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sábado, 8 de agosto de 2009

O medo e a desinformação.

Tempos de insegurança. Talvez esta seja a melhor definição para a época em que vivemos, e vivemos cercados de medos. Lembro-me que fui assistir o lançamento do filme "O dia seguinte" que relatava como seria a vida, ou o pouco tempo de vida, que os sobreviventes de uma guerra nuclear teriam após o cataclisma. Saí do cinema totalmente abalado, a guerra fria ainda existia e o arsenal nuclear das duas potências nucleares era absurdo, o filme gerou uma certa repercussão mas nada que mudasse a rotina e a alegria da vida.

Isso foi nos anos 80, hoje o arsenal nuclear dos EUA e Rússia ainda dá para destruir a terra algumas dezenas de vezes, mas ninguém mais parece ter medo disso. Talvez porque sabemos que aparentemente não há mais disposição para isso, mas fato é que não há mais um "pânico" nuclear e falar sobre isso hoje até parece um pouco antiquado.

Mas esta era uma das grandes inseguranças daquela época, hoje temos outra, de nome estranho : A(H1N1), um vírus, praticamente invisível, silencioso, mas pelo que pude perceber capaz de gerar mais insegurança e pânico do que as armas nucleares na época da guerra fria, interessante isso.... por que será que o fato de que temos armas que podem destruir a civilização em questão de minutos nos deixa menos apreensivos e paranóicos que o contágio de um vírus?

Penso que a informação nestas situações é de vital importância, ser divulgado as medidas de higiênização, as ferramentas para o combate da doença, isto é qual o remédio que consegue combater e quais as condições que podem levar ao óbito, um sistema de saúde preparado, o fato do Brasil nos últimos tempos não haver passado por uma pandêmia, pelo menos de uma doença nova, prejudicou a ação mais efetiva e a preparação para um surto de emergência, e principalmente informações constantes e transparentes do desenvolvimento da doença.

Talvez o fato de não haver uma divulgação maior da quantidade de vitimas e das medidas que devem ou deverão ser tomadas propiciam para o advento de noticias dramáticas, já ouvi falar em mais de 100 mortes somente aqui em Curitiba, enquanto os registros oficiais não chegam a 35 pessoas no estado do Paraná, de acordo com a Secretaria Estadual de Saúde, 31 pessoas morreram no estado, com 534 casos confirmados em Curitiba, para uma população em torno de 2 milhões de habitantes, não justificaria uma situação de pânico.

Prevenção e cuidados que são divulgados constantemente nos meios de comunicação são necessários e devem ser observados com todo o cuidado e diligência, mas cá entre nós, deveríamos ter mais medo das armas nucleares, ou das balas perdidas para falar de algo bem mais próximo de nós.

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terça-feira, 28 de julho de 2009

Leituras VI

Acabei de ler "Feridos em Nome de Deus" de Marília de Camargo César. O livro é de fácil leitura e profundamente tocante nos relatos de pessoas feridas em nome da religião. É claro que o privilégio de machucar pessoas usando o abuso espiritual, ou assédio espiritual não é de uma religião ou outra em especial, mas é muito triste quando encontramos, em grande quantidade no cristianismo. Assim como o assédio moral o abuso espiritual causa grandes dificuldades para quem é vítima. É evidente os problemas emocionais que causam e principalmente os grandes problemas espirituais e da perda da fé em muitos casos. O livro é um alerta sobre um tema que devemos pensar e discutir muito.

sábado, 25 de julho de 2009

Leituras V

está semana "Homem ao Máximo" de Edwin Louis Cole, um excelente livro para a família, principalmente para homens. Edwin com conceitos simples e claros lembra de muitas coisas que hoje em nossa sociedade, acabamos deixando de lado.


Outro livro que recentemente foi Bioética Clínica, vários autores. O livro trata dos principais desafios da bioética principalmente na medicina e na questão do relacionamento médico/paciente. O livro resgata de forma séria o tema desumanização na medicina, a questão do apoio psicológico e o direito do paciente em decidir os destinos do seu tratamento, ou seja o envolvimento do paciente faz parte do processo de cura. O livro é excelente, deveria ser leitura obrigatória para médicos. A falta de empatia dos profissionais da arte da medicina com os enfermos é alarmante, em uma consulta recente percebi que o médico que atendeu-me gastou mais tempo preenchendo papeis, que não faço a mínima idéia para que servem, do que na consulta propriamente dita. Infelizmente isto está virando uma rotina.

