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terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte I

Lamento a decisão do Papa Bento XVI em renunciar. Apesar dos motivos alegados em sua nota de renuncia, há uma desconfiança no ar de que "forças ocultas" tenham trabalhado nos bastidores para desestabilizar seu pontificado. 

É claro que Ratzinger não tinha o carisma do seu antecessor, mas era um teólogo como poucos e ao contrário do que muitos afirmam tinha pleno conhecimento dos rumos que a modernidade está tomando, e o fato de que ele estava confrontando estes rumos que a sociedade está tomando não significa estar desconectado da modernidade, muito pelo contrário. 

Ratzinger tinha sim pleno conhecimento da perniciosidade que os rumos que atuais podem levar o ser humano em sua desconstrução mais essencial.
Mas como a estratégia dos orientadores da sociedade não pensante é acusar todos que não concordam com seus conceitos de retrógrados, entre outros adjetivos, o atual Papa, levava esta marca, e claro não agradava àqueles que desejam uma igreja menos teológica e mais política. 

Não concordo em absoluto com todas as opiniões e atitudes que o Papa Bento XVI tomou durante a liderança da Igreja Católica, mas embasado em leituras de alguns de seus escritos e declarações, devo admitir que sua saída será uma perda no confrontamento ás idéias pós-modernas, e ledo engano aos evangélicos que pensam que "não temos nada com isso!", ouso dizer que os ideais cristãos saem perdendo em alguma medida. 

Digo que perde a teologia também, uma vez que possivelmente o perfil do novo Papa deverá ser de um homem mais jovem e com mais   "carisma", ou seja um Papa mais "pop" e como diz a música : " o Papa é pop e o pop não poupa ninguém, e não vai poupar a teologia. 
Podemos esterar, talvez, a baixa das armas da Igreja contra o modernismo, e uma abertura maior da igreja aos desejos da sociedade? E se você acha que isto é completamente bom, acho que está enganado. 

domingo, 7 de outubro de 2012

Dons do Espírito Santo.


Creio nos dons do Espírito Santo, e creio que eles sejam distribuídos ainda hoje sim. Porém já vivenciei muitas manifestações que do meu ponto de vista não tinham nada de “espiritual”.

Entendo que os Dons do ES tem uma função dentro do corpo de Cristo, ou seja a sua manifestação é para a edificação da Igreja, assim como está escrito em 1Cor. 12.4-7:

“4.Há diferentes tipos de dons, mas o Espírito é o mesmo.5.Há diferentes tipos de ministérios, mas o Senhor é o mesmo.6. Há diferentes formas de atuação, mas é o mesmo Deus quem efetua tudo em todos. 7. A cada um, porém é dada a manifestação do Espírito, visando ao bem comum.”

Muitas manifestações atualmente parecem mais como performance de espetáculos do que manifestações espirituais que edificam a Igreja, apontam muito mais para o “poder” de certos líderes do que para Deus, que é de quem deve vir o sopro do Espírito.

Não raras vezes alguns tipos de manifestações trazem mais confusão do que edificação, com isto não estou dizendo não ser necessário o cristão sério buscar a manifestação dos Dons do ES, ao contrário esta deve ser feita com toda a dedicação possível, porém sempre se norteando pelo que nos ensina as Escrituras.

Quando por desconfiança ou medo a Igreja deixa de buscar o ES e os dons, todo o corpo de Cristo perde com isso, além de fragilizar a fé, perdemos a percepção de um Deus vivo e atuante nos dias de hoje inclusive.

Talvez um dos grandes problemas da Igreja dos dias de hoje seja não saber identificar e incentivar a manifestação dos Dons do ES dentro dos parâmetros da Bíblia. Pecamos pelo excesso ou pela falta.

sábado, 17 de setembro de 2011

Eu sei, mas não devia, e não devo....


Creio que não ficar conformado com as coisas como elas são, por mais que a grande parte das pessoas digam que “é assim mesmo..,”. Vejo muitas pessoas que questionam a letargia das outras pessoas, mas quando é consigo mesmo mudam de opinião na hora, é o famoso dois pesos para duas medidas.... Tenho pensado muito nisso nos últimos meses, e entendo que o primeiro passo é sair da “zona de conforto”, e isto significa assumir alguns riscos, mas na verdade não dá para crer em Deus sem assumir riscos.

