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sexta-feira, 16 de novembro de 2018

Programa Menos Médicos, o Brasil abaixo da ideologia


Resolvi abrir este post com alguns escritos que coloquei no facebook para manter um registo deste debate. 

Acho muito engraçado... O pessoal falando que os médicos cubanos estão trabalhando como escravos aqui no brasil ganhando R$ 3.000,00, se eles são escravos o que são os pacientes que eles atendem e que vivem com menos de R$ 900,00 ?

Você realmente acha que alguém que faz uma proposta que pode tirar 11.000 medicos da noite pro dia do atendimento de pessoas carentes, está preocupado com elas?
Então vamos ver se eu entendi... Para proteger os médicos cubanos das injustiças que eles estão sofrendo vamos mandá-los de volta para Cuba? Háaa vamos oferecer asilo político? E suas famílias ficam em Cuba? Bom parece decisões bem lógicas, mais lógica só se declarássemos guerra a Cuba, e aproveitando o embalo a Venezuela também... Temos que acabar com a URSAL...

Concordo, o erro do PT foi propor este tipo de acordo com CUBA, o problema foi criado pelo PT, isto não há dúvida. Porém temos um problema antigo de conseguir médicos para localidades no interior do país, a grande maioria dos formandos não desejam fazer uma carreira em cidades pequenas, mesmo com salários de R$ 10.000,00 a R$ 15 000,00. Bem este problema herdado não poderia ser desfeito desta maneira, mas sim aos poucos com um planejamento. Uma alternativa seria uma prestação de serviços (lógico que remunerada) por médicos que se formaram com bolsas ou pelo FIES, seria uma retribuição social por 2 ou 3 anos. O problema é que seriam médicos sem experiência e que nem sempre teriam a presença de médicos experientes. O problema é complexo, e agora ficou ainda mais complexo... infelizmente.

Minha fala no vídeo abaixo:




O mais engraçado é que mais de 8.000 médicos trabalhando no Brasil e o Conselho Nacional de Medicina não se pronunciou dizendo que estes estavam tirando a vaga de médicos brasileiros que estavam querendo trabalhar nos municípios interioranos, médicos que estavam sem emprego pro causa desta invasão estrangeira... 
Também é muito comovente ver tantas pessoas preocupadas agora com os médicos cubanos... mas ninguém preocupado com as pessoas que ficarão sem atendimento, traduzindo, não vejo ninguém preocupado com o que vai acontecer com os brasileiros extremamente carentes que ficarão sem o atendimento... Claro você não precisa deste atendimento, não está nem ai para com estes... Outro detalhe, a proposta tão caridosa de acolher os médicos cubanos e pagar o salário para estes diretamente, tão humana, só foi feita por que se sabe que há um contrato entre o Estado Brasileiro e o Estado Cubano para prestação de serviços, os cubanos atuam como prestadores de serviço de um pacote vendido pelo governo de Cuba ao Ministério da Saúde sob intermediação da Organização Pan-Americana da Saúde da Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) e desta forma é quebra de contrato, isto é a proposta só foi feita porque se sabia que não poderia ser aceita. Mas não adianta... só perco meu precioso tempo discutindo isso aqui... não é questão de não entender é simplesmente não querer entender, é questão de defender um ídolo acima do bem e do mal. 


Roberto Rohregger

quarta-feira, 9 de maio de 2018

A DIGNIDADE HUMANA PELO CONCEITO DE BOA MORTE

RESUMO: O presente artigo, tendo como base os livros de Francesc Torralba I Roselló, “Antropologia do Cuidar” e de Rachel Menezes, “Em Busca da Boa Morte”, bem como inserções pontuais de outros autores, tem como objetivo realizar um aprofundamento na compreensão do conceito de boa morte, e a relação com os cuidados paliativos e de suas implicações para dignidade humana na sociedade moderna. Ao entendermos a problemática da morte e do sofrer na atualidade, e a dificuldade de conceituar o momento do fim da vida em decorrência da tecnologização da manutenção artificial da vida compreende-se melhor a necessidade e a abrangência do conceito de cuidados paliativos e suas implicações para uma boa morte.

Palavras Chave: Cuidados Paliativos, boa morte, dignidade

Para Ler mais acesse:

https://teologiaesociedade.weebly.com/uploads/1/4/1/2/14122108/6_a_dignidade_humana.pdf

terça-feira, 11 de abril de 2017

Caminhadas...


Gosto de caminhar... ainda mais quando perto do por do sol, é uma das poucas coisas que me enche de alegria... sinto verdadeira satisfação, não sei absolutamente a razão, mas, fico muito satisfeito. Veja é andar, não correr, não com o objetivo de fazer algum tipo de exercício, que acaba sendo uma consequência. Gosto de andar em ruas calmas, com pouco trânsito, vendo as pessoas chegando em casa, vendo as arvores, que é alias outra fonte de satisfação, sim arvores gosto muito de arvores, suas formas, texturas as plantas que crescem nas arvores, os pássaros.. enfim gosto muito do contato com a natureza.

sábado, 8 de abril de 2017

Nosso eterno problema.....


Entenda uma pequena lição: Enquanto a população for ignorante ela não fará nenhuma revolução, apenas sofrerá revoluções.... Uma explicação da minha frase : o povo não faz revolução, sofre revoluções.... 
Um outro detalhe... nosso problema não são os políticos, eles são a consequência do nosso problema  cultural

domingo, 19 de março de 2017

Vida acadêmica...