Do Arquivo - Um Novo Mundo Possível

O título deste texto já é muito conhecido, principalmente pelo pessoal que milita contra o capitalismo exacerbado em que vivemos.
Sou também por convicção ideológica um anti-capitalista, mas não no sentido de comunista, mas de crítico dos caminhos em que as sociedades lideradas por esse sistema econômico estão nos levando.
O texto Marcio Pochmann " Os retrocessos do atual modelo" publicado no Le Monde Diplomatique (edição de Julho), aponta os verdadeiros problemas que a nossa modernidade nos está levando.
Claro que sou obrigado a concordar que o sistema capitalista possibilitou um avanço em termos de bem estar geral, mas este sistema se esgotou, e esgotou os recursos naturais por isso afirmo que devemos encontrar umanova opção de desenvolvimento, uma opção menos materialista, construir um novo mundo.
Porém deve-se perguntar : isso ainda é posssivel? Não sei.
Esta é a grande incognita, mas de uma coisa eu sei, é cada vez mais urgênte a necessidade de mudanças, se chegarmos a conclusão que é tarde de mais, so nos restarar cruzar os braços e esperar o fim.

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Tenho pensado ultimamente que, apesar de tudo, alguns aspectos da humanidade realmente são surpreendentes e maravilhosos. Se conseguirmos fugir das garras deste capitalismo selvagem e destruidor acho que temos uma chance de criar uma civilização realmente digna do nome de HUMANIDADE.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Leituras IV


Acabei de ler "Por que você não quer mais ir a igreja?". O livro é interessante, a proposta chega a ser um pouco chocante, mesmo para mim que estou repensando a Igreja. Apesar de algumas opções de tradução de alguns termos não muito felizes, o livro prende na narrativa e na proposta que vai se desenrolando a cada página. E é claro que sou obrigado a concordar em alguns aspectos com o que os autores expõem sobre as estruturas disso que chamamos hoje de Igreja. O ditado de que nossas igrejas estão cada vez mais cheias de gente vazia é profundamente atual. É fato que a confusão que fizemos nestes séculos com relação ao termo Igreja também é algo que se perpetuou, transformamos o termo que deveria representar pessoas para representar prédio e estruturas, transformamos relacionamento e afeto em ativismo e moral.... e desta forma diluímos a proposta radical de Jesus e nos acomodamos à estrutura igreja.

segunda-feira, 6 de julho de 2009

Mal cheiro gospel....


Que o "mundo gospel" não andava muito bem, isso já havia percebido a tempos. Mas com a avalanche de profetas, apóstolos, pai-apostolo, unções e louvores proféticos a coisa começou a feder demais. Basta ler a ultima edição da revista Eclésia (edição nr 135) para se ter uma pequena noção da baderna que se está fazendo em nome de Cristo. Com a matéria de capa intitulada "Escândalos em nome de Deus" a revista dá uma pequena noção dos estragos que os lobos estão fazendo. Desde o "pastor" que manteve relações sexuais com uma menina de 13 anos, afirmando que ela deveria fazer um "sacrifício como o de Abraão" para namorar o seu próprio filho.... até a banda Hillsong supostamente envolvida em desvio de dinheiro e outras coisinhas mais, os criadores do conceito de "adoradores extravagantes" seja lá o que isso significa, e entre estes casos outros mais envolvendo politica, estelionato praticado por "homens e mulheres de Deus".
Recuso-me como já disse várias vezes a chamar a maioria destes movimentos e igrejas criadas por ai de Cristãs. Estamos caminhando para um beco negro onde o nome de Jesus está sendo enlameado e o cristianismo perdendo a credibilidade.
Até quando vamos permitir estes lobos vorazes e sanguináreos continuarem com suas afrontas?

quinta-feira, 2 de julho de 2009

Do Arquivo II - Igreja reformada sempre se reformando......

É de estarrecer a passividade do povo brasileiro, mais ainda do evangélico brasileiro.

Que luz estamos sendo? Que sal é esse?

Eu digo: A luz está apagando e o sal insosso, não somos exemplo para quase mais nada, a não ser de reacionismo e moralismo barato. Quantas igrejas ou denominações estão se manifestando, com relação aos desmandos dos políticos, da violência? Quantas passeatas para a moralização do congresso? Pela quantidade de marchas pra Jesus, determinando isto e aquilo, as coisas já não deviam estar melhor?? A grande verdade é que o povo evangélico nada mais é do que massa de manobra para alguns lideres inescrupulosos, serve somente para demonstra o poder de grupos e servir como moeda de troca... criou-se novos currais eleitorais, os coronéis dos sertões, foram substituídos pelos coronéis dos púlpitos.