É muito mais confortante deixar tudo como está, seguir o fluxo e ver até onde isso pode nos levar, mas isso representa também deixar a oportunidade de levar uma vida significante, para consigo mesmo e para as outras pessoas.

Está mais do que na hora de sair deste conformismo, não aceitar as coisas como são simplesmente porque sempre foram assim.

Algo que tenho aprendido e que tenho apreendido é que sou o grande responsável pela minha vida e pela forma como a conduzo.  Não dá para ficar pondo a culpa “no sistema”, se não levantar e me posicionar eu também contribuo para este sistema. 




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

OS FINS E OS MEIOS....



É possível fazer muitas coisas erradas com a motivação certa..... Para o cristão os fins NUNCA justificam os meios.... NUNCA!!!!

domingo, 21 de agosto de 2011

Pensando a Igreja....


Modelos diferentes e alternativos de Igreja, o que você acha disso? Deixe seu comentário. 

Matéria da Folha 

Rua Augusta, 486. Às 3h de um sábado, dezenas de pessoas se aglomeram em frente ao Clube Outs, uma das muitas casas noturnas da região.
Para entrar, é preciso enfrentar seguranças engravatados e desembolsar R$ 20. Lá dentro, flanelados, tatuados e emos dançam hits da música pop dos anos 1980 e 90.


No dia seguinte, por volta das 18h, a casa continua a mil. Mas as portas estão abertas a qualquer um. Sob a luz de holofotes, uma banda anima um público jovem. Num telão, letras de músicas sobre louvor e compaixão. No bar, as garrafas de Smirnoff e Heineken permanecem intocadas.
O show termina, e Junior Souza, 37, surge. Veste uma camiseta preta estampada com o símbolo matemático que representa o "diferente", tem o antebraço tatuado e brinco na orelha.
Dá alguns avisos, indica o lugar onde fica a caixinha de contribuições e anuncia pelo microfone: "Agora a gente vai fazer um intervalo e já continua o culto, beleza?".
A pausa serve para que os fiéis da Capital Augusta possam trocar ideias. A Capital, como os habitués a ela se referem, é uma igreja protestante, fundada em 2009 pelo pastor Junior. O grupo inicial era formado por músicos, designers e gente que "já vivia a vida da Augusta", segundo o pastor, que é professor de inglês e dá aulas na Faculdade Teológica Metodista Livre.
Quando o intervalo termina, Junior, de frente para um laptop, começa a ler um versículo da Bíblia. Carismático, ele às vezes quebra a leitura e traduz um trecho sagrado para uma fala informal.
A maioria dos presentes ainda não chegou aos 30 anos. São jovens antenados, que compartilham sua fé no Facebook e no Twitter. No site da igreja, são disponibilizados podcasts religiosos.
Dono de um corpo tatuado, o skatista e publicitário Bidu Oliveira, 20, diz que sofreu preconceito em outras igrejas e ali encontrou uma comunidade. "O foco aqui é Jesus", justifica.


A Capital permite a ingestão de bebidas alcoólicas, desde que com moderação. Sexo, melhor dentro do casamento. "O projeto ideal é a castidade, mas, se não é essa a sua realidade, vamos seguir o caminho da reparação", aponta o pastor. Gays são bem-vindos. "Na Augusta, é natural que eles frequentem. Nosso slogan é: 'Proibido Pessoas Perfeitas'."
Além do culto no Outs, há reuniões semanais nas casas dos integrantes. "Ali dividimos as alegrias e frustrações da vida em SP", diz Junior, um paranaense de Assis Chateaubriand.
Antes de chegar à capital, ele era ligado, no interior, a uma igreja Vineyard, associação criada na Califórnia dos anos 1970. Não gosta de ser chamado de evangélico. "Tenho vergonha do que esse termo se tornou no Brasil", confessa.


O aluguel do imóvel na Augusta é bancado por 12 pessoas da liderança da Capital. O dinheiro das doações, segundo o pastor, vai para missões religiosas e outras instituições. Valentim Van der Meer, promoter da boate, diz que aceitou alugar o espaço por simpatizar com a igreja. "É o mesmo público que frequenta o Outs na balada."
Por volta das 21h, o culto termina ao som de Metallica. Por uma coincidência irônica que só uma rua tão augusta pode permitir, a poucos metros dali, no número 501, fica o Inferno Club. "É legal ter uma igreja na porta do inferno, mas, infelizmente, ele não está acessível. Eles cobram o dobro do aluguel daqui", diz o pastor, rindo.





domingo, 9 de janeiro de 2011

Tendências do Cristianismo pós-moderno....

