domingo, 21 de agosto de 2016

Transhumanismo e o destino da humanidade...

Tenho escrito e pensado muito com relação ao transhumanismo, de uma forma geral em bioética trabalho com a linha de pesquisa de tecnologias emergentes, que apresentam impactos para a humanidade e que podem também ser apropriadas para a ideologia transhumanista. 

Falo ideologia já que  entendo ser , sim, uma construção ideológica, uma forma de entender a vida. Não partilho das concepções ideológicas deste grupo, e nos meus escritos apresento em primeiro plano as questões problemáticas que esta ideia pode acarretar, e boa parte dos pesquisadores partilham da opinião de que deve-se, no mínimo, avançar com muito cuidado nesta área. Porém o desenvolvimento tecnológico apresenta cada dia mais opções que podem transformar esta visão, da auto-evolução humana em realidade. A reflexão sobre este assunto deve ser direcionada para a avaliação de que forma isto pode ocorrer, uma vez que entendo que este processo, mais radical, já foi iniciado. 

Creio que está junção entre o desenvolvimento técnico-tecnológico que até hoje foi sendo apropriado pelo indivíduo como auxílio externo será incorporado a curto prazo internamente, tanto pelas novidades apresentadas pela biotecnologia quanto pela tecnologia da informação, assim teremos a união do biológico natural, com o biológico manufaturado e tecnológico. 

Desta forma o humano transporá a ultima barreira da manipulação : a própria natureza humana. Entraremos então em uma nova e radical era, apesar que de uma certa forma isto já vem acontecendo desde sempre, mas não nos níveis em que a biotecnologia irá nos proporcionar. 

Como compreendo que este fenômeno é inevitável, cabe a ação de que este ocorra de forma a produzir o melhor benefício possível para a maior parte da humanidade, principalmente para aqueles que não poderão dispor destes avanços. 

Para ler mais :


sábado, 6 de agosto de 2016

Reflexões sobre a vida....

É claro que não podemos deter o controle da vida, ela não está absolutamente de forma total em nossas mãos. Somos reféns da biologia, acaso, das imposições sociais e da psique, mas é, ainda assim, nosso dever tentar manter o maior controle possível.
Mas não confunda isto com o simples acumulo de poder, não isto não significa, absolutamente, que tenhamos o controle da vida, ao contrário, muitas vezes o excesso e acúmulo de poder acarretam na perda do controle e do desejo de viver.
Concordo com Nietzsche que a doutrina do eterno retorno é um bom parâmetro para avaliarmos a forma pela qual desejamos viver, mas que também não é garantia que seja, da maneira como avaliamos nossa vida hoje, parâmetro para sempre. Como entidades biológicas estamos sujeitos à mudanças físicas que podem e normalmente acarretam em mudanças psicológicas. O que faz com que percebamos que estamos sempre em processo de mudança, aceitar isso é um bom começo.
Desta forma a vida tem de ser observada a partir do platô em que nos encontramos, o momento mais importante é o momento atual, é o presente, uma vez que o passado não se mostra confiável, justamente pelo engano que nosso cérebro pode nos conduzir, i.e., apresentar percepções e lembranças que não são de fato às vivenciadas na época. E o futuro , bom este também apenas se apresenta como expectativa e esperança, que como tal sempre será esperança.
Então para se tentar viver uma vida satisfatória há de se investir por viver momentos presentes satisfatórios. A minha tentativa de construir um futuro a partir das minhas experiências presentes pode ser tentado mas não é garantia de que será de fato como pensamos hoje, ou que de fato satisfará este eu futuro.
A primeira exigência é: Encontre-se consigo mesmo e aceitar a transitoriedade da vida.


sábado, 4 de junho de 2016

Meritocracia



Acabei de ler a reportagem da neurocientista Suzana Herculano-Houzel (na revista Piauí de maio) que recentemente mudou-se para os EUA após uma oferta irrecusável de trabalho. A descrição que Suzana faz do nosso sistema acadêmico e de pesquisa é angustiante, não que seja desconhecido, mas perceber as dificuldades que um cientista de ponta enfrenta em nosso país é terrível... O Brasil tem um problema sério com a meritocracia e enquanto ele não resolver isso não teremos um desenvolvimento sustentável. Enquanto os profissionais não forem julgados pelas suas capacidades e pelo seu esforço na busca pelo auto-desenvolvimento continuaremos a ser uma não de terceira categoria.... Sem estímulos não é possível o incentivo pela produção de pesquisa, trabalho exaustivo e de muita dedicação. É necessário o reconhecimento daqueles que se propõe a trabalhar e desenvolver-se. Enfim... o Brasil continua insistentemente marchando na direção errada....

