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sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

A verdadeira evolução humana.


Engana-se quem acha que a demonstração da evolução do ser humano se dá pela sua capacidade técnico-científica. 

A verdadeira demonstração de superioridade evolutiva da humanidade se dá através do aprimoramento dos conceitos éticos e da concepção de transcendência da vida. 

O homem evoluído terá nestes parâmetros as suas diretrizes para o bem viver. 

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ministérios fracassados.....

Fiquei profundamente emocionado e edificado por este documentário, e posso dizer:
Meu nome é Roberto Rohregger e tenho um ministério fracassado, aos olhos dos homens, graças a Deus. E que Deus continue me orientando para ter este tipo de fracasso ministerial, que é um profundo sucesso. Amém.

terça-feira, 17 de abril de 2012


Deus tem falado muito ao meu coração nos últimos tempos, e nos últimos dias então.... Tive várias palavras e acontecimentos que confirmaram a decisão que tomei.  Compartilho o texto abaixo que falou muito para mim. 


Precisamos Novamente de Homens de Deus
A.W. Tozer


A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.
Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.

Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.
A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.
O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.
Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

Para pensar....O novo contrato social (econômico)



O contrato social esta migrando dos seus fundamentos éticos/morais/religiosos para um conceito regulamentare basicamente econômico? Assim sendo os indivíduos testando, em uma sociedade basicamente líquida,  seus limites (normalmente adaptáveis...) e novas interpretações ? 


Aquilo que o mercado aprova, ou que é neutro, poderia ser experimentado pelo indivíduo e posteriormente pela sociedade como um todo? 

A ética e a moral ainda conseguiria se impor ante a perspectiva do lucro? Ou melhor apesar do lucro? Ou seria este a ultima medida ao qual o homem interpreta o mundo? 

sábado, 24 de dezembro de 2011

Missões para o Séc. XXI


"Mais que tudo, a principal carência que se faz hoje é da Palavra de Vida, da Palavra de Amor, de Compreensão e de redenção. Essa palavra Jesus trouxe, junto aos excluídos é que podemos encontra-lo nas páginas do Evangelho.
E o que temos que entender é esta forma de alcançar paises que estão solapados pela volúpia do mercado financeiro mundial, povos oprimidos por governos déspotas e corruptos, povos em que a carência é tanta que ficamos constrangidos de falar do amor de Deus, pois amor é uma coisa que nunca tiveram, em que a violência é algo de cotidiano.
 O planejamento em missões deve levar em conta a necessidade da “conversão” dos sistemas 
sociais injustos e opressores, um exemplo a ser seguido é o que tem acontecido na Índia, onde 
junto com a mensagem cristã, o agir consolida a compaixão."

Texto do Artigo : 
Missões no Século XXI, perspectiva e ações.[1], Roberto Rohregger.


[1] Artigo elaborado como trabalho de conclusão de curso para o programa de pós-graduação em Teologia do Novo Testamento Aplicada, Faculdade Teológica  Batista do Paraná - FTBP

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Para um outro mundo possivel....

Engana-se quem acha que a demonstração da evolução do ser humano se dá pela sua capacidade técnico-científica. 

A verdadeira demonstração de superioridade evolutiva da humanidade se dá através do aprimoramento dos conceitos éticos e da concepção de transcendência da vida. 

O homem evoluído terá nestes parâmetros as suas diretrizes para o bem viver. 

domingo, 20 de novembro de 2011

Cristianismo hedonista....


Trocamos a transcendência pelo aqui e agora...Pelo menos é o que me parece, o Evangelho pregado hoje é para o aqui e o agora, a vida eterna ficou no esquecimento... 

Até algum tempo atrás o crente vivia o hoje com os olhos na eternidade, ou seja o agora é transitório, o que importa é a esperança futura, a vida eterna com Cristo e a sua Igreja na glória... Hoje se deve viver como se a eternidade já estivesse sido alcançada, não há mais nada além, para que a esperança no futuro, se podemos ter uma vida cheia de bençãos agora? Se podemos viver um hedonismo baseado em um cristianismo egocêntrico? 

Por que mesmo a morte de Cristo na Cruz? 