O instituto Barna Group publicou há poucos dias o resumo das principais pesquisas realizadas pela instituição nos Estados Unidos durante o ano de 2010. O resultado fornece um retrato de como o ambiente religioso nos Estados Unidos está se transformando em algo novo e também perigoso.

A matéria fornece seis tendências principais. Vejamos:

1. A Igreja Cristã está se tornando menos alfabetizada teologicamente

As pesquisas apontaram que o que costumavam ser verdades básicas e universalmente conhecidas sobre o cristianismo, são agora mistérios desconhecidos para uma grande e crescente parte de norte-americanos. Os estudos revelaram que enquanto a maioria das pessoas consideram a Páscoa como um feriado religioso, apenas uma minoria de adultos a associam com a ressurreição de Jesus Cristo. Outros exemplos, relata a matéria, incluem a constatação de que poucos adultos acreditam que sua fé é para ser o ponto focal de sua vida ou ser integrados em todos os aspectos da sua existência. Além disso, uma crescente maioria acredita que o Espírito Santo é um símbolo da presença de Deus ou do poder, mas não é uma entidade viva. A teologia livre para todos que está invadindo as igrejas protestantes em todo o país sugere que a próxima década será um momento de diversidade teológica incomparável e inconsistência.

2. Os cristãos estão se tornando mais isolados dos não-cristãos

Os cristãos estão cada vez mais espiritualmente isolados dos não-cristãos do que era há uma década. Exemplos dessa tendência incluem o fato de que menos de um terço dos cristãos tem convidado qualquer pessoa para se juntar a eles em um evento da igreja durante a época da Páscoa. Os adolescentes são menos inclinados a discutir o cristianismo com seus amigos do que acontecia no passado.

3. Um número crescente de pessoas estão menos interessadas em princípios espirituais e desejosos de aprender mais soluções pragmáticas para a vida.

Quando perguntado o que mais importa, os adolescentes norte-americanos disseram priorizar a educação, carreira, amizades e viagens. A fé é importante para eles, mas é preciso primeiro um conjunto de realizações de vida. Entre os adultos, as áreas de importância crescente são o conforto, estilo de vida, sucesso e realizações pessoais. Essas dimensões têm aumentado à custa do investimento em fé e família. O ritmo corrido da sociedade deixa as pessoas com pouco tempo para reflexão. O pensamento profundo que ocorre normalmente refere-se a interesses econômicos. As práticas espirituais como a contemplação, solidão, silêncio e simplicidade são raras. (É irônico que os mais de quatro em cada cinco adultos dizem viver uma vida simples.)

4. Entre os cristãos, o interesse em participar da ação da comunidade é cada vez maior

Os cristãos estão mais abertos e mais envolvidos em atividades de serviço comunitário do que no passado recente. No entanto, conforme alerta a matéria, apesar dessa tendência, as igrejas correm o risco desse engajamento diminuir, a menos que abracem uma base espiritual muito forte para tal serviço, e não por estímulo momentâneo.

5. A insistência pós-moderna de tolerância é de conquistar a Igreja Cristã

O analfabetismo bíblico e a falta de confiança espiritual fez com que os americanos evitassem escolhas baseadas na exigências bíblicas, com medo de serem rotulados de julgadores (ou preconceituosos). O resultado é uma Igreja que se tornou tolerante com uma vasta gama de comportamentos moralmente e espiritualmente duvidosos. A idéia de amor foi redefinido para significar a ausência de conflito e confronto, como se não existem absolutos morais que vale a pena lutar. Isso não pode ser surpreendente em uma Igreja na qual uma minoria acredita que existe uma moral absoluta ditada pelas escrituras.

6. A influência do cristianismo na cultura e na vida individual é praticamente invisível

O cristianismo é sem dúvida a cosmovisão que mais influenciou a cultura americana do que qualquer outra religião, filosofia ou ideologia. No entanto, isso não tem corrido nos últimos tempos.


Fonte : Púlpito Cristão

Está tendência já se apresenta na Igreja brasileira também. Pretendo comentar cada um destes 6 itens em próximos posts.

domingo, 12 de setembro de 2010

A essência do cristianismo

"Como então pode o homem ser liberado desta cisão entre si e o ser perfeito, deste sofrimento da consciência de pecador, deste martírio do sentimento de nulidade? Como pode ele evitar o golpe mortal do pecado?
Somente tornando-se consciente do coração, do amor como poder ou a verdade mais elevada e absoluta, e considerando a divindade não só como uma lei, como um ser moral e racional, mas como um ser que ama, que tem coração e que é ele próprio, subjetivamente, um ser humano."

