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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Células Tronco e Inseminação Artificial.

Declaração da Igreja Evangélica Luterana do Brasil sobre Células Tronco Embrionárias e inseminação artificial. Declaração completamente correta e coerente com os valores evangelicais. Corrobora meu texto que fundamente este posicionamento : 


Todas as igrejas evangélicas deveriam se posicionar com relação a este assunto e levar informações aos seus fiéis.  

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Reflexões.....


As Ciências Naturais criaram para a evolução uma imagem quase mecânica de uma sequência sem planejamento nem direcionamento, porém progressiva cujo os inícios diferentemente da célula germinativa, nada antecipam de resultado final, nem dos passos sucessivos para alcança-la... Se realmente a evolução for totalmente sega o homem ao tomar as "rédeas" desta evolução estaria lhe dando direcionamento e sentido, se bem que não discutimos aqui que direção e sentido, apesar da sua consequência ética. Logo entende-se inicialmente que este direcionamento seria, então, algo mais positivo e garantiria maior sobrevivência.... Porém se considerarmos quem mesmo com milhões de anos de evolução cega e sem direcionamento, a não ser a própria escolha da vida, terno que talvez não faça sentido, esta cegueira e aleatoriedade desembocou na figura do homem com toda a sua potencialidade, subjetivismo e alteridde., citando literalmente Hans Jonas : " Está ideia especificamente moderna da vida como uma aventura sem um plano nem um fim pré-determinado, justamente com o efeito colateral da eliminação da essência imutável, é por sua vez, uma importante consequência da doutrina cientifica da evolução". 
Assim sendo, este entendimento coloca o homem como, de fato, a medida de todas as coisas, sua própria medida, tornando ele ao mesmo temo objeto e objetivante. O iluminismo e o racionalismo tomam seu maior ponto, apoiados pelo relativismo e pela absoluta falta de espaço para a teleologia, porém abrindo espaço para a nova teleologia a elaborada pelo homem. Mas que homem?

domingo, 8 de setembro de 2013

Evolução e Transhumanismo

Penso que a evolução homem + engenharia genética + tecnologia seja algo inevitável... quem é contra próteses artificiais para pernas? Ninguém, mitas pessoas que nascem com deficiências ou em decorrência de acidentes usam prótese que auxiliam no seu dia a dia uma maior independência, e quanto melhores e mais sofisticadas forem estas próteses melhor. Mas se criarmos próteses que apresentem um significativo avanço (ou melhoria) em relação a nossas próprias pernas, compostas de muculos, veias ossos... isto é, se inventarmos pernas tecnológicas que nos permitam nos movimentar melhor, que maximizem nossa experiência de andar ou correr.. que nos causem menos cansaço e nos permitam a saltarmos com leveza... Maximizando nossa capacidade inclusive de divertirmos em jogos? Sabendo que não necessitaríamos mais ir em médicos caso tivéssemos algum problema em nossas pernas, mas que elas poderiam ser simplesmente substituídas... será que sinceramente nos recusaríamos a amputarmos nossas pernas biológicas e substituí-las por próteses? Isso nos faria menos humanos ? Com certeza não, não seriamos menos humanos, seriamos humanos melhores ! E talvez este seja o problema.
E isso vale para qualquer grande avanço que podemos ter, seja na engenharia de medicamentos ou em bioengenharia ou na tecnologia. Quem não gostaria de ter suas capacidades mentais melhoradas? Quem não gostaria de tornar a ficção científica uma realidade e implantar um chip que facilitasse sua memorização? Que você pudesse fazer o upload para a sua “memória” de todo um dicionário de inglês capacitando a se comunicar nesta outra língua? O ser humano sempre usou a tecnologia a seu favor para de uma forma consciente ou inconsciente ter uma vantagem competitiva com relação à outras espécies e dentro da sua mesma espécie, mas atualmente esta vantagem pode representar um risco.
E como isso vai acontecer? Como vai ser a primeira cirurgia para implantação de próteses em uma pessoa com seus membros sãos? Isso pode ou deve ser impedido? Podemos impedir o desejo do indivíduo de mudar seu próprio corpo?
Ampliando este conceito para outras “melhorias físicas e mentais” do ser humano, qual deve ser o parâmetro? Deve haver uma agência reguladora? O governo deve impedir assim como fez com as pesquisas com relação a clonagem?