Há cerca de 3 anos venho tentando dedicar-me a vida acadêmica de forma mais direta, e hoje isto inclui pesquisas e escrever artigos e também dar aulas, que já fazia a um bom tempo antes. Mas ao entrar no mundo acadêmico de cabeça não fazia ideia dos desafios e esforço que tem de se fazer para manter-se atualizado, de publicar com constância, de galgar publicações em revistas com qualis, de manter o curriculum Lattes atualizado participando de congressos e cursos etc, etc. Muitos conceitos que tinha mudaram, está sendo uma caminhada dura, principalmente em decorrência de ser neófito neste universo e já ter uma certa idade, desta forma o esforço tem de ser dobrado, tenho que apresentar um curriculum que compense esta desvantagem, sei que nestes 3 anos consegui engordar bastante ele, mas ainda falta muito... considero-me de certa maneira um empreendedor neste aspecto.É claro que neste tempo já pensei em desistir, que louco opta pela acadêmia depois dos 40 e no Brasil? Mas sempre tento tirar um pouco mais de energia e digo para mim mesmo... vamos mais uma caminhada, mais uma milha... e assim vou persistindo... O vídeo abaixo é interessante, uma coisa que desde cedo entendi no mundo acadêmico é que a persistência tem um papel vital, e que a recusa ou as correções que recebemos são importantes também e não significa que você não tem qualificação e que nem sempre é em decorrência do seu artigo não estar bom. O importante é receber a critica de forma positiva, deixar a frustração de lado, melhorar o que foi indicado e seguir em frente.


sábado, 18 de março de 2017

Levar vantagem em tudo.... certo?



Novamente, nosso problema é ético-cultural ..... Se não houver um movimento que promova valores na sociedade que transcendam o simples ganho monetário este quadro do qual estamos vivendo só tende a se agravar. É ético - cultural pela simples razão que a cultura brasileira tem uma característica herdada do colonialismo e perpetuada na sociedade de forma geral. O fato é que, ninguém, de forma geral, pensa na coletividade, nem os políticos que ganham e foram eleitos para isso. O que impera é a lei de Gerson, o que é valorizado é "ser esperto" , e, a ética não é compatível com esse tipo de cultura, ela não sobrevive a isto. A cultura de um povo não é imposta pela força, ela é cultivada através de sorrisos maliciosos, olhares de aprovação, sabe aquela cara do pai que, quando o filho conta uma sacanagem que ele fez, ele expressa um leve tom de aprovação mesmo que esteja dizendo que está errado... são estas as mensagens subjetivas que são captadas e perpetuadas... Não há indignação de fato, há apenas o papel social de se "mostrar indignado" mas afinal de contas o que é aprovado é a "esperteza" o "levar vantagem em tudo", está é a nossa cultura... quando o outro faz é errado, quando eu tenho oportunidade é esperteza... se não nos olharmos no espelho e entender que a nossa cultura está errada e principalmente entendermos que ao agirmos desta forma todos vamos sofrer nada vai mudar. A outra alternativa é assumirmos que somos assim e vivermos desta maneira, sem ingenuidade, procurando cada um levar vantagem em tudo ..... certo?

sexta-feira, 10 de março de 2017

Daqui pro Futuro - Vespas Mandarinas... Análise do disco.


Em um cenário da música pop sem grandes novidades, o disco do Vespas Mandarinas “Daqui pro Futuro” pela Deckdisc traz um certo frescor. Não que ele traga grandes novidades em forma de estilo, (para o grupo sim, uma vez que muda o estilo deles) mas ao contrário para mim ele faz uma boa releitura do pop dos anos 80, o que é algo muito bom.
Misturando baladinhas boas de ouvir e que quando vc menos percebe está balançando o corpo, com com letras mas profundas, como por exemplo a faixa Fingir que não dói cujo a letra é do Leoni, aliás é nesta música que senti a alma do Vespas Mandarinas que foi o que me fisgou no primeiro álbum que ouvi do grupo (Animal Nacional)
Discordo da crítica do Julio Maria do Estadão sobre o disco, sim concordo que eles suavizaram bastante o som, prefiro ver como uma experiência, um pouco fragmentada sim, mas quem disse que o artista tem que ter apenas um estilo?
De forma geral gostei do disco, bom de ouvir e foi isto que me chama a atenção, ele faz você parar o que está fazendo para ouvi-lo, coisa que está cada vez mais rara no cenário musical.
Vale a pena comprar o cd? Sim vale, será um cd histórico, não e penso que nem é este o objetivo, o que vc obtém com este cd é um bom disco pop com boa qualidade musical, letras boas e algumas chegando até a trazer aqueles pequenos toques na alma, provoca sensações e reflexão.
Fingir que não doi
Só pra Te dizer
Carranca -  Que tem o arranjo melhor que o do Vivendo do Ócio no álbum Selva Mundo, se fosse um vinho diria que há um retrogosto de Alceu Valença.
Fica comigo.
E Não sobrou ninguém, baseado no poema de Vladimir Mayakóvsky
De olhos bem fechados

Tiraria do Cd as duas últimas: Só se vive uma vez e Questão de Ordem.  (Doze faixas está mais que bom, e estas duas do meu ponto de vista são as mais fracas do cd.)

Para ouvir o cd no Spotify clique aqui

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Teologia e seu fazer....



"Teologia não se faz em dias, nem em meses, sendo-se persistente faz-se teologia em anos...."

Para se dominar qualquer área do saber é necessário de algo em torno de 15 anos, temo que para teologia o tempo seja um pouco maior... 

Há um certo problema com a necessidade de produção em grande escala que atinge os pensadores, e qual é o problema? A repetição de artigos superficiais, repetitivos e pouco relevantes.