Feuerbach, Ludwig; A essência do cristianismo, p. 75.

domingo, 6 de junho de 2010

Isto é o EVANGELHO !!!!!!

Pouco após escrever o meu post anterior, assisto a este vídeo. Só tenho a agradecer a Deus que responde das mais diversas formas nossas angustias e dilemas.... Isto é a verdadeira propagação do Evangelho e o verdadeiro Evangelho. 

Encontre a verdadeira felicidade, o dinheiro e o poder não poderá trazer isso para você. Estou falando especialmente com você. E você sabe. 

Veja o vídeo abaixo:



Aqueles que estão lendo esta mensagem via email : Para ver o vídeo acesse o blog.

Está se espalhando......

Hoje quero falar sobre algumas coisas que ouvi em uma pregação está semana :

1. Lei da Semeadura e a Teologia da Prosperidade.

Saliento que quando é citado o exemplo de semeadura nos evangelho nunca é feito no sentido de retorno financeiro, ou como uma mágica, mas como um processo natural em que o retorno se dá de acordo com aquilo que faço hoje. Por exemplo : Se eu trabalhar dignamente, poupar o dinheiro que tenho, fizer bons investimentos, estou semeando financeiramente para o meu futuro. É uma conseqüência natural daquilo que faço hoje. Em nenhum lugar dos Evangelho encontro Jesus dizendo que se "Plantar dinheiro na igreja vou colher muito mais dinheiro." Isto é paganismo. O Evangelho não é gnóstico, não há "leis" que sejam para utilização como fórmulas mágicas. Se quiser ficar rico trabalhe para isso ! Mas não se esqueça que Jesus disse que não podeis servir a dois senhores ao mesmo tempo, a Deus e ao dinheiro (Mamon). 
Se você entrega sua oferta na Igreja com outro objetivo que não seja o de divulgar o Evangelho, você está errado e deve pedir perdão à Deus. Egoísmo não combina com CristianismoA teologia da prosperidade advoga que temos uma série de direitos junto a Deus mediante o uso da nossa "fé", a semeadura é usada nesta teologia no sentido de retorno financeiro de um investimento, como se o Reino de Deus fosse uma empresa em que compro ações e espero um retorno muito maior do que o meu investimento.....Já ouvi até um pastor que disse que se você não espera um retorno financeiro do dinheiro que você estava ofertando você era um otário !  Não creio nesse evangelho que se formata ao pensamento do mundo, em que somente faço aquilo que vai trazer  benefícios para mim. Este é um evangelho hedonista
Observação : Naquela noite não semeei nada ! Não contribuo onde não concordo com o que é pregado.

2. Intocabilidade Pastoral. 

Na igreja católica foi criado um dogma chamado de infabilidade Papal, isto é, nas questões espirituais a opinião ou posição do papa não falha. 
Nas igrejas "evangélicas" está se criando algo semelhante : "Não questionar o que um pastor fala". Pastor não é infalível. Sua conduta e sua teologia são, SIM, possíveis de erros e desta forma passíveis de questionamentos, SIM. Estamos em um pais livre em que o livre debater de ideias e opiniões estão garantidos na Constituição, quem não admite que suas ideias e opiniões sejam criticadas e debatidas é porque no mínimo não tem argumentos suficientes para sustentá-las. Sou pastor, sou crente há mais de 10 anos, bacharel em teologia em duas instituições académicas, pós graduando, teólogo, em formação sempre, E SIM, MINHAS IDEIAS E OPINIÕES PODEM SER QUESTIONADAS. Inclusive estás que estou manifestando aqui.  A infabilidade ou intocabilidade  de opiniões, teologias, ou ações de pastores NÃO É UM DOGMA CRISTÃO COMPATÍVEL COM O EVANGELHO, uma vez que apenas JESUS É A VERDADE E A VIDA. Nunca à falta de respeito e rispidez, como muito são capazes... mas à criticas sim.

