terça-feira, 11 de abril de 2017

Caminhadas...


Gosto de caminhar... ainda mais quando perto do por do sol, é uma das poucas coisas que me enche de alegria... sinto verdadeira satisfação, não sei absolutamente a razão, mas, fico muito satisfeito. Veja é andar, não correr, não com o objetivo de fazer algum tipo de exercício, que acaba sendo uma consequência. Gosto de andar em ruas calmas, com pouco trânsito, vendo as pessoas chegando em casa, vendo as arvores, que é alias outra fonte de satisfação, sim arvores gosto muito de arvores, suas formas, texturas as plantas que crescem nas arvores, os pássaros.. enfim gosto muito do contato com a natureza.

sábado, 8 de abril de 2017

Nosso eterno problema.....


Entenda uma pequena lição: Enquanto a população for ignorante ela não fará nenhuma revolução, apenas sofrerá revoluções.... Uma explicação da minha frase : o povo não faz revolução, sofre revoluções.... 
Um outro detalhe... nosso problema não são os políticos, eles são a consequência do nosso problema  cultural

domingo, 19 de março de 2017

Vida acadêmica...



Há cerca de 3 anos venho tentando dedicar-me a vida acadêmica de forma mais direta, e hoje isto inclui pesquisas e escrever artigos e também dar aulas, que já fazia a um bom tempo antes. Mas ao entrar no mundo acadêmico de cabeça não fazia ideia dos desafios e esforço que tem de se fazer para manter-se atualizado, de publicar com constância, de galgar publicações em revistas com qualis, de manter o curriculum Lattes atualizado participando de congressos e cursos etc, etc. Muitos conceitos que tinha mudaram, está sendo uma caminhada dura, principalmente em decorrência de ser neófito neste universo e já ter uma certa idade, desta forma o esforço tem de ser dobrado, tenho que apresentar um curriculum que compense esta desvantagem, sei que nestes 3 anos consegui engordar bastante ele, mas ainda falta muito... considero-me de certa maneira um empreendedor neste aspecto.É claro que neste tempo já pensei em desistir, que louco opta pela acadêmia depois dos 40 e no Brasil? Mas sempre tento tirar um pouco mais de energia e digo para mim mesmo... vamos mais uma caminhada, mais uma milha... e assim vou persistindo... O vídeo abaixo é interessante, uma coisa que desde cedo entendi no mundo acadêmico é que a persistência tem um papel vital, e que a recusa ou as correções que recebemos são importantes também e não significa que você não tem qualificação e que nem sempre é em decorrência do seu artigo não estar bom. O importante é receber a critica de forma positiva, deixar a frustração de lado, melhorar o que foi indicado e seguir em frente.


sábado, 18 de março de 2017

Levar vantagem em tudo.... certo?



Novamente, nosso problema é ético-cultural ..... Se não houver um movimento que promova valores na sociedade que transcendam o simples ganho monetário este quadro do qual estamos vivendo só tende a se agravar. É ético - cultural pela simples razão que a cultura brasileira tem uma característica herdada do colonialismo e perpetuada na sociedade de forma geral. O fato é que, ninguém, de forma geral, pensa na coletividade, nem os políticos que ganham e foram eleitos para isso. O que impera é a lei de Gerson, o que é valorizado é "ser esperto" , e, a ética não é compatível com esse tipo de cultura, ela não sobrevive a isto. A cultura de um povo não é imposta pela força, ela é cultivada através de sorrisos maliciosos, olhares de aprovação, sabe aquela cara do pai que, quando o filho conta uma sacanagem que ele fez, ele expressa um leve tom de aprovação mesmo que esteja dizendo que está errado... são estas as mensagens subjetivas que são captadas e perpetuadas... Não há indignação de fato, há apenas o papel social de se "mostrar indignado" mas afinal de contas o que é aprovado é a "esperteza" o "levar vantagem em tudo", está é a nossa cultura... quando o outro faz é errado, quando eu tenho oportunidade é esperteza... se não nos olharmos no espelho e entender que a nossa cultura está errada e principalmente entendermos que ao agirmos desta forma todos vamos sofrer nada vai mudar. A outra alternativa é assumirmos que somos assim e vivermos desta maneira, sem ingenuidade, procurando cada um levar vantagem em tudo ..... certo?

sexta-feira, 10 de março de 2017

Daqui pro Futuro - Vespas Mandarinas... Análise do disco.