Háaa sim, lembrei,  para que eu pudesse desfrutar hoje de um carro importado e uma casa com piscina... Amém e Aleluias... O problema é que neste Evangelho capenga se esquece que a vida aqui neste planetinha acaba... apesar de muitas igrejas parecerem ignorar isto, as pessoas, inclusive os crentes, MORREM... 

E chegará a hora que todos estaremos diante de Deus e apresentaremos nossas obras... Infelizmente esta mensagem está cada vez mais em desuso... 

Créditos :

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

O empobrecimento do Cristianismo...

Fato constatado : Os cristãos estão cada vez mais alienados, e não digo alienados com relação ao mundo que nos cerca, mas com relação ao próprio cristianismo. 

Uma parcela significativa de cristãos desconhecem os rudimentos da fé que professam. Poucos são os que  lêem  a Bíblia, os que lêem e compreendem então....

Vejo e ouço relatos de jovens que frequentam igrejas a muito tempo praticamente crentes de berço, que se perdem ao procurar livros na Bíblia, demonstrando a completa falta de intimidade com tal material. 

A completa falta de uma disciplina espiritual voluntária, ou seja desejada pelo próprio indivíduo, de estudar a Palavra de Deus, é notória. 

Esta falta de compromisso do cristão em seu desenvolvimento espiritual é preocupante. 

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Os Servos do Dinheiro.

Nos podemos até nos enganar, e sermos hipócritas mas a verdade é uma só, não pode-se servir a dois Senhores.
O deus deste mundo é mamon, se você está mais preocupado em juntar riquezas neste mundo, possivelmente sua eternidade vai ser muito pobre. Pense, seriamente nisto.

sábado, 17 de setembro de 2011

Eu sei, mas não devia, e não devo....


Creio que não ficar conformado com as coisas como elas são, por mais que a grande parte das pessoas digam que “é assim mesmo..,”. Vejo muitas pessoas que questionam a letargia das outras pessoas, mas quando é consigo mesmo mudam de opinião na hora, é o famoso dois pesos para duas medidas.... Tenho pensado muito nisso nos últimos meses, e entendo que o primeiro passo é sair da “zona de conforto”, e isto significa assumir alguns riscos, mas na verdade não dá para crer em Deus sem assumir riscos.

É muito mais confortante deixar tudo como está, seguir o fluxo e ver até onde isso pode nos levar, mas isso representa também deixar a oportunidade de levar uma vida significante, para consigo mesmo e para as outras pessoas.

Está mais do que na hora de sair deste conformismo, não aceitar as coisas como são simplesmente porque sempre foram assim.

Algo que tenho aprendido e que tenho apreendido é que sou o grande responsável pela minha vida e pela forma como a conduzo.  Não dá para ficar pondo a culpa “no sistema”, se não levantar e me posicionar eu também contribuo para este sistema. 




sexta-feira, 16 de setembro de 2011

OS FINS E OS MEIOS....



É possível fazer muitas coisas erradas com a motivação certa..... Para o cristão os fins NUNCA justificam os meios.... NUNCA!!!!

Indignação de Sofá.



Nos acostumamos a viver em casas cheias de trancas e grades e o anormal é quem não providencia estes itens de segurança...Vivemos o conformismo da "indignação de sofá" quando vemos alguma notícia alarmante na televisão, balbuciamos algumas palavras e ação mais significativa que tomamos é mudar de canal. Infelizmente a Igreja vive a mesma letargia.



O poema da poetisa Marina Colasanti  expressa exatamente como se vive hoje...e infelizmente pude me ver refletido nele também. 