3. Julgo

Jesus disse aos fariseus : Vocês impõe ao povo um julgo que nem vocês próprios podem suportar, chamou-os de hipócritas, sepulcros caiados. 
Hoje também é moda o não pode, você não pode isso, não pode aquilo... Já conheci igrejas em que o membro teve que jogar seu aparelho de televisão no lixo.... concordo que devemos diminuir o nosso tempo na frente da TV. Mas proibir ou dizer que quem assiste o programa A ou B não é espiritual!!!
Para os pastores viciados em Futebol ? Gastar horas na frente da TV ou no campo assistindo a este espetáculo, que em muito se assemelha às arenas da Roma antiga, como é que fica??
 
Estou cansado de crentes com 10, 20 ou até 30 anos de frequentadores de Igrejas sem a mínima capacidade de discernir o que é certo do que é errado, de fazer uma critica daquilo que está na sua frente...Analfabetos bíblicos... Cansado de pastores manipuladores e "donos da verdade" e cheios de vaidades....Cansados de jovens cristãos que só pensam em diversão, casamento, cheios de uma "santidade" dentro de quatro paredes da igreja, jovens que não são ensinados a viver e a vencer o mundo, mas a se esconderem debaixo de redomas, onde são elaborados "programas" para seu entretenimento....De cristãos que tem um conhecimento superficial das Escrituras e que gostam de viver em sua ignorância seguindo os mais variáveis tipos de ventos de doutrinas....
Enfim estou ficando cansado disso que o cristianismo se transformou....

Ah ! Um detalhe que havia esquecido: Dons são distribuídos por Deus,  não se passa o dom de uma pessoa para outra....Deus distribui os dons para edificação da sua Igreja, e a própria Igreja deve incentivar o desenvolvimento e aprimoramento de dons nos cristãos, mas eu não posso passar o meu dom para outra pessoa.

OBS.: Críticas (educadas) á este post são bem vindas.

quarta-feira, 21 de abril de 2010

Igreja Romana Pula Fora do PT?

Uma revista de circulação nacional comenta essa semana o que já era evidente: a Igreja Romana, por sua hierarquia e suas bases, vem se afastando do Partido dos Trabalhadores, e, ou optando pelo PV, PSOL e PSTU, ou, na vertente mais “religiosa”, voltando para as sacristias. A preocupação não é com a despartidarização da Igreja, mas a sua despolitização. O Plano Nacional de Direitos Humanos – PNDH, com sua defesa do aborto e do homossexualismo, ou pela retirada de símbolos religiosos de espaços públicos, foi apenas a “gota d’água”, precedido pelo “mensalão”, pelas alianças com os setores mais reacionários do mundo político, o “realismo” em reação ao neoliberalismo capitalista, foram precedentes,

Os setores católicos romanos progressistas acusam, com razão, o PT de não ter sido o parceiro que se esperava na construção de um país mais soberano, mais democrático e mais justo. Quando Lula troca Frei Beto por Crivella como conselheiro religioso, algo tinha mudado profundamente, e não tinha sido do lado da Igreja...

Todos nós, protestantes, além das discordâncias teológicas, apontamos o dedo para a Igreja Romana em episódios como as Cruzadas, a Inquisição, e a defesas do Absolutismo, e fomos discriminados e perseguidos no Brasil durante a vigência do regime do Padroado e da Religião Oficial com a Constituição Imperial de 1824. Mas, não podemos negar a contribuição do pensamento social pontifício, com encíclicas como Non Abbiamo Bisogno (1931) contra o Fascismo, Mit Brennender Sorge (1937) contra o Nazismo, Divino Redemptoris (1937) contra a Comunismo, ou com a condenação às injustiças sociais com as encíclicas Rerum Novarum (1891), Quadragésimo Anno (1931), ou Mater et Magistra (1961) e Populorum Progressio (1966).

A CNBB saudou o golpe de 1964, mas, posteriormente, se tornou um dos pilares de resistência e de defesa da redemocratização. A Teologia da Libertação forneceu quadros dirigentes ao PT, a CUT ou ao MST, por ter despertado a visão social, sem o equilíbrio de uma espiritualidade que incluísse a transcendência, a doutrina e a ética individual. Na formação do Partido dos Trabalhadores, ao lado do novo sindicalismo da intelectualidade socialista não-dogmática, setores da Igreja Romana desempenharam importante papel de formulação e de mobilização.