Em um cenário da música pop sem grandes novidades, o disco do Vespas Mandarinas “Daqui pro Futuro” pela Deckdisc traz um certo frescor. Não que ele traga grandes novidades em forma de estilo, (para o grupo sim, uma vez que muda o estilo deles) mas ao contrário para mim ele faz uma boa releitura do pop dos anos 80, o que é algo muito bom.
Misturando baladinhas boas de ouvir e que quando vc menos percebe está balançando o corpo, com com letras mas profundas, como por exemplo a faixa Fingir que não dói cujo a letra é do Leoni, aliás é nesta música que senti a alma do Vespas Mandarinas que foi o que me fisgou no primeiro álbum que ouvi do grupo (Animal Nacional)
Discordo da crítica do Julio Maria do Estadão sobre o disco, sim concordo que eles suavizaram bastante o som, prefiro ver como uma experiência, um pouco fragmentada sim, mas quem disse que o artista tem que ter apenas um estilo?
De forma geral gostei do disco, bom de ouvir e foi isto que me chama a atenção, ele faz você parar o que está fazendo para ouvi-lo, coisa que está cada vez mais rara no cenário musical.
Vale a pena comprar o cd? Sim vale, será um cd histórico, não e penso que nem é este o objetivo, o que vc obtém com este cd é um bom disco pop com boa qualidade musical, letras boas e algumas chegando até a trazer aqueles pequenos toques na alma, provoca sensações e reflexão.
Fingir que não doi
Só pra Te dizer
Carranca -  Que tem o arranjo melhor que o do Vivendo do Ócio no álbum Selva Mundo, se fosse um vinho diria que há um retrogosto de Alceu Valença.
Fica comigo.
E Não sobrou ninguém, baseado no poema de Vladimir Mayakóvsky
De olhos bem fechados

Tiraria do Cd as duas últimas: Só se vive uma vez e Questão de Ordem.  (Doze faixas está mais que bom, e estas duas do meu ponto de vista são as mais fracas do cd.)

Para ouvir o cd no Spotify clique aqui

sábado, 4 de fevereiro de 2017

Teologia e seu fazer....



"Teologia não se faz em dias, nem em meses, sendo-se persistente faz-se teologia em anos...."

Para se dominar qualquer área do saber é necessário de algo em torno de 15 anos, temo que para teologia o tempo seja um pouco maior... 

Há um certo problema com a necessidade de produção em grande escala que atinge os pensadores, e qual é o problema? A repetição de artigos superficiais, repetitivos e pouco relevantes. 

segunda-feira, 23 de janeiro de 2017

Igreja e suas formas....


Hoje muitas pessoas perguntam quem precisa da igreja, para que ela serve? Não posso ser um bom cristão sem participar de uma igreja?
Será que sabemos qual a função da Igreja? Qual o seu papel no mundo contemporâneo?
Se nos olharmos para os evangelhos e depois para o livro de atos, nos podemos ver a formação de um grupo de pessoas que inicialmente tinham ouvido a palavra de Jesus, que se reunião a volta dele onde ele estava, e ali ouviam suas mensagens e ensinamentos.
Jesus mesmo enviou seus discípulos para levarem a palavra de Deus, e isso dificilmente era feito individualmente, mas sim através de grupos reunidos.
A palavra Igreja no original grego é ekklesia que por sua vez tem origem no termo ek-kaleo, que se empregava para a convocação do exército para reunir-se, mas ekklesia passou a ter o significado de reunião de assembléia do povo de uma polis, cidade.
Os escritores sagrados empregam esta palavra para designar uma comunidade que reconhece o Senhor Jesus Cristo como supremo legislador, e que congregam para adoração religiosa, Mt 16: 18; 18: 17; At 2: 47; 5: 11; Ef 5: 23, 25.
Está comunidade então que se reúne para professar sua fé, e vive-la de forma completa, podemos chamar então de corpo de Cristo.
Hoje podemos falar de igreja praticamente de 4 formas:
1 - Todo o povo de Deus pelos séculos
2 – Comunidade local do santos (A igreja Primitiva)
3 – Todo o povo de Deus de Determinada época ( em um determinado momento histórico), a igreja chamada Universal.
4 – A Igreja dentro da Igreja
Pudemos perceber um pouco do desenvolvimento natural que a igreja sofreu, claro que não se pretende aprofundar este desenvolvimento em um espaço tão curto, mas deixar claro que na verdade a igreja nunca deixou de ser um ajuntamento, uma reunião de pessoas, mas não uma simples reunião há um objetivo e um sentido nesta reunião, este ajuntamento é de pessoas que professam a mesma fé, que compartilham, congregam, e louvam a Deus.
E dentro desta ekklesia, desenvolve-se a vida cristã, e um dos aspectos da vida cristã é o serviço cristão, a Igreja desde o seu principio foi paulatinamente se estruturando até chegarmos ao que temos hoje, uma igreja com departamentos, estruturas e funções...
De forma alguma isto é errado, a sua estrutura e divisão visa a sua maior eficiência, temos exemplos disso no livro de atos e nos evangelhos, isto deixa-nos claro John Stott, quando afirma[1] : “A comunidade cristã é o cuidado cristão, e o cuidado cristão é o compartilhamento cristão”.
A igreja tem em seu cerne propagar a palavra de Deus, o Evangelho e de ser Sal e Luz em uma sociedade envolta em trevas.
Então podemos dizer que a finalidade da Igreja pode ser dividida em Adoração, Edificação do corpo e Misericórdia, entendendo que o conceito usado aqui de misericórdia vai além do simples assistencialismo, mas o que envolve todo o conceito de missão integral.
Em uma época em que o conceito de Igreja tem sido tão deturpado, sendo utilizada como meio de alcançar poder e riqueza, temos a responsabilidade de vivermos igreja, a igreja naquele sentido mais puro, ouvir, viver e transmitir o Evangelho.


