação da sociedade que passa pela família até atingir individualmente a cada um de nos é que devemos vó seguir uma dialética teológica crista para ao interagirmos nos demais segmentos da sociedade posamos apresentar a mensagem dos Evangelhos de forma significativa e significante.


Ao proclamarmos a Cristo devemos proclamar a importância do ser humano para o próprio Deus, pois todo o evangelho nada mais é que isso Deus se doando para o ser humano. Como não valorizar a vida de cada indivíduo?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte II

Creio que a principal luta elencada por Ratzinger para seu pontificado foi com a secularização. E penso que sua escolha de atuação foi correta, ele sabia bem dos riscos de uma sociedade plenamente secularizada que cada vez empurra a igreja para fora de suas decisões. E ao produzir esta série de artigos tenho em mente fazer uma leitura de como o Papa via esta ação e como a teologia tem reagido a estas teses da contemporaneidade. 

Em setembro de 2010 em missa celebrada na capela da St Mary's University College, em Londers o Ratzinger fala contundentemente sobre "uma tirania nazista que tenta erradicar Deus da sociedade" . Por esta afirmação já podemos fazer uma ligeira ideia do conceito que o Papa tinha sobre a secularização. 

Gostaria de esclarecer que sob meu ponto de vista teológico, defendo o governo laico, não gostaria de viver sob a gestão de um sistema político baseado em uma religião. Mas isto não significa a defesa de uma sociedade laica, muito pelo contrário, o governo democrático deve defender os valores do povo que lhe escolheu. Porém o que vemos é não raras vezes governos tentando "laicaizar"  a sociedade.  

A secularização da sociedade, e diria que este é um problema muito mais grave na Europa, acarreta problemas muito sérios uma vez que a tendência é da fragilização dos valores éticos e morais. Problemas desestruturantes do próprio ser humano são catalizados. Quando Ratzinger citou o nazismo relacionando com a ausência de Deus na sociedade ele sabia muito bem o que queria dizer, uma vez que como alemão vivenciou de perto a idolatria a um sistema político-econômico de poder. 

O desafio da teologia contemporânea é re-inserir Deus na sociedade, é criar pontes para que os conceitos sociais levem em consideração os conceitos da religião, e como cristão protestante refiro-me aos preceitos bíblicos, porém este diálogo deve ser aberto, exercido através do amor que Cristo nos ensinou, porém sem negociarmos os fundamentos da fé. 
Mas como fazer isso? Como nos fazermos escutar? Quais são os problemas sintomáticos com que fazem com que o cristianismo acabe sendo irrelevante para os rumos da sociedade? 

Vamos tentar discutir um pouco mais no próximo post. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte I

Lamento a decisão do Papa Bento XVI em renunciar. Apesar dos motivos alegados em sua nota de renuncia, há uma desconfiança no ar de que "forças ocultas" tenham trabalhado nos bastidores para desestabilizar seu pontificado. 

É claro que Ratzinger não tinha o carisma do seu antecessor, mas era um teólogo como poucos e ao contrário do que muitos afirmam tinha pleno conhecimento dos rumos que a modernidade está tomando, e o fato de que ele estava confrontando estes rumos que a sociedade está tomando não significa estar desconectado da modernidade, muito pelo contrário. 

Ratzinger tinha sim pleno conhecimento da perniciosidade que os rumos que atuais podem levar o ser humano em sua desconstrução mais essencial.
Mas como a estratégia dos orientadores da sociedade não pensante é acusar todos que não concordam com seus conceitos de retrógrados, entre outros adjetivos, o atual Papa, levava esta marca, e claro não agradava àqueles que desejam uma igreja menos teológica e mais política. 

Não concordo em absoluto com todas as opiniões e atitudes que o Papa Bento XVI tomou durante a liderança da Igreja Católica, mas embasado em leituras de alguns de seus escritos e declarações, devo admitir que sua saída será uma perda no confrontamento ás idéias pós-modernas, e ledo engano aos evangélicos que pensam que "não temos nada com isso!", ouso dizer que os ideais cristãos saem perdendo em alguma medida. 

Digo que perde a teologia também, uma vez que possivelmente o perfil do novo Papa deverá ser de um homem mais jovem e com mais   "carisma", ou seja um Papa mais "pop" e como diz a música : " o Papa é pop e o pop não poupa ninguém, e não vai poupar a teologia. 
Podemos esterar, talvez, a baixa das armas da Igreja contra o modernismo, e uma abertura maior da igreja aos desejos da sociedade? E se você acha que isto é completamente bom, acho que está enganado.