Acontece que o tal “governo do PT” foi como a viúva Porcina “aquela que foi sem nunca ter sido”. Foi um governo de Lula como titular, com uma ampla e eclética “base aliada”, onde o PT foi apenas um ator, e coadjuvante, tendo sido forçado a abandonar o ideário construído por suas bases por 20 anos, sendo-lhe imposto “de goela a baixo” a chamada “Carta ao Povo Brasileiro”, que é uma ruptura formal com esse ideário (que tinha no horizonte a construção de um socialismo democrático peculiar) e uma transformação em um mero “partido reformista” da ordem vigente, com todos os preços e acordos.

Intelectuais e religiosos progressistas, não só católicos romanos, vêm pulando fora desse barco há muito tempo. O pior é que, com a cooptação dos movimentos sociais, há um silêncio em termos de massa crítica e de oposição, menos aquela dos conservadores capitalista subalternos mais empedernidos, capitaneado pela paulisteia perfumada, enfim, a do retrocesso. Os setores mais à esquerda do PT estão divididos e desqualificados ou ignorados pela imprensa-empresa, e a irmã Marina Silva, com toda a sua biografia, ética e ecologia, não conseguiu ainda romper o cordão umbilical afetivo com o PT atual (que não é o que ela no passado militou), e sinalizar uma ruptura, uma mudança de rumos mais profundos em busca de um Projeto Nacional, que resgate o sonho de justiça social dos religiosos, sejam católicos romanos, sejam os de outras religiões, inclusive de nós evangélicos.

Mas, o período eleitoral está apenas começando, tem a Copa do Mundo no meio, e as nossas orações de vez em quando. Vamos em frente!

Dom Robinson Cavalcanti, ose

Bispo Diocesano


http://www.dar.org.br/bispo/50-artigos/1048--igreja-romana-pula-fora-do-pt.html


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Obs. Pessoal: Onde estão os movimentos sérios evangélicos com relação a política ? Hoje infelizmente muitas igrejas evangélicas servem de curral eleitoral ao invés de servirem profeticamente a sociedade.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Tudo pode... Se é em nome de Jesus.....

Falar "em o nome de Jesus" virou um cheque em branco. Tudo pode ser feito, desde que no final se conclua com um estridente "em nome de Jesus".

O que quero dizer com isso?

Quero dizer que estas palavras se tornaram um salvo conduto para qualquer pastor se tornar um ser acima de qualquer critica ou acusação. Se ele pede insistentemente dinheiro, pode! Afinal ele fala no nome de Jesus, mesmo que esse dinheiro seja para pagar (de R$ 2.000.000,00 a 3.000.000,00 por mês, veja mais aqui) a alguma emissora de tv para manter o seu programa, que nada mais é do que a propaganda de suas igrejas, e que serve para pedir mais dinheiro, afinal quantos programas evangélicos que passam na tv que o pastor esteja ensinando a Bíblia? pouquíssimos, na maioria se ensina a famigerada Teologia da Prosperidade e a idolatria a seus Bispos e Apóstolos.

Quantos programas de igrejas vemos o pregador falando das mazelas do nosso Brasil? No máximo o que fazem é um "clamor profético", que não serve para nada, caso contrário o sistema político estaria muito melhor, depois de tantos anos de clamores....

Pobres crentes que desconhecem as Escrituras, que sequer tem o entendimento do que significa ser protestante....Se ao menos olhassem para as Epístolas contidas nas suas Bíblias saberiam que já no início do cristianismo os primeiros Apóstolos (estes sim os verdadeiros!) já se deparavam com situações em que muitos enganadores dentro das igrejas iniciantes traziam confusão e ensino errado, e tudo também "em nome de Jesus", mas isso não os impedia de alertar a Igreja contra estes falsos mestres.

Mas o que fazer? não se pode fazer muita coisa não, infelizmente, se muitas pessoas querem seguir este caminho? O que me da medo não é simplesmente a quantidade de usurpadores que se formam a cada dia se intitulando pastores, mas são os crentes que permitem e justificam o seu próprio julgo... Essa justificação, espiritualização e banalização dos atos destes indivíduos é que me aflige.

E retorno a pergunta : O que fazer? Escrever sobre isso já está ficando enfadonho... Talvez ficaremos apenas a olhar admirados da facilidade com que se manipulam as pessoas...


segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mal cheiro gospel....