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Palestras e Cursos


Se deseja contratar alguma destas palestras entre em contato : roberto.r67@gmail.com

Para saber mais acesse : http://palestraecurso.weebly.com/



sábado, 13 de fevereiro de 2016

Nova fonte da vida...

Fascinante ! Apesar de descobrirmos tanto sobre a funcionalidade dos genes ainda há mistérios que a ciência não deu conta. Por isso acho muito perigosa a manipulação genética. Ter a consciência e humildade sobre o nosso conhecimento faz com que possamos agir com prudência, e está é a palavra chave. Ciência arrogante é mais propensa a erros.

http://www2.uol.com.br/sciam/noticias/uma_fonte_nova_e_surpreendente_do_codigo_da_vida.html

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

A publicação do Mein Kampf



Volto a afirmar que acho um erro a simples proibição da impressão do Mein Kampf, e explico: Primeiro, este material é facilmente encontrado na internet, na conhecida da grande maioria, imagina na Deep Web, logo está se proibindo a publicação de um material que se obtém facilmente de graça. 
Segundo dada a inutilidade da proibição apenas serve para aqueles que curiosos pela polêmica ou simpatizantes busquem estas fontes alternativas, ou seja, instigou-se a procura pelo livro. 
Terceiro, seria muito mais inteligente (palavra está praticamente incompreensível por grande parte da atual sociedade...) vincular a publicação do livro à edição crítica, isto é, apenas poderia ser publicado o material com a critica histórica/filosófica sobre o material. Isto de fato seria uma grande diferença e de grade utilidade, pois possibilitaria um estudo critico às ideias deturpadas deste sujeito, que poderia desconstruir muitos discursos raciais. Infelizmente a falta de lucidez de muitos juízes somente nos mostra quão distante estamos de uma sociedade que prima pelo conhecimento. 

sábado, 30 de janeiro de 2016

Uma questão de identidade....


A classe média brasileira ainda acha que está neste país por engano, que na verdade eles mereciam estar no paraíso da Europa, de onde por motivos obscuros seus antepassados migraram... Não vêem a hora de voltar ao paraíso perdido, com suas ruas de ouro onde serão acolhidos fraternalmente por seus irmãos de sangue...... longe, muito longe do zé povinho destas paragens.... é talvez seria isto o que está faltando para o Brasil melhorar.... Uma nação somente pode ser construída por aqueles que se sentem pertencentes a uma cultura e a um povo.

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Originais das Escrituras

Com relação aos textos originais acho a pergunta um tanto quanto inocente... digo, não creio que se consiga achar efetivamente o material original, mesmo achando um material compatível com as datas em que se possa afirmar a escrita, e isto sempre ocorre de forma aproximada, assim mesmo não se poderia afirmar que aquele seria "o original".... trabalhar com o passado também na maioria das vezes é trabalhar com aproximações.... e quanto mais distante for este passado maior são as margens relacionadas a datas e eventos.... por isso quando se trabalha com material muito antigo falamos em datas aproximadas...

http://www.biblicalarchaeology.org/daily/biblical-artifacts/dead-sea-scrolls/the-masoretic-text-and-the-dead-sea-scrolls/

Votar, um direito obrigatório.....


Sempre fiquei em dúvida sobre a necessidade  da obrigatoriedade do voto. Já ouvi bons argumentos a favor e também contra e sempre fiquei em cima do muro com relação a definir uma opinião a respeito. Hoje após estarmos com um processo de eleições livres relativamente consolidado este tema volta a inquietar-me.
Atualmente sou propenso ao apoio para que o voto seja de fato livre, não obrigatório, com uma ampla campanha para conscientizar a todos da importância da participação eleitoral. Parece-me que de forma geral não temos muita cultura política, e por vezes vivemos em uma completa alienação relacionada aos processos políticos. 
Creio que chegou o momento de uma ampla revisão e reestruturação do nosso sistema eleitoral. Mas o essencial é a conscientização dos eleitores, a educação é, e sempre será a mais poderosa arma para a justiça e liberdade.