Posso estar sendo duro, mas está é a minha visão, está na hora de uma nova reforma, enquanto há uma mínima esperança de salvação do movimento evangélico, se é que há alguma ainda....

Enquanto nos púlpitos se grita que devemos prosperar, determinar, ou propagar a santidade moralista, a nação está afundando num mar de “lama” ( pra não dizer aquilo que você está pensando...), a grande maioria da sociedade está jogando a ética no lixo, enquanto assistimos os piratas modernos confortavelmente sentados em suas poltronas nas casas de legislação saqueando a nação.

Assistimos passivamente uma juventude se perder, distribuindo violência gratuita, sem rumo, repetindo em suas vidas vazias tudo aquilo que nossos governantes estão cansados de fazer, e esperando o mesmo tratamento, ou seja a impunidade. No meio deste caos, pergunto : Não devia a igreja ser o profeta dos tempos atuais? Não deveria chamar a nação ao arrependimento ? Não deveria apontar o seu dedo para os desmandos dos governantes, que claramente desafiam e menosprezam a Palavra de Deus? Igreja, quer queira ou não, quer acredite ou não, você será cobrada pela sua posição.

domingo, 21 de junho de 2009

Do Arquivo - Paramos de Pensar........

É incrível, mas parece que os evangélicos estão cada vez pensando menos..., contentam-se com cultos vazios, e com palavras sem profundidade....
Isto faz-me pensar, como é fácil manipular o povo, basta uma série de chavões, um pouco de gritos, apelar para milagres e garantir que Deus lhes dará vitória...
Então penso... para que gastar horas (muuuiiitas horas) com exegese, hermenêutica, buscar a contextualização correta do texto, travar um diálogo com a filosofia, sociologia e demais ciências, procurar temas relevantes, meditar sobre as necessidades da Igreja, buscar relevância naquilo que estarei servindo para a glória de Deus, se basta um prato de sopa rala "enganar" a fome da Palavra?

Vivemos na era da irrelevância, quanto mas mediocre o texto, quanto menos exigir dos pobres cérebros, quanto menos mexer com consciências inativas melhor...

Salve o lugar comum, salve o texto fora do contexto, salve os sermões que não levam a lugar nenhum, salve a pasmaceira. Eis o quadro da Igreja moderna....

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O grande problema que vejo pensando novamente nesta situação é que a sociedade, e as ciências estão ficando cada vez mais complexas, mas ao mesmo tempo as pessoas estão cada vez mais superficiais.

Para onde estaremos caminhando?

domingo, 7 de junho de 2009

Para ficar mais claro....

As vezes é bom relembrar:

Igreja não é igual a Deus!

A frase "Fora da Igreja não há salvação" é falsa !

Não necessariamente o pastor é mais "espiritual" que os membros.

O pastor não é o intercessor entre o povo e Deus.

O ser humano não foi criado unicamente para adorar a Deus, mas para relacionar-se com Ele!

Igreja reformada deve sempre procurar se reformar...

Leituras III


Muitas leituras e atividades não tem deixado tempo para escrever com mais frequência no blog. Espero que nos próximos dias consiga um pouco de tempo para dedicar a este espaço pelo qual tenho um carinho especial. Pretendo continuar com as reflexões com relação à Igreja ou melhor à eclésia, em um novo formato. Estive pensando como deveria ser na prática a liturgia, ou melhor um novo modelo de liturgia e até no formato e estrutura da novo eclésia, para ser mais participativa e voltada ao aprendizado participativo a mobiliário deverá ser de fácil formatações, para trabalhar com grupos de discussão, ou plenárias mais ativas, ou seja os grandes bancos pesados e fixos deixam de existir, simples cadeiras também não atendem este formato... Mas esse layout e formatação da liturgia fica para o próximo post. Caro leitor se tiver uma sugestão ou critica a estas divagações com relação a igreja, não deixe de comentar.

Bem, esta semana li mais uma pequena obra de Rodolf Bultmann, "Milagre", onde o teólogo faz uma análise da questão do milagre no Novo Testamento. Muito interessante a sua definição de milagre em duas categorias o Mirakel, e o Wunder. Apesar de fino o livro é denso, com tefinições de conceitos muito profundos.