Que o "mundo gospel" não andava muito bem, isso já havia percebido a tempos. Mas com a avalanche de profetas, apóstolos, pai-apostolo, unções e louvores proféticos a coisa começou a feder demais. Basta ler a ultima edição da revista Eclésia (edição nr 135) para se ter uma pequena noção da baderna que se está fazendo em nome de Cristo. Com a matéria de capa intitulada "Escândalos em nome de Deus" a revista dá uma pequena noção dos estragos que os lobos estão fazendo. Desde o "pastor" que manteve relações sexuais com uma menina de 13 anos, afirmando que ela deveria fazer um "sacrifício como o de Abraão" para namorar o seu próprio filho.... até a banda Hillsong supostamente envolvida em desvio de dinheiro e outras coisinhas mais, os criadores do conceito de "adoradores extravagantes" seja lá o que isso significa, e entre estes casos outros mais envolvendo politica, estelionato praticado por "homens e mulheres de Deus".
Recuso-me como já disse várias vezes a chamar a maioria destes movimentos e igrejas criadas por ai de Cristãs. Estamos caminhando para um beco negro onde o nome de Jesus está sendo enlameado e o cristianismo perdendo a credibilidade.
Até quando vamos permitir estes lobos vorazes e sanguináreos continuarem com suas afrontas?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Do Arquivo II - Igreja reformada sempre se reformando......

É de estarrecer a passividade do povo brasileiro, mais ainda do evangélico brasileiro.

Que luz estamos sendo? Que sal é esse?

Eu digo: A luz está apagando e o sal insosso, não somos exemplo para quase mais nada, a não ser de reacionismo e moralismo barato. Quantas igrejas ou denominações estão se manifestando, com relação aos desmandos dos políticos, da violência? Quantas passeatas para a moralização do congresso? Pela quantidade de marchas pra Jesus, determinando isto e aquilo, as coisas já não deviam estar melhor?? A grande verdade é que o povo evangélico nada mais é do que massa de manobra para alguns lideres inescrupulosos, serve somente para demonstra o poder de grupos e servir como moeda de troca... criou-se novos currais eleitorais, os coronéis dos sertões, foram substituídos pelos coronéis dos púlpitos.

Posso estar sendo duro, mas está é a minha visão, está na hora de uma nova reforma, enquanto há uma mínima esperança de salvação do movimento evangélico, se é que há alguma ainda....

Enquanto nos púlpitos se grita que devemos prosperar, determinar, ou propagar a santidade moralista, a nação está afundando num mar de “lama” ( pra não dizer aquilo que você está pensando...), a grande maioria da sociedade está jogando a ética no lixo, enquanto assistimos os piratas modernos confortavelmente sentados em suas poltronas nas casas de legislação saqueando a nação.

Assistimos passivamente uma juventude se perder, distribuindo violência gratuita, sem rumo, repetindo em suas vidas vazias tudo aquilo que nossos governantes estão cansados de fazer, e esperando o mesmo tratamento, ou seja a impunidade. No meio deste caos, pergunto : Não devia a igreja ser o profeta dos tempos atuais? Não deveria chamar a nação ao arrependimento ? Não deveria apontar o seu dedo para os desmandos dos governantes, que claramente desafiam e menosprezam a Palavra de Deus? Igreja, quer queira ou não, quer acredite ou não, você será cobrada pela sua posição.

domingo, 7 de junho de 2009

Para ficar mais claro....

As vezes é bom relembrar:

Igreja não é igual a Deus!

A frase "Fora da Igreja não há salvação" é falsa !

Não necessariamente o pastor é mais "espiritual" que os membros.

O pastor não é o intercessor entre o povo e Deus.

O ser humano não foi criado unicamente para adorar a Deus, mas para relacionar-se com Ele!

Igreja reformada deve sempre procurar se reformar...

segunda-feira, 25 de maio de 2009

O que é a Igreja? O que vai ser da Igreja?

 A igreja..... Este é um tema em que tenho pensado muito nos últimos dias. Acho realmente que o modelo atual de igreja deve mudar para ser mais receptivo e para falar mais diretamente as necessidades das pessoas no mundo de hoje. Desde o meu post A nova Eclésia, venho tentando identificar um modelo de igreja que possa realmente dizer algo para todas as pessoas.... E é claro que não é somente o formato da igreja ou da liturgia que devem mudar, mas a nossa forma de pensar a igreja, e a forma de "fazer" igreja. Para fomentar essa questão vou postar dois vídeos que perguntam o que é a Igreja, isto é muito importante : Temos que parar de tapar o sol com a peneira e achar que estamos ou que poderemos atingir todas as pessoas com o mesmo discurso de 20, 30 ou 50 anos atrás. Infelizmente a Igreja parou no séc. XIX (sendo otimista... alguns dizem que parou no sec XV...). Estou sendo ácido? Talvez? radical? não sei... a unica coisa que não quero é acomodar-me com a situação e achar que tudo está bem....



