terça-feira, 23 de fevereiro de 2021
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021
Conversas com Tillich e Jung
Fazendo a leitura da Teologia Sistemática de Paul Tillich, deparei-me com a questão da alienação como hybris, conceito esse muito profundo e bem explorado pelo autor. Mas o que me leva a escrever é um texto que encontrei no livro de C. G. Jung, “Psicologia e Religião Oriental”, onde Jung faz sua análise comparando os conceitos entre o pensamento religioso Ocidental e Oriental, e citando Kierkegaard, afirma 1:
“Todos os seres humanos alimentam o secreto desejo de serem como Deus e todos agem de acordo com isso em sua auto-avaliação e auto-afirmação”.
Esta necessidade de infinitude aponta para Deus, que é eterno, e do qual devemos participar. Não é possível preenchermos esta angustia de outra forma, alias todas as outras formas são destrutivas e alienantes ao ser e por isso “demoníacas”.
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1-Jung, C. G. Psicologia e Religião Oriental, Ed.Circulo do Livro, pg 15
2 -Tillich, Paul Teologia Sistemática, Ed. Sinodal/ EST, 5ª Edição Revisada, pg 345
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021
A violência, policial nossa de cada dia...
Rotineiramente
o Brasil passa por períodos onde o caos na segurança pública aumenta a níveis
astronômicos, e para piorar o cenário, outro problema está se tornando
sistêmico: a violência policial. Não se trata de eventos isolados, fruto do
acaso, ou por um problema momentâneo, mas sim de um sistemático descaso com a
segurança pública, e com os direitos humanos.
Segundo o
Anuário Brasileiro de Segurança Pública de 2019, 11 a cada 100 mortes violentas
intencionais foram provocadas pelas Polícias, em 2018 foram 6.220 vítimas
destes 99,3% eram homens, 77,9 % tinham entre 15 e 29 anos e, 75,4% eram negros. Este quadro demostra
claramente quem são as principais vítimas da violência policial.
Segundo
Thomas Hobbes, no seu livro Leviatã o acordo para que a sociedade permitisse a
existência de um poder regulador sobre a vida dos indivíduos era que, este
poder de força seria cedido em troca da garantida de segurança, isto é, nos
submetemos às leis e a autoridade para que esta mesma nos garanta a
tranquilidade e segurança em nossas vidas cotidianas.
O uso da força, da
violência por parte da polícia sempre deve ser uma ação reativa. Isto é, a
polícia reage a violência, ela não promove a ação violenta. Não se pode admitir
que a polícia exerça uma ação antes de ser provocada por uma ação e a resposta
deve ser igual ao grau de violência, e não a exceder. Isto faz
parte do escopo da ação policial, e todo policial deve ser treinado para isto. Este
procedimento é parte do risco da sua profissão, e é por isto que a polícia deve
ser valorizada e respeitada.
Porém quando este preceito deixa de ser
respeitado a polícia deixa de ser uma segurança para ser um perigo, a todo e
qualquer indivíduo. Há aqueles que sempre argumentam que, “bandido bom é
bandido morto”, frase infelizmente popularizada por muitos programas apelativos
de televisão. Cabe lembrar que no Brasil não existe pena de morte, e mesmo que
existisse, não isentaria do processo legal. Em nenhuma parte do mundo ocorrem
execução sumárias pelas forças policiais, as quais não estão investidas do
poder judiciário. O fato é que este procedimento inverte toda a lógica normal
da sociedade, o policial torna-se um assassino e o suspeito, claramente é a
vítima, e não há outra forma de se nominar o fato, se o agressor foi privado do justo processo de acusação, com
a possibilidade de defesa, e caso condenado, cumprir a pena de acordo com o
código penal, que não é a pena de morte. O Estado brasileiro, vem, constante
e sistematicamente falhando na condução de ambiente de segurança pública. É
preciso que retomemos a um estado justo e cumpridor dos acordos sociais, que
possibilite direcionar e facilitar caminhos para o desenvolvimento social, garantindo
a segurança pública e que respeite o arcabouço legal sustentado na constituição
e na normatização jurídica.
https://www.forumseguranca.org.br/wp-content/uploads/2019/10/Anuario-2019-FINAL_21.10.19.pdf
terça-feira, 26 de janeiro de 2021
quarta-feira, 20 de janeiro de 2021
sábado, 1 de agosto de 2020
Diário de Pesquisa I - Origens e influências do Cristianismo Primitivo
Hoje trabalhei na pesquisa para o texto que pretendo trabalhar que tem o título provisório de:
Oposição de Jesus ao Templo: Aproximações e Distanciamentos da concepção teológica da comunidade de Qumran


sexta-feira, 5 de junho de 2020
A crise como sistema natural do desenvolvimento do cristianismo
"O cristianismo surge em um momento de crise, crise judaica de opressão estrangeira e de opressão interna, em uma sociedade extremamente segmentada. Surge em um ambiente de crise como esperança, como uma fé acessível, como uma mensagem de acolhimento, nasce como voz dos excluídos. Desenvolve-se em um ambiente hostil, em constante perseguição, novamente em locais de morte instituída pelo estado romano, mas, é nesta crise que o cristão preso, jogado aos leões coloca toda a sua esperança na transcendência e na persistência dos valores do Reino, é na crise que o cristianismo é relevante, é na crise que se faz a esperança cristã na promessa dos valores eternos. É na crise que o mundo pode compreender quais são os valores eternos, e na valorização da vida humana como criação à imagem e semelhança de Deus e que concede a todos indistintamente a dignidade alienável do ser humano acima de qualquer valor. "domingo, 17 de maio de 2020
Breves reflexões: Como a Bioetica pode auxiliar na discussão da pandemia. No dilema vida x economia?
sábado, 9 de maio de 2020
Uma brevíssima crítica religiosa.

