sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Liberdade de pensamento.



A garantia da autonomia intelectual é peça fundamental em qualquer democracia. Existem várias formas de cercear a livre manifestação de idéias, todas elas devem ser repudiadas, inclusive as que estão introjetadas em nós formadas por anos de doutrinação político-social. 

Questionar, perguntar e reformular suas idéias é o que nos faz crescer como pessoas.

Bioética política....


Estou iniciando a leitura do livro Bioética Clinica e Pluralismo, da editora São Camilo e Loyola, e na página 20 (Bioética entre globalização, universalismo e diversidade cultural, - Francisco Javier Correia) há uma citação do bioeticista  Prof. Van Rensselaer Potter : "para um futuro a longo prazo teremos que inventar e desenvolver uma bioética política... a bioética mundial deve evoluir para uma bioética social em escala mundial politicamente ativa."

Esta é uma afirmação que concordo plenamente. O debate da bioética deve ter a participação de toda a sociedade, mas muitas vezes os temas são do interesse de grupos econômicos com grande poder para impor seus pontos de vista, que não são necessariamente  o melhor para a população em geral. Tampouco avaliam os impactos de novas técnicas ou tecnologias a médio e longo prazo. 

Para conduzir estes diálogos faz-se necessário que os vários segmentos da sociedade se esforcem para preparar bioticistas altamente capacitados, uma vez que as questões envolvidas são muitas vezes profundamente complexas e, saber conduzi-las em seus dilemas éticos é um trabalho árduo. 

Conseguir traduzir e demonstrar os impactos de determinadas ações na área das ciências biológicas, da medicina e da tecnologia é função do bioticista, porém a regulamentação para o seu uso  ou até a proibição se for o caso, tem de ocorrer na esfera  governamental de forma  isentas. 

Para que isso ocorra devemos ter uma população minimamente esclarecida e politicamente ativa. 

domingo, 24 de novembro de 2013

Pensamentos Dominicais....

A matéria surgir é improvável, as condições físicas para o universo se desenvolver são tão milimetricamente dependentes que, apesar de possível seria altamente improvável. A vida surgir da matéria inorgânica desenvolvendo-se para organismos superiores, pouquíssimo provável, o desenvolvimento do metabolismo orgânico e todo o aparato mental e físico também improvável...
Logo, parece que o improvável é a marca da Criação. 


Afinal eu penso a partir do que sou ou sou a partir do que penso? Parece-me que o ser, a sua interioridade esta mais profundamente arraigada, fazendo o pensar apenas uma ferramenta que do qual se utiliza conforme a necessidade. A experiência da vida é mais marcante que a experiência do pensar.... Não estaria, então, o "eu" simplesmente contingente? Não é o racional que nos dá a convicção, mas o eu, mas então o que seria esse eu? Seria a linguagem suficiente para o expressar ou para se expressar?

terça-feira, 5 de novembro de 2013

Fragmentos de angustiantes...

Vivemos uma sociedade hipócrita que diz : eu sei o que você está sentido, mentira... ninguém sabe o que o outro está sentindo e quando minimizamos o drama é simplesmente porque de fato não sabemos o que o outro está sentindo e pouco nos impostamos com isso... viva a sua vida e não me incomode com seu probleminhas....Eis a verdade pós-moderna.
O mundo venceu, está é a conclusão que cheguei hoje, não há uma área do fazer humano que não esteja maculada pelo vírus do fazer, do empreender.... corremos atrás dos números e nos escondemos atrás das nossas justificativas... Já não basta ser tem de pare-ser....Nasce a nova religião, a muito já imposta... a religião das religiões a última religião, aquela em que até as religiões se dobraram e realizam seus sacrifícios em louvor... Aos loucos cabe o silêncio, nada mais pode ser dito, não porque não possamos falar, mas porque ninguém consegue ouvir. Cabe um último grito? Nicht! 

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Células Tronco e Inseminação Artificial.

Declaração da Igreja Evangélica Luterana do Brasil sobre Células Tronco Embrionárias e inseminação artificial. Declaração completamente correta e coerente com os valores evangelicais. Corrobora meu texto que fundamente este posicionamento : 


Todas as igrejas evangélicas deveriam se posicionar com relação a este assunto e levar informações aos seus fiéis.  

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Reflexões.....


