Artigos

Artigos

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Teologia é coisa séria.

Teologia para ser relevante deve ser usada para responder, através do estudo sistêmico e abrangente das Escrituras, aos grandes problemas e questionamentos da sociedade e do cristão do seu tempo!

Isto parece óbvio, mas infelizmente não é. 

Teologia deve servir para ferramentar a Igreja a responder questionamentos sobre a questão do aborto, por exemplo, se um feto anencefálico pode ser abortado ou não, ou como a comunidade dos crentes deve encarar a questão da união homossexual, ou como responder a certas teologias como a teologia da prosperidade e confissão positiva, e ainda como a Igreja deve se comportar com relação ao relacionamento do ser humano com a natureza e ainda como o cristão deve se posicionar com relação ao consumismo... 

Eu próprio já pensei e escrevi sobre muitos destes temas. 

Mas parece que a igreja ainda não acordou para o Século XXI, estamos ainda nos detendo em  temas do Século II D. C.

Quando uma igreja assim vai ser relevante???

É profundamente triste ver como estamos cada vez mais nos fechando e ficando incapazes de olhar além do nosso quintal. 

É pena que cada vez menos seminaristas saem dos cursos de teologia preparados efetivamente para construir teologia.

A cada dia desejo mais afastar-me deste modelo que apresenta respostas para perguntas que não foram feitas. 

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

O Tumulo de Felipe

Após anos de escavações pela Turquia, a equipe do italiano Francesco d’Andria, numa missão arqueológica iniciada em 1957, encontrou o que ele acredita ser a tumba de São Filipe, um dos 12 apóstolos de Jesus. O túmulo do santo, que ainda não foi aberto, foi achado em meio às ruínas de uma igreja na cidade de Pamukkale, antiga Hierapolis, na qual o professor D’Andria trabalhava havia um mês. A prova de que a tumba pertence mesmo a São Filipe é a de que sua estrutura e os escritos contidos nela conferem com as pistas que os estudiosos tinham dela. “Essa descoberta é de grande importância para a arqueologia e para o mundo cristão”, celebrou D’Andria. 

LEIA MAIS EM :

http://www.istoe.com.br/reportagens/149039_O+TUMULO+DE+SAO+FILIPE

domingo, 24 de julho de 2011

Sofrimento de Cristo através da humanidade....


O maior sacrifício de Cristo não foi a morte  na cruz, muitos morreram através deste instrumento, a Biblia relata que no mesmo dia outros dois foram mortos na cruz junto a Jesus.

A maior dor, a dor incomensurável foi o sacrifício pelos nosso pecados, o peso das inequidades da humanidade foi o maior sofrimento de Jesus, a dor de todos aqueles que foram e seriam injustiçados, o peso n’alma e a angustia de todos  que agonizam sob a mão do seu semelhante que regido pelo mal impõe a morte e a destruição e destroem toda a beleza da vida.

Na Noruega esta semana, foi acrescentada mais um “prego” no sacrifício de Cristo, mais dor e sofrimento foram acrescentadas a cruz. 

Porém este acontecimento que chocou a Noruega e a toda a humanidade, pelo menos a parcela sã da mesma, ocorre todos os dias a conta gotas em toda a parte do mundo.

terça-feira, 19 de julho de 2011

O Sagrado, o profano e o Amor de Deus….


Por vezes acho que sou muito crítico com a Igreja, pode parecer que não vejo nada de bom em nosso “sistema” religioso, porém lhes digo não é verdade.
Reconheço que a Igreja tem sim muitas facetas que são de importância vital, não somente no quesito espiritual, mas também no desenvolvimento do ser humano.
Mas se aponto e cutuco as feridas e hipocrisia da religiosidade é porque entendo que a Igreja tem um papel relevante para desempenhar e Ela pode fazer muito mais do que ao que se apresenta.
Quando critico, faço mais visando a liderança míope, que conduz o povo à caminhos tortuosos que demonstram minimamente a verdadeira face do cristianismo. Isso quando erra tentando acertar… 

Leia mais em :