domingo, 19 de abril de 2020
Algumas observações sobre o Coronavirus.
1º) Liberar o dinheiro não significa liberar o controle. Na
medida há ferramentas de controle e o estado que não justificar os gastos ou
houver alguma irregularidade para de receber os valores.
2º) Ninguém está dizendo que a falta de vagas em hospitais é
de hoje. Este um problema de muito tempo. Porém nos últimos anos tem havido uma
campanha contra o SUS, e hoje percebemos a importância e magnitude de um
sistema de saúde como o do Brasil. A lição que fica é que o SUS deve ser
reforçado e ampliado bem como com uma gestão eficiente.
3º) Com relação municípios e os casos em sí. Não sei
exatamente esta estatística, de quantos tem e quantos não tem. Parece-me
razoável que existam municípios que não tenham casos realmente. Mas compreender
que esta é uma doença que se espalha. Como é um vírus importando, é razoável compreendermos
que primeiro ele atinge os grandes centros urbanos (onde há mais trânsito internacional)
por isso que uma medida de fechar as rodoviárias e aeroportos é importante.
Segundo que a impressa de que no Brasil o vírus está contaminado menos (2.000 mortes)
e por isso não precisaria de quarentena é um raciocínio, ignorante por parte de
alguns e de má fé por parte de outros, uma vez que a contaminação só está um
pouco mais lente em decorrência de que o Brasil, em boa parte do território
nacional, efetuou a quarentena de forma um pouco mais rápida. Então obviamente
o contágio é menor por causa da quarentena.
4º) A
autonomia deve sim, ficar com os Estados e municípios. Eles têm mais agilidade
de lidar com informação da quantidade de contaminados e de leitos disponíveis.
Lembre-se que não há uma determinação de quarentena total no Brasil. Fora
algumas cidades em que o quadro já está apresentado o colapso do sistema de
saúde, como é o caso de São Paulo e do Amazonas por exemplo.
5º) Os
Estados não tem como emitir títulos ou captar recursos ou até imprimir dinheiro.
O Governo Federal tem essa capacidade.
Ninguém está acusando o governo Federal de não gerir a economia neste
momento, o Brasil ainda não tinha saído da crise que havia se instalado, o
crescimento para esse ano já estaria perto do 0%. Como já disse o Brasil já
vinha mantendo os 12 milhões de desempregados (que ninguém lembrava mais...). O
Governo Federal vai, sim ter que financiar os Estados por um tempo, isso vai
acontecer em todo o mundo. Estamos vivendo um período de anormalidade.
6º)
Novamente, a quarentena não precisa ser na mesma intensidade em todo o
território nacional e, não está sendo. Porém precisamos entender que a curva de
contaminação ainda não está descendo, e não vai descer tão cedo. A luta é para
que ela não cresça exponencialmente de forma abrupta para que se possa gerir o
sistema de saúde. Esta pandemia não vai desaparecer tão cedo, é provável que
tenhamos que intercalar período de liberação geral da movimentação das pessoas
com períodos de quarentena, por isso é importante o monitoramento severo dos
casos de contaminação.
7ª) Não
entendo onde o congresso está contra, ao contrário, a grande maioria das
iniciativas do combate ao vírus veio do próprio congresso, dos Estados e da
iniciativa privada. O governo federa estava em uma inércia profunda. A ideia do
orçamento de guerra não foi do governo federal, o valor de auxílio de R$ 600,00
não foi do governo federal ( o valor sugerido era R$ 200,00). O único empecilho
que o congresso colocou, corretamente, foi salientar ao presidente que ele não
tem autonomia para destituir a quarentena dos Estado conforme ele queria. Qual
outro impedimento? Claro a ajuda dos Estados, o governo federal queria os
Governadores com o pires na mão implorando recursos para a presidência, quando
isso não aconteceu o Governo Federal ficou louco (mais louco).
8º) O que o
presidente está fazendo é estimulando a desobediência civil nos estados /
cidades onde a quarentena é extremamente importante, ele estimula os seu
séquito a tentarem pressionar os governadores e prefeitos, desobedecendo as
normas estaduais e municipais. Novamente
vale o raciocínio que expressei no post original.
9º)
Novamente, ninguém está falando em paralização total, em nenhum lugar do mundo
ocorreu uma tal paralização total em que nem caminhoneiros ou qualquer tipo de
transporte pudessem transportar alimentos por exemplo. Essa ideia é sem sentido
e usada de má fé. Novamente o objetivo da quarentena é diminuir o ritmo do
contágio, restringindo a quantidade de gente que poderia ser contaminada e
contaminar, mas isso parece ser tão difícil de entender... Restringindo a
movimentação de serviços não essenciais também estamos protegendo aqueles que
necessitam estar nas ruas por serem prestadores de serviços de sustentação para
a sociedade, mas isso também parece tão difícil de entender...
E
finalmente,
10º) O
Coronavírus não é um plano maligno dos comunistas para tirar da presidência o
Messias. As ações de restrição e quarentena estão sendo adotadas por 99% dos
países do mundo (a exceção de 3 ou 4 países menores onde o sistema é ditatorial,
inclusive, pasmem, de esquerda). Haverá recessão global.