As Ciências Naturais criaram para a evolução uma imagem quase mecânica de uma sequência sem planejamento nem direcionamento, porém progressiva cujo os inícios diferentemente da célula germinativa, nada antecipam de resultado final, nem dos passos sucessivos para alcança-la... Se realmente a evolução for totalmente sega o homem ao tomar as "rédeas" desta evolução estaria lhe dando direcionamento e sentido, se bem que não discutimos aqui que direção e sentido, apesar da sua consequência ética. Logo entende-se inicialmente que este direcionamento seria, então, algo mais positivo e garantiria maior sobrevivência.... Porém se considerarmos quem mesmo com milhões de anos de evolução cega e sem direcionamento, a não ser a própria escolha da vida, terno que talvez não faça sentido, esta cegueira e aleatoriedade desembocou na figura do homem com toda a sua potencialidade, subjetivismo e alteridde., citando literalmente Hans Jonas : " Está ideia especificamente moderna da vida como uma aventura sem um plano nem um fim pré-determinado, justamente com o efeito colateral da eliminação da essência imutável, é por sua vez, uma importante consequência da doutrina cientifica da evolução". 
Assim sendo, este entendimento coloca o homem como, de fato, a medida de todas as coisas, sua própria medida, tornando ele ao mesmo temo objeto e objetivante. O iluminismo e o racionalismo tomam seu maior ponto, apoiados pelo relativismo e pela absoluta falta de espaço para a teleologia, porém abrindo espaço para a nova teleologia a elaborada pelo homem. Mas que homem?

domingo, 8 de setembro de 2013

Evolução e Transhumanismo

Penso que a evolução homem + engenharia genética + tecnologia seja algo inevitável... quem é contra próteses artificiais para pernas? Ninguém, mitas pessoas que nascem com deficiências ou em decorrência de acidentes usam prótese que auxiliam no seu dia a dia uma maior independência, e quanto melhores e mais sofisticadas forem estas próteses melhor. Mas se criarmos próteses que apresentem um significativo avanço (ou melhoria) em relação a nossas próprias pernas, compostas de muculos, veias ossos... isto é, se inventarmos pernas tecnológicas que nos permitam nos movimentar melhor, que maximizem nossa experiência de andar ou correr.. que nos causem menos cansaço e nos permitam a saltarmos com leveza... Maximizando nossa capacidade inclusive de divertirmos em jogos? Sabendo que não necessitaríamos mais ir em médicos caso tivéssemos algum problema em nossas pernas, mas que elas poderiam ser simplesmente substituídas... será que sinceramente nos recusaríamos a amputarmos nossas pernas biológicas e substituí-las por próteses? Isso nos faria menos humanos ? Com certeza não, não seriamos menos humanos, seriamos humanos melhores ! E talvez este seja o problema.
E isso vale para qualquer grande avanço que podemos ter, seja na engenharia de medicamentos ou em bioengenharia ou na tecnologia. Quem não gostaria de ter suas capacidades mentais melhoradas? Quem não gostaria de tornar a ficção científica uma realidade e implantar um chip que facilitasse sua memorização? Que você pudesse fazer o upload para a sua “memória” de todo um dicionário de inglês capacitando a se comunicar nesta outra língua? O ser humano sempre usou a tecnologia a seu favor para de uma forma consciente ou inconsciente ter uma vantagem competitiva com relação à outras espécies e dentro da sua mesma espécie, mas atualmente esta vantagem pode representar um risco.
E como isso vai acontecer? Como vai ser a primeira cirurgia para implantação de próteses em uma pessoa com seus membros sãos? Isso pode ou deve ser impedido? Podemos impedir o desejo do indivíduo de mudar seu próprio corpo?
Ampliando este conceito para outras “melhorias físicas e mentais” do ser humano, qual deve ser o parâmetro? Deve haver uma agência reguladora? O governo deve impedir assim como fez com as pesquisas com relação a clonagem?

Esta é apenas uma pequena reflexão com relação aos impactos do desenvolvimento técnico científico que estaremos por passar, claro que estas reflexões devem ser melhor debatidas e aprofundadas... 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

A Revolução está próxima !



Estamos vivendo uma época em que possivelmente veremos grandes transformações na área da tecnologia e bioengenharia, sim quando estou falando de revolução não se trata de nenhum levante armado, explosivo, mas algo silencioso que já começou e afetará e já está afetando radicalmente a forma de vivermos, relacionarmos e encararmos nossa própria humanidade.

Nosso relacionamento com a tecnologia esta ficando cada vez mais incorporado, e quando falo incorporado estou me referindo à fazendo parte do nosso corpo, pois se não quantos adolescentes e não tão adolescentes entram em pânico ao ficarem afastados do seu celular? Esta tecnologia já se transformou em um objeto que faz parte do meu EU de muitos jovens. Outra tecnologia que promete, e foi feita para isso éo google glass. Este equipamento sem dúvida será uma extensão do meu eu, interatividade on-line expandindo minhas capacidades, ampliando minha visão, memória e conectividade. 