EU SEI, MAS NÃO DEVIA

Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos
E a não ter outra vista que não seja as janelas ao redor.
E porque não tem vista logo se acostuma a não olhar para fora
E porque não olha para fora logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas.
E porque não abre as cortinas logo se acostuma acender mais cedo a luz.
E a medida que se acostuma esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora.
A tomar café correndo porque está atrasado
A ler o jornal no ônibus porque não pode perder tempo da viagem.
A comer sanduíche porque não dá pra almoçar.
A sair do trabalho porque já é noite.
A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra.
E aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja número para os mortos.
E aceitando os números aceita não acreditar nas negociações de paz,
Aceita ler todo o dia da guerra, dos números, da longa duração.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone:
Hoje, não posso ir.
A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta.
A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita.
A lutar para ganhar o dinheiro com que pagar.
E a ganhar menos do que precisa e a fazer filas para pagar.
E a pagar mais do que as coisas valem e a saber que cada vez pagará mais.
E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e a ver cartazes.
A abrir as revistas e a ver anúncios.
A ligar a televisão e a ver comerciais.
A ir ao cinema e engolir publicidade.
A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição.
As salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro.
A luz artificial de ligeiro tremor.
Ao choque que os olhos levam na luz natural.
As bactérias da água potável, a contaminação da água do mar.
A lenta morte dos rios.
Se acostuma a não ouvir o passarinho, a não ter galo da madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.
A gente se acostuma a coisas demais para não sofrer.
Em doses pequenas, tentando não perceber, vai se afastando uma dor aqui,
Um ressentimento ali, uma revolta acolá.
Se o cinema está cheio a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço.
Se a praia está contaminada a gente só molha os pés e sua no resto do corpo.
Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana.
E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele.
Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se da faca e da baioneta, para poupar o peito.
A gente se acostuma para poupar a vida que aos poucos se gasta e, que gasta, de tanto acostumar, se perde de si mesma.

domingo, 28 de agosto de 2011

A mais difícil tarefa cristã....


A transformação das nossas mentes. 

Vivemos e somos ensinados deste pequenos que o certo é vencer, ganhar, ser o melhor, conquistar... aliás este é uma moda também em alguns círculos cristãos, conquistar.... parece até um mantra.

Muito está se afastando do modelo cristão ensinado por Jesus, atualmente estamos vivendo o que chamo de um cristianismo egoísta e egocêntrico, Deus tem que fazer tudo para mim. 

Estamos esquecendo que ser cristão é abrir mão de ser servido e servir, e que para cumprir este chamado é necessário uma profunda transformação de nossas mentes. 

E isso somente é possível através do amor, da abgregação e principalmente de crer verdadeiramente em Cristo Jesus.

Creio que o grande problema que o cristianismo vive hoje com relação a ética e ao amor é a perda do significado da transcendência. "Se Cristo não ressuscitou em vão é a nossa fé" e se não creio que o que de fato importa é a vida depois desta, não conseguirei viver plenamente a fé. Talvez vivamos uma crise ética-escatológica. 
  

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Cristianismos e Evangelhos....

Olho a minha volta e parece que o "mundo evangélico" está desmoronando. Quando ligo a tv e vejo os pastores da mídia, vendendo meias ungidas fico boquiaberto, já não consigo nem me indignar mais... Olho para  aquele povo e também não sei mais o que sentir.... 

Sem querer alguns dias atrás o assunto dos televangelistas surgiu no local onde trabalho e um colega, que não é evangélico, disse que até que é bom o que estes "pastores" fazem... mantem o povo sobre controle.... dão esperança.... é isso que o evangelho virou..... uma forma de manter a manada sob controle....

Abro a Folha de São Paulo do dia 15 e lá está a manchete em primeira página: "Sobe total de evangélicos sem vínculo com igrejas", e outro dia os evangélicos de novo na mídia o Deputado André Zacharow e a Sociedade Evangélica Beneficente citados como suspeito de super faturamento e desvio de verba......

No que está se transformando o evangelho? 

Enquanto isso alguns "bobos" como eu ficam dando murros em ponta de faca..... 

Juro que em alguns momentos estou me pegando com uma certa inveja destes "pastores" da prosperidade.... 

Estes que usam e abusam do povo, vivem do seu "ministério" e vivem bem, não fazem outra coisa da vida do que se dedicar ao seu "ministério" em tempo integral..... 

E alguns "bobos" se dedicam a passar horas estudando a Palavra, dedicando o tempo de descanso para refletir sobre as necessidades pessoais e espirituais do povo.... Passa horas para elaborar um único sermão, trabalham secularmente para se manter, fazendo dupla ou tripla jornada.... muitas vezes "pagando" para poder servir... A estes o "povo evangélico" olha até com um certo desprezo, muitas vezes a Igreja até ignora sua existência,...