Undergroundassembleiano


segunda-feira, 18 de julho de 2011

Papel da teologia é contribuir com um mundo mais humano


"O papel da teologia é contribuir para que o mundo que está gerando a ciência seja mais humano”, afirmou o físico Francisco Claro durante um painel conjunto com o teólogo Sergio Silva, no marco das Jornadas Teológicas do Cone Sul e Brasil em desenvolvimento na Universidade Católica Silva Henríquez, em Santiago, Chile.
"A sociedade atual está centrada na inovação e no conhecimento. A ciência é um dado base do modelo de desenvolvimento e é muito relevante na vida cotidiana das pessoas. Hoje as percepções não baseadas na ciência perdem terreno”, indicou o científico, atual decano da faculdade de educação da Universidade Católica do Chile.
A seu juízo, aos eixos da teologia, que são a pobreza, a justiça e a equidade, deveria acrescentar-se o eixo das ciências do conhecimento.
"O desafio dos teólogos é humanizar o mundo que parece ancorado a uma realidade fria”, acrescentou Claro, para quem o principal na ciência é "conhecer a verdade e aplicá-la para enriquecer a vida das pessoas”.
Claro exortou a dedicar muitas mentes às ciências sociais e indicou que, em seu caso pessoal, "a ciência aumenta minha admiração pela realidade. Minha metafísica incorpora a Deus como um criador”.
Segundo Claro, a sociedade atual está enfrentando "um verdadeiro redemoinho de criação tecnológica do qual não podemos nos salvar... está tudo enlaçado... verdade e produto”.
O científico, no entanto, advertiu que os supostos com que a ciência trabalha podem ser falsos e, por isso, o trabalho científico requer "um gesto de humildade frente à verdade”.
"A ciência não pode demonstrar a existência de Deus... mas a ciência nos diz que Deus é plausível”, concluiu.
Por Orlando Milesi, jornalista da Agência ANSA
Fonte : Adital

sábado, 16 de julho de 2011

Contribuições dos indígenas e das mulheres para renovar a teologia


As novas contribuições da teologia provenientes dospovos originários, mulheres e outros setores excluídos que hoje têm maiorprotagonismo nos países do Cone Sul e Brasil, foram refletidos e debatidosdurante as Jornadas Teológicas que concluíram hoje (15), na UniversidadeCatólica Silva Henrique, em Santiago do Chile.
Assim indicou o sacerdote mexicano Eleazar López,indígena zapoteca; a teóloga laica feminista Ana Maria Tepedino, professora daUniversidade do Rio de Janeiro, Brasil, licenciada em administração de empresase professora em diversas universidades do país.
López sustenta que o surgimento da teologia da libertaçãomarcou o início de uma descolonização da Igreja porque apontou que “as igrejassejam realmente nossas, sejam igrejas de cá e não transportadas da Europa, quesurgem de cada cultura”.
Destacou que este feito significa a incorporação dadiversidade humana e recordou a proposta zapatista de “um mundo onde caibamtodos e todas com dignidade, onde entram muitos mundos”.
López, membro do Centro Nacional propagador mineirodo México e um dos principais teóricos da teologia indígena na América Latina,destacou a instalação e vigência de um diálogo com as autoridades vaticanas eindicou que, seu discernimento, deve apontar para que os povos originário nãosejam forçados a se separem de suas crenças básicas.
“Não devem excluir o que somos para ser o que outrosquerem que sejamos, devemos conservar nossa dignidade fundamental humana etambém a dignidade da diversidade cultural para juntos construirmos um mundo dejustiça e de paz. Afinal de contas, é o reino de Deus”, sustenta.
Tepedino, que participou na mesa de trabalho sobre”mulheres, gênero e teologia”, insistiu na necessidade de incorporar arealidade feminina ao trabalho teológico a fim de contribuir para evitar opatriarcado e a persistente subjugação da mulher na sociedade.
“Devemos encontrar meios para ajudar as mulheres aseparar-se deste sistema que as invisibilizam, violentam e marginalizam, paraque nós possamos fazer os traços, os desenhos de nosso próprio rosto, de nossaprópria personalidade, de nossas identidades. Esse é nosso sonho”, expôs.
Segundo Tepedino, uma mulher ser feminista nãosignifica necessariamente que suas filhas ou gerações a seguem, mantenham umapostura em prol da dignidade da mulher.
“Isto significa que o processo é muito dolorosoporque vemos que a cada vez há que começar novamente. Por isso não se avançatanto, não se consegue caminhar até um certo ponto porque a cada vez se devecomeçar de novo”, disse,referindo-se à extensão dos comportamentos e pensamentos patriarcais.
Jung Mo Sung defendeu recolocar o conceito de teologiada libertação pelo de “cristianismo da libertação”, a fim de incluir a todosque têm princípios ou inspiração cristã, ainda que não pertençam ou sereconheçam na Igreja Católica. Mo Sung chamou a um diálogo amplo que inclua ossetores diversos a fim de avançar na libertação da dependência dos povos.
O especialista destacou a necessidade de que areflexão teológica esteja inspirada nos problemas complexos e nas vivênciastraumáticas que os povos vivem e, como exemplo, disse que a crise financeiraque afeta a Igreja dos Estados Unidos com os escândalos de pedofilia, pode ser”o detonante para que volte a trabalhar com o povo e se acerque à palavra deDeus”.
No plano econômico, o teólogo afirmou que “é evidenteque há uma crise nos Estados Unidos que põe em interrogação sua hegemoniaunipolar”, mas disse que ainda não se pode falar de globalização multipolarporque “atualmente essa é uma aspiração”.
Por Orlando Milesi, jornalista