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domingo, 28 de abril de 2013

Revolução na Educação

Nossos sistemas educacionais rígidos e tecnocratas muitas vezes  apenas servem para "deformar". Infelizmente valorizamos muito mais os "títulos"  obtidos formalmente do que o conhecimento....formalismos;

terça-feira, 23 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Espiritualidade integral - Desafio para o cristianismo no sec XXI


Uma pequena parte do artigo que estou escrevendo para coletânea de vários autores sobre os desafios do Cristianismo para o século XXI

Baseado em uma avaliação teológico - pastoral do Salmos 139

7 Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?  
8 Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também.  


De Deus não se escapa. Ele é Deus somente porque d’Ele não se escapa. E apenas aquele do qual não se pode escapar é Deus.
Não há lugar para o qual possamos tentar fugir de Deus, que esteja fora do próprio Deus। “Se eu subo aos céus, tu estás lá”. Parece natural que Deus esteja nos céus, e muito estranho desejarmos subir aos céus a fim de escapar d’Ele.


Mas é justamente isso que os idealistas de todas as eras têm tentado fazer. Eles têm tentado subir a um céu de perfeição e verdade, de justiça e paz, onde Deus não é procurado. Tal céu é um produto da feitura humana, sem o incômodo do Divino Espírito e sem a presença julgadora da Face Divina. Antes, esse lugar é um “lugar nenhum”; é uma “utopia”, uma ilusão idealística.


Quantas tentativas de se criar uma sociedade mais justa, hamônica, feliz já se tentou??
Desde a Polís grega, passando pela República dos romanos, pela sociedade Comunista, Capitalista, todas as tentativas acabaram ficando aquém do que seria aceitável, por que?


Simplesmente porque em todas falta Deus, tenta-se criar a esperança do Reino de Deus através de mãos humanas, todas são apenas sombras pálidas das promessas de Deus, uma sociedade por melhor que sejam seus sistemas econômicos, políticos e econômicos sem Deus não funciona.


Robson Calvalcanti, profundo pesquisador do campo político-social e religioso avaliando as escolhas de governantes e sistemas políticos :


“(...) No seu discurso de despedida Samuel da a receita para o sucesso da monarquia recém instaurada: “ Se temerdes ao Senhor, e o servirdes e lhe atendenderdes a voz, e não lhe fordes rebeldes ao mandato e seguirdes ao Senhor vosso Deus, assim como vosso rei que governa sobre vós, bem será...  Se porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, assim vós como vosso rei” (II Sm. 12:14-25).
Essa admoestação pode ter um carater normativo e geral: o sucesso de qualquer modelo político ou de um governante, está em uma adequação ao postulados da Revolução, tanto por parte de goverdandos quanto de governantes. Caso contrário conhecerão o fracasso. O problema básico, então não é este ou aquele modelo em si, mas a maneira de seu exercício, o conteudo étido de cidadões e diregentes, como individuos e no desempenho de seus cargos,
É o qe se observará com os três reis da monarqui unificada; Saul, Davi e Salomão. A primeira fase do governo de Saul é um sucesso, tanto no campo militar quanto no adminstrativo. Israel alarga e consolida as suas fronteiras e se afirma como nação soberana. A desobediência de Saul, que chega ao ponto de consultar uma médium, o esfriamento da sua vida espiritual, o embrutecimento de seu carater, o conduzem à decadencia e a morte, e Israel a uma grande derrtoa militar diante dos filisteus. Interessante a sua racionaliação: ele se desviara de Deus, mas dizia na sessão espirita: “... e Deus se desviou de mim, e já não me responde.” (I Sm 28:15)
Qualquer nação pode pagar caro o seguir um governante apartado dos caminhos do Senhor. Isso tem ocorrido com frequencia na História deste século: Hitler, Stalin, etc...Que pensar de nosso proprio pais, quando elegemos governantes que entre outros pecados, consultam os mortos? Podemos ser vitorisoso?” (CALVACANTI, 1988, pg 32)


Da mesma forma que uma Teocracia também não funcionaria, porque ainda que em nome de Deus ela é feita por mãos humanas, tentando agradar a Deus. Um dos piores erros que podemos cometer é tentarmos criar sistemas para agradar a Deus. Os escribas e fariseus queriam fazer um sistema para agradar a Deus.


“Se eu fizer a minha cama no inferno, eis que tu estás lá”. O inferno ou sheol, a habitação dos mortos, pareceria ser o lugar certo para se esconder de Deus. E é para lá que todos os que anseiam pela morte pretendem fugir, a fim de escapar de escapar das Demandas Divinas.
Eu estou convicto de que não há nenhum sequer no nosso meio que jamais, em algum momento, tenha desejado se livrar do julgo da existência, saindo dela.


Mas todos nós sabemos, lá no fundo da nossa alma, que a morte não provê um escape dessa consciência que há em nós.