Esta é apenas uma pequena reflexão com relação aos impactos do desenvolvimento técnico científico que estaremos por passar, claro que estas reflexões devem ser melhor debatidas e aprofundadas... 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Revolução está próxima !



Estamos vivendo uma época em que possivelmente veremos grandes transformações na área da tecnologia e bioengenharia, sim quando estou falando de revolução não se trata de nenhum levante armado, explosivo, mas algo silencioso que já começou e afetará e já está afetando radicalmente a forma de vivermos, relacionarmos e encararmos nossa própria humanidade.

Nosso relacionamento com a tecnologia esta ficando cada vez mais incorporado, e quando falo incorporado estou me referindo à fazendo parte do nosso corpo, pois se não quantos adolescentes e não tão adolescentes entram em pânico ao ficarem afastados do seu celular? Esta tecnologia já se transformou em um objeto que faz parte do meu EU de muitos jovens. Outra tecnologia que promete, e foi feita para isso éo google glass. Este equipamento sem dúvida será uma extensão do meu eu, interatividade on-line expandindo minhas capacidades, ampliando minha visão, memória e conectividade. 

Com tecnologia que estão cada vez mais próximas do meu corpo físico, e com as quais crio uma quase simbiose, qual será a dificuldade para a implantação definitiva no meu corpo, transformando em tecnologia "in - body", eis o próximo passo para a integração homem-maquina. Se conseguirmos conjugar isto ao desenvolvimento da biologia sintética e aventarmos com a possibilidade do melhoramento humano, p. exemplo com a inclusão de um novo cromossomo agregando outras características ao ser humano, o céu será o limite.

Porém há sérios riscos que devem ser analisados em cada uma destas novidades, desde quem poderá acessar estas tecnologias (apenas para dar um exemplo, um dos últimos lançamentos de celular custa mais de R$ 2.000,00, pelo menos para nós tupiniquins) até os riscos do uso industrial da tecnologia de biologia sintética e suas patentes... Apenas dois itens e que sua complexidade não permite analisarmos com maior profundidade neste espaço. 

A primeira coisa que temos que aprender nestes tempos modernos é que nem toda revolução é para ser comemorada, pelo menos não sem antes avaliarmos suas consequências a longo prazo, por isso pense antes de festejar. 

Deixo abaixo alguns vídeos e texto como sugestão. 

Google Glass



Biologia Sintética



Incorporando novos Cromossomos ?

http://2045.com/news/31813.html

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Homem, natureza e responsabilidade

"A "natureza" não poderia ter corrido um risco maior do que este de haver produzido o homem, e a teoria aristotélica de uma teleologia da totalidade da natureza (physis) que estaria a serviço dela mesma, garantindo, automaticamente a integração das partes no todo, vem a ser cabalmente contestada por esse ultimo acontecimento  coisa que Aristóteles jamais poderia supor."  - Hans Jonas, Principio Responsabilidade pg. 231.


"Neste aspecto de criaturas cujo interior brilha a fagulha Divina é que está fundamentada a dignidade de todo o ser humano. A humanidade não consegue se justificar fora deste âmbito, olhados como animais dotados de capacidade superior aos demais, o ser humano não se justifica como vivente neste planeta, tampouco apresenta alguma vantagem ao planeta e à natureza. Ao contrário, solto aos seus próprios mandos e desejos causa profunda transformação e destruição ao planeta, chegando ao ponto de ameaçar não somente a sua existência, mas também ao dos demais animais. Somente quando a humanidade conseguir assumir seu papel de cooperadores na criação, como homo fabris, responsáveis pela manutenção e harmonia do planeta, é que realmente entenderemos toda a dignidade da nossa espécie enquanto imagem e semelhança do Divino e toda a dignidade inerente ao ser humano desde a sua concepção."  - Roberto Rohregger, A Sua Imagem e semelhança O INICIO DA VIDA E O ABORTO, REFLEXÕES PARA UMA BIOÉTICA CRISTÃ

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vírus HIV contra a Leucemia?