Acho que vou cuidar mais da minha vida.... 

Sei o que muitos vão dizer rapidamente...... Mas gostaria de ver um pouco de Justiça neste mundo, só pra variar.....

Nestes momentos sempre me vem a memória a música Admirável Gado Novo do grande Zé Ramalho..... faço dele minhas palavras, que esta musica secular ( ooh !!não é musica gospi?) sirva de reflexão ao povo evangélico: 


Depressão....

Não confio em pessoas que não ficam deprimidas volta e meia....Uma certa depressão é saudável, não a doença em sí, mas a melancolia.... Creio que pessoas que ficam deprimidas são as que mais se inconformam com o mundo do jeito que ele é.

segunda-feira, 11 de julho de 2011

A Nova Idade das Trevas

Estamos caminhando a passos ligeiros para uma era mais obscura que a idade das trevas.... e o mais incrível não é a falta de informação, mas o contrário a grande quantidade de informações que temos e que esta fazendo com que todos fiquem tão superficiais e obtusos que não se conseguem atingir a profundidade de tudo que está acontecendo ao nosso redor... 

Indivíduos que mal conseguem dirigir respeitando as mais básicas regras de trânsito tentando discutir filosofia e literatura, criticando grandes autores sem terem conseguido ler alguma obra completa. 

Analfabetos funcionais escrevendo trabalhos acadêmicos que nada mais são do que fragmentos de textos encontrados na internet costurados displicentemente, uma vez que o autor sequer se deu o trabalho de ler o que copiou.... 

Nas empresas o conhecimento e o bom senso são substituídos por metas que deve se chegar a qualquer preço, mesmo que seja o da sustentabilidade da própria empresa, mas que vai servir para encher o bolso de algum executivo que vai mostrar seus "bons" resultados para uma diretoria gananciosa que não vê mais nada a não ser o lucro imediato e cada vez mais exorbitante....

A mediocridade é a eleita como a grande parceira da vida aliada da política. 

Hoje pouco importa sua capacidade, mas sim sua rede de relacionamentos, se você consegue "puxar o saco" da pessoa certa pode ter um bom futuro na "firma", isso vale para qualquer tipo de organização, seja empresaria, educacional ou eclesiástica.

A mediocridade tem medo da inteligência e em um mundo que cada vez mais a primeira cresce em detrimento da segunda, estamos em bom português "ferrados"....

Nesta nova e brilhante idade das trevas quero um mosteiro distante  para me esconder..... 

domingo, 19 de junho de 2011

Viver pela fé.....

Falamos muito em viver pela fé, mas, não raras vezes queremos que o milagre aconteça antes, para depois experimentarmos a fé.
Viver pela fé significa muitas vezes renunciar antes, crendo que Deus nos sustentará...
Ter fé é ter coragem...Geralmente nossos medos nos impedem de exercitarmos nossa fé.
Como bons negociadores antes queremos garantias de Deus, para depois aceitarmos seus desafios.....
Ter fé é lançar-se no escuro, é dar um passo além....
Tenho me sentido a beira deste abismo.....reticente em dar um passo a mais... querendo que Deus de provas antes de dar o próximo passo....
Lhes digo que o pior lugar para se estar é a beira deste precipício, na margem que nos dá segurança, mas sem nunca saber como seria dar o próximo passo.... Viver neste ponto é desastroso.
Quando se chega neste lugar somente há duas alternativas, dar o próximo passo ou se afastar da beira do abismo.

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sobre moinhos e monstros.....

As vezes, não raras, sinto-me como Dom Quixote, que parte para lutas que parecem serem somente minhas, contra moinhos em forma de monstros. Muitas vezes paro e penso se estou no caminho certo.... até algum tempo atrás achava que sabia quais eram os caminhos e como trilha-los. Hoje já não tenho tanta certeza, uma das bençãos(?) da maturidade é a perda das certezas.