O QUE É IGREJA?



O que é a Igreja? (What is the Church?)



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segunda-feira, 11 de maio de 2009

A Nova Eclésia - Parte I

Será que o nosso modelo de Igreja ainda atende as necessidades do indivíduo do séc. XXI?

Será que o nosso modelo de liturgia é relevante para a mentalidade do nosso século?

Estas são perguntas difíceis de se fazer, pois parece que o formato da igreja e da liturgia são intocáveis.

Por vezes temos nos mantidos arraigados a um tradicionalismo, que talvez hoje, não tenha mais sentido ou significado. Este modelo tem se perpetuado pelos séculos, é o modelo da sinagoga que passa para cristianismo com pequenas mudanças.

No decorrer dos tempos este modelo fica um pouco mais aprimorado no catolicismo romano, mas sua estrutura básica não muda, louvor, oração, palavra, uma grande quantidade de pessoas escutando e uma falando.

Na reforma protestante este formato se perpetuou nas igrejas evangélicas, e invariavelmente continua o mesmo. Uma das poucas novidades que a reforma traz, que não é propriamente litúrgica, é a escola bíblica, onde se poderia aprender um pouco a mais com relação a escritura.

Porém será que esta estrutura da igreja e da nossa liturgia deve continuar a mesma?

Para defender a manutenção desta estrutura, não podemos sequer recorrer às escrituras, uma vez que Jesus não usava a sinagoga para seu discipulado e sequer deixou um formato para seguirmos. Porém Jesus nos deixou pistas de como deveria ser a Eclésia, ou melhor, de como deve ser a comunidade cristã do futuro.

Jesus reunia os seus discípulos informalmente, onde apresentava as questões religiosas para discussão e aprendizado, ou seja, o foco era o aprendizado e o desenvolvimento humano, a transformação de indivíduos em pessoas.

O nosso modelo cúltico não apresenta nenhuma opção, ou raras opções, para o crescimento do indivíduo. O pior que muitas vezes faz justamente o contrario, faz com que as pessoas fiquem cada vez mais imaturas e dependentes da estrutura religiosa. Não possibilitam a avaliação critica do mundo ao seu redor.

Jesus fazia com que aqueles que o ouviam, ousassem pensar criticamente e avaliarem as estruturas religiosa e secular a sua volta para que pudessem se manifestar contra aquilo que estaria impedindo a evolução do reino de Deus.

Será que o nosso modelo de igreja ou liturgia faz isso?

Considero nosso modelo litúrgico baseado em uma interpretação antropológica errada do ser humano. Há um conceito generalizado no meio cristão que Deus criou o homem para o seu louvor, ou seja para ser adorado pelo homem, desta forma o culto é praticamente centrado no “louvor” a Deus. Não me parece que o relatado em Génesis na criação do homem seja isso.

Em nenhum momento vemos Deus exigindo de Adão que este ficasse o adorando e louvando, vemos sim o relato de Deus procurando um relacionamento com a sua criatura. Deus desejava um relacionamento para que haja um crescimento do homem, e este crescimento é espiritual, psicológico, intelectual.

Sempre achei que nós cristãos deveríamos fazer mais diferença na sociedade do que fazemos, em alguns aspectos até acho que trazemos prejuízos para a sociedade, não raro vemos cristão homofóbicos, racistas e machistas achando que está fazendo o que "Deus" esta ordenando.

Creio que isso acontece porque estes cristãos estão despreparados intelectualmente para agirem na sociedade para propagarem verdadeiramente o reino.

Estes cristãos não têm um discipulado que os faça com que cresçam verdadeiramente,que desenvolvam suas potencialidades intelectuais, que seus problemas psicológicos sejam tratados para que possam ser pessoas melhores. Hoje vivemos um cristianismo individualista, interesseiro e superficial, um cristianismo egocêntrico.

Para que o cristianismo volte a ser relevante isto tem que mudar e esta mudança devem ser teológica e cultica/litúrgica. O principal fator que deve ser mudado é esta concepção antropológica

Este é apenas uma posição inicial do quê deve ser mudado, penso que ainda há mais coisas. Outra coisa ainda é o como mudar.

Essa deve ser a reflexão a ser feita na sequência.