9 Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,  
10 ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.  


Voar para os confins da terra não significaria fugir de Deus. Nossa civilização moderna tenta justamente isso, a fim de se libertar da falta de conhecimento, o qual é o centro da vida e do sentido.


O método moderno de fugir de Deus é correr mais e mais adiante, tão rápido quanto o brilho do amanhecer, conquistar mais e mais espaço em todas as direções, em todos os caminhos humanamente possíveis, estar sempre ativo, estar sempre planejando, e estar sempre preparando.


Quando não queremos encarar a realidade, quando queremos fugir de Deus, tentamos substituir Deus, criando outros deuses, o trabalho, o dinheiro, o poder, quantas vezes criamos nosso deus particular, para não encararmos a vida, procuramos mais e mais atividades, não queremos parar, correndo para o nada.... Diz-se que o pior inimigo do homem moderno hoje é o silêncio, o silêncio nos faz pensar e não queremos pensar.


Mas a mão de Deus cai sobre nós; e ela tem caído de forma estrondosa e destrutiva sobre a nossa civilização fujona; esse nosso vôo provou ser vão

(...)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte III

Neste post pretendo avaliar, de forma superficial, um dos pontos extremamente relevante para a teologia do século XXI. Entendo como uma das principais funções da teologia contemporânea ser a defesa da pessoa, que vem sendo alienada e alienante. A pôs modalidade lançou este humano em um abismo de duvidas e incertezas que chegam as raias da total perda da percepção do que é humano.


Dai a plena coisificação do indivíduo que passa daquele que da valor para aquele que é valorizado de acordo com as demandas do mercado e de interesses de poucos.

A esta desestruturação da sociedade que passa pela família até atingir individualmente a cada um de nos é que devemos vó seguir uma dialética teológica crista para ao interagirmos nos demais segmentos da sociedade posamos apresentar a mensagem dos Evangelhos de forma significativa e significante.


Ao proclamarmos a Cristo devemos proclamar a importância do ser humano para o próprio Deus, pois todo o evangelho nada mais é que isso Deus se doando para o ser humano. Como não valorizar a vida de cada indivíduo?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte II

Creio que a principal luta elencada por Ratzinger para seu pontificado foi com a secularização. E penso que sua escolha de atuação foi correta, ele sabia bem dos riscos de uma sociedade plenamente secularizada que cada vez empurra a igreja para fora de suas decisões. E ao produzir esta série de artigos tenho em mente fazer uma leitura de como o Papa via esta ação e como a teologia tem reagido a estas teses da contemporaneidade. 

Em setembro de 2010 em missa celebrada na capela da St Mary's University College, em Londers o Ratzinger fala contundentemente sobre "uma tirania nazista que tenta erradicar Deus da sociedade" . Por esta afirmação já podemos fazer uma ligeira ideia do conceito que o Papa tinha sobre a secularização. 

Gostaria de esclarecer que sob meu ponto de vista teológico, defendo o governo laico, não gostaria de viver sob a gestão de um sistema político baseado em uma religião. Mas isto não significa a defesa de uma sociedade laica, muito pelo contrário, o governo democrático deve defender os valores do povo que lhe escolheu. Porém o que vemos é não raras vezes governos tentando "laicaizar"  a sociedade.  

A secularização da sociedade, e diria que este é um problema muito mais grave na Europa, acarreta problemas muito sérios uma vez que a tendência é da fragilização dos valores éticos e morais. Problemas desestruturantes do próprio ser humano são catalizados. Quando Ratzinger citou o nazismo relacionando com a ausência de Deus na sociedade ele sabia muito bem o que queria dizer, uma vez que como alemão vivenciou de perto a idolatria a um sistema político-econômico de poder. 

O desafio da teologia contemporânea é re-inserir Deus na sociedade, é criar pontes para que os conceitos sociais levem em consideração os conceitos da religião, e como cristão protestante refiro-me aos preceitos bíblicos, porém este diálogo deve ser aberto, exercido através do amor que Cristo nos ensinou, porém sem negociarmos os fundamentos da fé. 
Mas como fazer isso? Como nos fazermos escutar? Quais são os problemas sintomáticos com que fazem com que o cristianismo acabe sendo irrelevante para os rumos da sociedade? 

Vamos tentar discutir um pouco mais no próximo post. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte I

Lamento a decisão do Papa Bento XVI em renunciar. Apesar dos motivos alegados em sua nota de renuncia, há uma desconfiança no ar de que "forças ocultas" tenham trabalhado nos bastidores para desestabilizar seu pontificado. 

É claro que Ratzinger não tinha o carisma do seu antecessor, mas era um teólogo como poucos e ao contrário do que muitos afirmam tinha pleno conhecimento dos rumos que a modernidade está tomando, e o fato de que ele estava confrontando estes rumos que a sociedade está tomando não significa estar desconectado da modernidade, muito pelo contrário. 