Sempre tive medo do momento da vida que paramos e olhamos para trás, esta é a verdadeira encruzilhada.

Tenho uma inveja santa daqueles que não enxergam os tons cinzas, dos donos das verdades. É claro que não produzem um mundo melhor, mas parecem serem mais felizes.....

É hoje o dia não foi bom.....

domingo, 15 de maio de 2011

Se o futuro passa pela educação......


Ao assistir o vídeo da entrevista de Rubens Alves no programa provocações fique a refletir sobre a questão da educação, do acesso a informação ao desejo de ler e ao simples fato de querermos isso. 

Como professor de teologia fico extremamente preocupado, pois acredito ser esta uma das áreas das ciências humanas em que mais se devia exigir o aprofundamento em leituras, e falo aqui não somente de leituras técnicas, mas as leituras que ajudam a formar o indivíduo. Fico espantado com a falta de interesse que muitos apresentam  quando se defronto com um livro, e como muitas vezes nós professores deixamos de estimula-los ao hábito de folhear um bom compêndio. 
Deixo abaixo uma pequena reflexão provocado por uma questão da matéria de Didática do Ensino Superior do Curso de Pós-Graduação em Teologia do Novo Testamento que estou cursando.

A sala de aula é um organismo vivo. O que esta afirmação implica em relação ao planejamento? Responda em uma lauda apenas.


 primeira implicação que vejo nesta afirmação é que o planejamento não pode ser estático e inflexível.
A sala de aula não é um organismo fechado. Ela sofre influências externas, seja dos indivíduos que participam dela seja da sociedade como um todo que apresentam novos paradigmas e conceitos que podem influenciar no entendimento dos alunos sobre o mundo.



Esta constatação não nos deixa um pouco sem chão com relação ao planejamento? Entendo que sim e que não. 



Sim porque tudo aquilo que traz mudanças muitas vezes nos deixa ansiosos e angustiados, por isso o planejamento deve levar em conta a possibilidade de flexibilização. Importante neste aspecto é no planejamento tentar antever tudo que pode influenciar e interagir com este organismo vivo que é a sala de aula. 
Essa tentativa de previsibilidade requer um momento de reflexão sobre as questões e os significados da sala de aula, e a experiência pode lançar um importante auxilio nesta aspecto, se não sei quem serão meus alunos neste ano, posso olhar para os alunos do ano passado e tentar entender quais foram os principais problemas e fatores que “interagiram” com a sala de aula. Quais foram os principais problemas? Quais foram as principais dificuldades qual o feedback que obtive da sala no ano anterior para que não repita as falhas que cometi e quais os acertos que facilitaram o aprendizado? 



A ementa que foi aplicada no ano anterior atingiu seus objetivos? Os pontos que estão definidos como objetos de conhecimento ainda são relevantes? Não há novas perspectivas e olhares com que faça que esta ementa se torne defasada?



E deve ser com estas inquietações que devemos nos posicionar frente a sala de aula.

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Relacionamento com Deus.....

Buscar um relacionamento com Deus através da oração é necessariamente entregar-me a Ele da forma mais sincera e simples possível. E este se entregar exige momentos de falar e momentos de calar, muitas vezes esquecemos da grande importância de calar-nos diante de Deus, buscando apenas senti-lo, deixar com que ele trabalhe tudo aquilo que eu não tenho condição sequer de expressar, aquilo que não tenho condições de confessar porque até eu não sei até que ponto pode chegar a “escuridão da minha alma”.

Simplicidade e sinceridade, estas são as atitudes chaves para achegar-se à Deus. Jesus ensinou-nos a orarmos em oculto, e basta pensarmos o quanto consigo ser sincero com Deus em uma oração “pública”.

A oração é um elemento terapêutico para a alma humana, a oração permite desnudar-me e conseqüentemente conhecer-me mais.

A oração em momentos de crise faz com que nos desnudemos perante Deus, não que Ele não nos visse da forma como estamos, mas principalmente porque nós necessitamos  enxergar da forma que estamos. 

Fragmento do Livro  "Relacionamento com Deus - A busca por um contato com Deus em todas as esferas da vida." -  a ser publicado em breve.