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quarta-feira, 16 de dezembro de 2015

O risco do cristianismo pós-moderno.





 Cada vez mais entendo que como cristãos devemos nos afastar do modelo econômico neoliberal. Este é um sistema exclusivista, que mede o ser humano por valores consumistas e mostrou-se, além de tudo, sujeito a ondas de instabilidade. 


Mas principalmente porque creio que este modelo e seus valores são antagônicos ao cristianismo. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males... isto esta cada vez mais claro, era assim a mais de 2000 anos atrás e é assim hoje também.

Afirmo taxativamente, baseando-me nos ensinos de Jesus o Cristo, que a busca pela riqueza é um vício e desta forma é um pecado, no sentido de afastar-nos de Deus e de apresentar um valorização distorcida do ser humano e da vida.

Sei que muitos não vão gostar destas palavras, mas estou cansado de meias palavras, falar com cuidado para não ferir o “status quo” religioso. 

A teologia da prosperidade é uma farsa e não merece ser chamada de ensino cristão, tampouco os que a pregam de seguidores do caminho. Hoje mesmo tive o desprazer de assistir parcialmente a uns três programas “evangélicos”, onde se oferecia perfume ungido para fisgar namorado, onde se ensinava a determinar e outros amuletos, mas não ouvi em nenhum momento falarem de Jesus. Gritos, palavras de ordem e sermões vazios, amuletos, compra de bênçãos, desejo de poder, e riqueza, eu pergunto qual a diferença da igreja católica da época de Lutero, para as igrejas que oferecem estas “relíquias”???

Não estou fazendo apologia a pobreza e miséria, como muitos podem afirmar, mas a volta para valores simples do cristianismo, mesmo porque o juízo sobre a nossa forma de viver está chegando, e a conta mais cara será paga pelas próximas gerações.

Nossas igrejas estão cheias de gente vazia.... o cristão está conformado a viver na mediocridade, isto é ir levando a vida. Vou ao culto no fim de semana, buscar a minha benção, e depois volto para casa sem fazer diferença nenhuma, fazemos cultos de jovens para seu entretenimento, mas não os ensinamos a fazer diferença, a terem uma posição critica, os criamos em uma bolha de vidro.... 

terça-feira, 18 de setembro de 2012


Um dos meus antigos sermões... este preguei em 2007, mais especificamente em 22/09/07. 

A fé que vai além do milagre. – Mateus 8.23-27

Pastor Roberto Rohregger
Hoje quero meditar um pouco sobre a questão da fé e de milagres.

Muito se fala atualmente sobre a fé, há várias correntes teológicas que falam sobre a fé;

Temos por exemplo a teologia da prosperidade, que ainda faz muito sucesso entre o povo evangélico.

Há muitas linhas que condicionam a ocorrência de milagres pela fé, ou seja, a fé da pessoa fez com que se movesse a mão de Deus.

E há também o julgo contrário, daquela pessoa que não obteve o milagre, geralmente nas alas mais radicais, podem dizer que essa pessoa não teve fé suficiente para que se realizasse um milagre que se está necessitando em sua vida.

Porém em um País como o nosso em que ocorrem tantas desgraças, e quando muitas vezes olhamos para a própria Igreja, parece que as coisas não funcionam exatamente dessa forma.

Há muitas pessoas que passam dificuldades tremendas dentro da Igreja, pessoas de um caráter irrepreensível, pessoas boas e que vemos por experiência que tem fé, são crentes fieis. Porém suas dificuldades não são resolvidas, insistem por um milagre, que não ocorre.

Já vi também situações em que a pessoa na mais franca alegria testemunha que Deus “deu” um carro 0 Km, e que por isso ele estava muito feliz. E naquele momento um irmão pensava enquanto ouvia o testemunho, por que Deus não gostava dele, uma vez que ele tinha uma grande dificuldade de prover o alimento para sua família todo o mês, seu aluguel estava atrasado e ele estava sem emprego. Sempre vinha na Igreja, sempre orava, cria em Jesus Cristo, então porque as coisas eram tão diferentes entre eles??

Para aquele irmão não era possível que Deus tivesse filhos mais queridos, e ele lembrava que haviam  dito que Deus não fazia acepção de pessoas, ou seja, Deus amava a todos de forma igual.

Logo a pergunta que ecoa é Por quê?