[1] Stott, John R. - A mensagem de Atos. Pg 89 – Ed. ABU

sábado, 21 de janeiro de 2017

A absurda incompetência governamental...


Rotineiramente o Brasil passa por períodos onde o caos na segurança pública aumenta à níveis astronômicos, e, é o que vem acontecendo nos últimos meses. Não trata-se de eventos isolados, fruto do acaso, ou por um problema momentâneo, mas sim de um sistemático descaso com a segurança pública. Segundo Thomas Hobbes, no Leviatã o acordo para que a sociedade permitisse a existência de um poder regulador sobre a vida dos indivíduos era que, este poder seria cedido em troca da garantida de segurança, isto é, nos submetemos às leis e a autoridade para que esta mesma nos garanta a tranquilidade e segurança em nossas vidas cotidianas. No texto do "Leviatã" entende-se que o Estado tem como função manter a segurança pública. Segundo Hobbes:

(...)Portanto, apesar das leis de natureza (que cada um respeita quando tem vontade de respeitá-las e quando pode fazê-lo com segurança), se não for instituído um poder suficientemente grande para nossa segurança, cada um confiará, e poderá legitimamente confiar, apenas em sua própria força e capacidade, como proteção contra todos os outros.

 O Estado brasileiro, como podemos perceber vem  constante e sistematicamente falhando na condução de ambiente de segurança pública, as rebeliões nos presídios é a ultima, mas não a única, destas evidências. E ignorar que a possibilidade destas rebeliões são decorrentes da simples falta de estrutura de segurança nos presídios é no mínimo tentar agir de má fé ou ser muito simplista. Estes acontecimentos são apenas a ponta do iceberg: 

 No ano 2000, no Estado do Rio de Janeiro, 2.816 adolescentes morreram assassinados (107,6 por cem mil adolescentes - a média brasileira foi de 52,1 em 2000, tendo sido de trinta em 1980). O Estado do Rio de Janeiro só é superado, nessa contabilidade mórbida, pelo Estado de Pernambuco. Já a cidade do Rio de Janeiro fica atrás de outras três capitais: Recife, Vitória e São Paulo, nessa ordem. Em 1991, os homicídios dolosos no Estado do Rio, entre os jovens, correspondiam a 76,2 por cem mil jovens. Enquanto as mortes por homicídio não ultrapassam 4% das mortes no universo da população brasileira, entre os jovens o número se eleva a 39% (SOARES, 2003, p. 77)
Veja AQUI um texto deste blog de 2010 sobre a violência e o caos urbano.

O Estado brasileiro é omisso e incompetente em todas as esferas, caso contrário uma nação como a brasileira com fartos recursos naturais e clima extremamente favorável deveria estar entre as nações mais ricas do mundo e com bons índices de justiça social e distribuição de renda, e absolutamente não é o que se apresenta. Apesar do relativo crescimento nas ultimas décadas, não foi acompanhado de programas de governo que facilitasse um crescimento sustentável e solido, não houve capacidade governamental de transformar políticas de incentivo econômico momentâneo em políticas de desenvolvimento técnico/cientifico/industrial. 

E toda esta incompetência apresenta-se agora em uma das mais profundas crise econômica, política e social. é necessário uma profunda reestruturação no quadro político nacional, Adela Cortina em um artigo para o jornal El Pais alerta que um dos pontos necessários para desenvolvimento social é; 
(...) cultivar las distintas motivaciones de la racionalidad económica. Suele entenderse que el propio interés es el motor del mundo económico, atendiendo al célebre texto de Smith sobre la benevolencia del carnicero, del cervecero o del panadero. Pero actuar sólo por el autointerés es suicida, son también esenciales la reciprocidad y la cooperación, la capacidad de sellar contratos y cumplirlos, generando instituciones sólidas. Cuentan, pues, también la capacidad de reciprocar, la simpatía (la capacidad de sufrir con otros poniéndose en su lugar) y el compromiso cívico dentro del marco de un Estado justo. (CORTINA, 2016)

Um estado justo e cumpridor dos acordos sociais, que possibilite direcionar e facilitar caminhos para o desenvolvimento social, este é o papel fundamental do Estado, que possibilite a segurança pública e que possibilite o crescimento econômico com justiça social. 


Desta forma, podemos entender que as rebeliões e as facções que dominam os presídios é um problema da falência do estado e assim da segurança e desta forma uma falência da sociedade brasileira.


CORTINA, Adela; Ética, economía y empresa, El Pais; Disponível em : http://elpais.com/elpais/2016/12/13/opinion/1481627189_543070.html 

HOBBES, Thomas M., Leviatã; disponível em : http://www.dhnet.org.br/direitos/anthist/marcos/hdh_thomas_hobbes_leviatan.pdf

SOARES, Luiz Eduardo; Novas políticas de segurança pública,  Estud. av. [online]. 2003, vol.17, n.47, pp.75-96. ISSN 0103-4014. Disponível em : http://www.scielo.br/pdf/ea/v17n47/a05v1747.pdf