Ratzinger tinha sim pleno conhecimento da perniciosidade que os rumos que atuais podem levar o ser humano em sua desconstrução mais essencial.
Mas como a estratégia dos orientadores da sociedade não pensante é acusar todos que não concordam com seus conceitos de retrógrados, entre outros adjetivos, o atual Papa, levava esta marca, e claro não agradava àqueles que desejam uma igreja menos teológica e mais política. 

Não concordo em absoluto com todas as opiniões e atitudes que o Papa Bento XVI tomou durante a liderança da Igreja Católica, mas embasado em leituras de alguns de seus escritos e declarações, devo admitir que sua saída será uma perda no confrontamento ás idéias pós-modernas, e ledo engano aos evangélicos que pensam que "não temos nada com isso!", ouso dizer que os ideais cristãos saem perdendo em alguma medida. 

Digo que perde a teologia também, uma vez que possivelmente o perfil do novo Papa deverá ser de um homem mais jovem e com mais   "carisma", ou seja um Papa mais "pop" e como diz a música : " o Papa é pop e o pop não poupa ninguém, e não vai poupar a teologia. 
Podemos esterar, talvez, a baixa das armas da Igreja contra o modernismo, e uma abertura maior da igreja aos desejos da sociedade? E se você acha que isto é completamente bom, acho que está enganado. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Ação e reação....

Este vídeo de Steve Cutts é bem provocante, bom para pensarmos no grau de exploração que o homem está promovendo e a irreversibilidade de determinadas ações. s 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Críticas e Críticos



Sou profundamente crítico com muitos fatos que ocorrem nas igrejas evangélicas, sei que não somos perfeitos, há muitas distorções, muitas igrejas inclusive que levam o título de evangélica apenas de fachada. Mas critico de dentro das fileiras cristãs, faço como auto-critica religiosa e inclusive pessoal, pois sei que como cristão estou muito aquém daquilo que meu Senhor e Salvador me instrui. 

Mas creio que a sociedade esquece facilmente também o que as igrejas evangélicas e os cristãos fazem belo bem comum, pelo próximo. 

Mesmo sabendo que nada do que fizermos é o que  nos leva a salvação, ou seja não é para “recebermos favores de Deus” já que somos salvos pela Graça. 

As igrejas cristãs estão entre as que mais investem na sociedade para o bem comum, é só verificar, aqui mesmo em Curitiba a quantidade de hospitais evangélicos e católicos, a quantidade de instituições de ensino, a quantidade de casas de apoio a toxicómanos, sem contar a imensa quantidade de igrejas que fazem um grande trabalho social de apoio a pessoas carentes, como distribuição de cestas básicas, apoio psicológico e claro espiritual, etc, etc, etc... 

Grandes ativistas pelos direitos humanos e pela justiça social sairam das fileiras das igrejas cristãs, e falo isto não somente no Brasil mas no mundo todo. 

As agências missionárias cristãs estão entre as organizações mais ativas e que levam socorro, inclusive apoio médico e alimento, a nações extremamente fechadas, missionários correm risco de morte para levar justiça e esperança a povos subjugados e oprimidos. 

Claro que o que mais aparece na mídia são aqueles que se aproveitam do povo em benefício próprio, mas nós cristãos protestantes fazemos questão de afirmar que tais instituições não compatilham de fato de nossa fé e do nosso entendimento do Evangelho, faço parte de uma Igreja séria e trabalho em instituições académicas que formam pastores e pensadores sob o prisma da reta doutrina cristã ensinada por Cristo e compartilhada pelos apóstolos. 

E como acadêmico cristão procuro sempre estar intelectualmente preparado para responder aos anseios e dilemas que a sociedade moderna compatilha. Como pastor procuro sempre estar conectado com minha fé e compartilhar com aquele que necessitam e procuram a Deus. 
E é por ver tantas pessoas criticando o cristianismo sem sequer ter a mínima noção do que é ser cristão, ou porque em algum momento de sua parca experiência cristã não teve os seus desejos atendidos, é que resolvi ponderar algumas das questões colocadas acima. 

Saldo ledo engano, creio que pouquissimas instituições religiosas fazem pela sociedade o que o cristianismo faz.  

Aprendemos com os nossos erros históricos, sim já fizemos muito mal também, mas creio olhando para o presente vejo que estamos tentando acertar 

Critico sim e vou continuar criticando as instituições cristãs que estiverem falhando em viver o evangelho, mas se o faço é com humildade sabendo que este que critica também merece ser criticado por estar também falhando com Cristo. 

Por fim, apesar dos pesares estou de bem com a minha fé e estou de bem com a instituição igreja e muito feliz por ser cristão e poder comemorar o Natal no seu verdadeiro sentido : Deus se fez homem, o meu Redentor nasceu ! 

