domingo, 19 de maio de 2013

Por uma bioética da libertação.


Podemos falar em uma bioética da libertação? 
Penso que sim na medida em que os excluídos e destituídos ao acesso a tecnologias de ponta se encontram em uma situação muito mais fragilizada pela maximização do poder daqueles em posições de controle político-econômico. Está maximização resultará em um aprofundamento inimaginável das desigualdades sociais, a ponto de fragmentarmos a sociedade não mais em classes sociais, mas em "espécies" sociais.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Palestra Filósofo Canadense Charles Taylor


O filósofo canadense Charles Taylor esteve na PUCPR no dia 30 de abril, onde palestrou sobre  “Religião e sociedade: nas trilhas da secularização”. 
 
Charles Taylor é professor da Universidade McGill (uma das 12 mais prestigiadas universidades do mundo), no Quebec, e é considerado um dos maiores pensadores da atualidade. Suas obras foram traduzidas para diversas línguas e suas conferências têm reunido tanto especialistas quanto interessados em interpretar a sociedade contemporânea.

Taylor é especialista em autores como Hegel, Wittgenstein, Heidegger e Merleau-Ponty. Entre suas obras traduzidas para o português estão "A Ética da Autenticidade" (São Paulo: É Realizações, 2011); "Imaginários sociais modernos" (Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2010);  "Uma era secular" (São Leopoldo: UNISINOS, 2010); "As fontes do self" (São Paulo: Loyola, 2005); "Hegel e a sociedade moderna" (São Paulo: Loyola, 2005) e "Argumentos filosóficos" (São Paulo: Loyola, 2000).


A palestra foi interessante, Taylor apresentou um breve histórico sobre o processo de secularização da sociedade e o vínculo entre o fator religião e o sentimento de pertença, desenvolvido nas sociedades onde a religiosidade era o fator de agregação. A problemática levantada por Taylor fez referencia ao processo de desligamento da religião como representação da pessoal e o movimento para fatores culturais e sociais. 
A tentativa da secularização até um passado recente foi uma mera substituição da fé na religião para a fé em sistemas políticos e ideológicos, basicamente fundamentados na mesma estrutura da religião, pela avaliação de Taylor esta forma de secularização não contribui para o homem avançar em seus aspectos éticos, apenas trazendo um vazio que a própria sociedade com seus modelos não conseguiu preencher.

Taylor ainda avaliou que o diálogo religioso deve ser um caminho alternativo para os embates e violência religiosa em muitos aspectos causa e causou no mundo. Pontuou ainda que um secularismo mais aberto, deve dar espaço para a manifestação religiosa, talvez através de um sincretismo religioso. 

Pessoalmente avalio a palestra de Charles Taylor muito proveitosa para a reflexão com relação a religiosidade e a secularização, porém com poucas novidades com relação ao tema. A proposta de um sincretismo como via alternativa sempre vai esbarar em perdas significativas para o cristianismo, que em ultima estância pode desfigurá-lo de forma irreparável. O que pode ser um caminho fácil pela fluidez de outros sistemas religiosos não funciona para os de estrutura mas rígida. Creio que ainda temos uma grande jornada pela frente.