Muito interessante e animador o vídeo abaixo, porém ainda são resultados iniciais. A pesquisa deve ser acompanhada e principalmente verificar os efeitos colaterais, caso haja e principalmente se oferece algum tipo de risco a médio e logo prazo.







domingo, 19 de maio de 2013

Por uma bioética da libertação.


Podemos falar em uma bioética da libertação? 
Penso que sim na medida em que os excluídos e destituídos ao acesso a tecnologias de ponta se encontram em uma situação muito mais fragilizada pela maximização do poder daqueles em posições de controle político-econômico. Está maximização resultará em um aprofundamento inimaginável das desigualdades sociais, a ponto de fragmentarmos a sociedade não mais em classes sociais, mas em "espécies" sociais.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Palestra Filósofo Canadense Charles Taylor


O filósofo canadense Charles Taylor esteve na PUCPR no dia 30 de abril, onde palestrou sobre  “Religião e sociedade: nas trilhas da secularização”. 
 
Charles Taylor é professor da Universidade McGill (uma das 12 mais prestigiadas universidades do mundo), no Quebec, e é considerado um dos maiores pensadores da atualidade. Suas obras foram traduzidas para diversas línguas e suas conferências têm reunido tanto especialistas quanto interessados em interpretar a sociedade contemporânea.

Taylor é especialista em autores como Hegel, Wittgenstein, Heidegger e Merleau-Ponty. Entre suas obras traduzidas para o português estão "A Ética da Autenticidade" (São Paulo: É Realizações, 2011); "Imaginários sociais modernos" (Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2010);  "Uma era secular" (São Leopoldo: UNISINOS, 2010); "As fontes do self" (São Paulo: Loyola, 2005); "Hegel e a sociedade moderna" (São Paulo: Loyola, 2005) e "Argumentos filosóficos" (São Paulo: Loyola, 2000).


A palestra foi interessante, Taylor apresentou um breve histórico sobre o processo de secularização da sociedade e o vínculo entre o fator religião e o sentimento de pertença, desenvolvido nas sociedades onde a religiosidade era o fator de agregação. A problemática levantada por Taylor fez referencia ao processo de desligamento da religião como representação da pessoal e o movimento para fatores culturais e sociais. 
A tentativa da secularização até um passado recente foi uma mera substituição da fé na religião para a fé em sistemas políticos e ideológicos, basicamente fundamentados na mesma estrutura da religião, pela avaliação de Taylor esta forma de secularização não contribui para o homem avançar em seus aspectos éticos, apenas trazendo um vazio que a própria sociedade com seus modelos não conseguiu preencher.

Taylor ainda avaliou que o diálogo religioso deve ser um caminho alternativo para os embates e violência religiosa em muitos aspectos causa e causou no mundo. Pontuou ainda que um secularismo mais aberto, deve dar espaço para a manifestação religiosa, talvez através de um sincretismo religioso. 

Pessoalmente avalio a palestra de Charles Taylor muito proveitosa para a reflexão com relação a religiosidade e a secularização, porém com poucas novidades com relação ao tema. A proposta de um sincretismo como via alternativa sempre vai esbarar em perdas significativas para o cristianismo, que em ultima estância pode desfigurá-lo de forma irreparável. O que pode ser um caminho fácil pela fluidez de outros sistemas religiosos não funciona para os de estrutura mas rígida. Creio que ainda temos uma grande jornada pela frente.

domingo, 28 de abril de 2013

Revolução na Educação

Nossos sistemas educacionais rígidos e tecnocratas muitas vezes  apenas servem para "deformar". Infelizmente valorizamos muito mais os "títulos"  obtidos formalmente do que o conhecimento....formalismos;