Soli Deo Gloria. 

segunda-feira, 10 de dezembro de 2012

Livros

Promoção - Pacote com 3 livros: R$ 10,00 (E-Book) - Formato PDF
O Intelectual Cristão
Teologia Verde
A sua Imagem e Semelhança.
Para solicitar envie e-mail para roberto.r67@gmail.com, com o título : LIVROS


terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Pecador Santo......

Maravilhoso texto de Luiz Felipe Pondé na Folha de São Paulo, reproduzo abaixo. Vale a leitura e meditação. 


A adúltera de Deus

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo
O Deus de Israel sempre amou as adúlteras. Jesus também dispensou cuidados especiais para com elas, e para com as prostitutas, os ladrões e os desgraçados de todos os tipos. Deus parece não resistir à sinceridade do pecador, assim como a filosofia parece amar a verdade do melancólico.
Na Bíblia hebraica, Raquel, a segunda esposa de Jacó (depois chamado de Israel), por muitos anos uma mulher estéril e idólatra por raiva de Deus, enterrada fora do “cemitério da família” por ter sido uma vergonha para esta mesma família, será escolhida por Deus como consoladora do povo eleito no sofrimento.
Raquel é a “mater misericordiae” do judaísmo. Quando Israel sofre, é o nome dela que deve ser lembrado. Deus ama as infelizes e as elege como suas conselheiras. Qual o segredo da infelicidade?
Não se trata de brincadeiras teológicas “progressistas” que erram achando que ninguém é pecador. A pastoral de hoje, vide as igrejas que crescem por toda parte (o judaísmo não escapa tampouco desse vício), cada vez mais se assemelha a grandes workshops de autoajuda ou treinamentos motivacionais. Nada menos cristão do que um Jesus consultor de sucesso. Ninguém quer ser pecador, só santo.
Mas aí reside o erro para com a teologia cristã mais sofisticada: nela, o grande pecador é o mais próximo do santo. A beleza da antropologia do cristianismo está neste sofisticado e denso vínculo dramatúrgico: quando o corpo se põe de joelhos, pelo peso do pecado, o espírito se ergue. Não se trata de dolorismo, mas, sim, da mais fina psicologia moral.
A santidade reside mais na alma do pecador do que na autoestima do “santinho”.
Aliás, devo dizer que minha crítica à religião é diametralmente oposta àquela de tradição epicurista ou marxista. Esta, grosso modo, critica a religião porque ela faz do homem um alienado covarde, e que se vende a Deus para ser um alienado feliz. Eu me alinho mais ao pensamento do teólogo Karl Barth (século 20), para quem a religião torna tudo um mistério maior e traz à tona um sofrimento maior, mas que, por isso mesmo, amplia a consciência de nossa condição humana. Sofro, por isso penso, e logo, existo.
Recuso as religiões institucionais não porque elas fazem do homem um medroso, alienando-o de sua felicidade e autonomia (como creem Epicuro e Marx), mas sim porque as religiões fazem do homem um feliz, alienando-o de sua própria agonia. Quando a religião vira marketing, é melhor caminhar só pelo vale das sombras.
Revi recentemente o maravilhoso “Fim de Caso” (filme de 1999, dirigido por Neil Jordan), com a deusa Julianne Moore e Ralph Fiennes. O filme é uma adaptação do romance de Graham Greene e narra a “sua conversão”. Trata-se de um fino tratado de teologia, melhor do que grande parte dos livros que afirmam sê-lo.
No filme, a compreensão da íntima relação entre pecado e graça é avassaladora. Nada mais forte do que a graça para iluminar a agonia do pecador para si mesmo: o santo não é um santinho.
A personagem de Julianne Moore é uma adúltera, que ao longo do filme apresentará traços claros de santidade, chegando a realizar um milagre. A adúltera, infiel ao seu marido, destruidora da fé no casamento e no amor que organiza a vida e a sociedade, o tipo mais vil de mulher, é aquela que mais fundo toca Deus em sua paixão pela agonia humana. No cristianismo, Deus leva a agonia humana tão a sério que resolveu Ele mesmo passar por ela, na figura da Paixão de Cristo.
Um musical a estrear, baseado na obra de Victor Hugo (século 19), “Os Miseráveis”, com Hugh Jackman no papel de Jean Valjean, fugitivo da cadeia, e Russell Crowe no papel de seu perseguidor implacável Jabert, traz uma das maiores cenas da teologia cristã já representada na arte. Jean Valjean, após ter roubado os castiçais da casa de um padre, e ser pego pela polícia, é perdoado pelo padre que confirma para a polícia a mentira contada por Valjean: “Sim, eu dei os castiçais para ele”.
Este ato transforma Valjean. O encontro entre a misericórdia e o pecador é uma das maiores afirmações do sentido da vida.