Com tecnologia que estão cada vez mais próximas do meu corpo físico, e com as quais crio uma quase simbiose, qual será a dificuldade para a implantação definitiva no meu corpo, transformando em tecnologia "in - body", eis o próximo passo para a integração homem-maquina. Se conseguirmos conjugar isto ao desenvolvimento da biologia sintética e aventarmos com a possibilidade do melhoramento humano, p. exemplo com a inclusão de um novo cromossomo agregando outras características ao ser humano, o céu será o limite.

Porém há sérios riscos que devem ser analisados em cada uma destas novidades, desde quem poderá acessar estas tecnologias (apenas para dar um exemplo, um dos últimos lançamentos de celular custa mais de R$ 2.000,00, pelo menos para nós tupiniquins) até os riscos do uso industrial da tecnologia de biologia sintética e suas patentes... Apenas dois itens e que sua complexidade não permite analisarmos com maior profundidade neste espaço. 

A primeira coisa que temos que aprender nestes tempos modernos é que nem toda revolução é para ser comemorada, pelo menos não sem antes avaliarmos suas consequências a longo prazo, por isso pense antes de festejar. 

Deixo abaixo alguns vídeos e texto como sugestão. 

Google Glass



Biologia Sintética



Incorporando novos Cromossomos ?

http://2045.com/news/31813.html

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Homem, natureza e responsabilidade

"A "natureza" não poderia ter corrido um risco maior do que este de haver produzido o homem, e a teoria aristotélica de uma teleologia da totalidade da natureza (physis) que estaria a serviço dela mesma, garantindo, automaticamente a integração das partes no todo, vem a ser cabalmente contestada por esse ultimo acontecimento  coisa que Aristóteles jamais poderia supor."  - Hans Jonas, Principio Responsabilidade pg. 231.


"Neste aspecto de criaturas cujo interior brilha a fagulha Divina é que está fundamentada a dignidade de todo o ser humano. A humanidade não consegue se justificar fora deste âmbito, olhados como animais dotados de capacidade superior aos demais, o ser humano não se justifica como vivente neste planeta, tampouco apresenta alguma vantagem ao planeta e à natureza. Ao contrário, solto aos seus próprios mandos e desejos causa profunda transformação e destruição ao planeta, chegando ao ponto de ameaçar não somente a sua existência, mas também ao dos demais animais. Somente quando a humanidade conseguir assumir seu papel de cooperadores na criação, como homo fabris, responsáveis pela manutenção e harmonia do planeta, é que realmente entenderemos toda a dignidade da nossa espécie enquanto imagem e semelhança do Divino e toda a dignidade inerente ao ser humano desde a sua concepção."  - Roberto Rohregger, A Sua Imagem e semelhança O INICIO DA VIDA E O ABORTO, REFLEXÕES PARA UMA BIOÉTICA CRISTÃ

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Vírus HIV contra a Leucemia?

Muito interessante e animador o vídeo abaixo, porém ainda são resultados iniciais. A pesquisa deve ser acompanhada e principalmente verificar os efeitos colaterais, caso haja e principalmente se oferece algum tipo de risco a médio e logo prazo.







domingo, 19 de maio de 2013

Por uma bioética da libertação.


Podemos falar em uma bioética da libertação? 
Penso que sim na medida em que os excluídos e destituídos ao acesso a tecnologias de ponta se encontram em uma situação muito mais fragilizada pela maximização do poder daqueles em posições de controle político-econômico. Está maximização resultará em um aprofundamento inimaginável das desigualdades sociais, a ponto de fragmentarmos a sociedade não mais em classes sociais, mas em "espécies" sociais.

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Palestra Filósofo Canadense Charles Taylor


O filósofo canadense Charles Taylor esteve na PUCPR no dia 30 de abril, onde palestrou sobre  “Religião e sociedade: nas trilhas da secularização”. 
 
Charles Taylor é professor da Universidade McGill (uma das 12 mais prestigiadas universidades do mundo), no Quebec, e é considerado um dos maiores pensadores da atualidade. Suas obras foram traduzidas para diversas línguas e suas conferências têm reunido tanto especialistas quanto interessados em interpretar a sociedade contemporânea.

Taylor é especialista em autores como Hegel, Wittgenstein, Heidegger e Merleau-Ponty. Entre suas obras traduzidas para o português estão "A Ética da Autenticidade" (São Paulo: É Realizações, 2011); "Imaginários sociais modernos" (Lisboa: Edições Texto e Grafia, 2010);  "Uma era secular" (São Leopoldo: UNISINOS, 2010); "As fontes do self" (São Paulo: Loyola, 2005); "Hegel e a sociedade moderna" (São Paulo: Loyola, 2005) e "Argumentos filosóficos" (São Paulo: Loyola, 2000).


A palestra foi interessante, Taylor apresentou um breve histórico sobre o processo de secularização da sociedade e o vínculo entre o fator religião e o sentimento de pertença, desenvolvido nas sociedades onde a religiosidade era o fator de agregação. A problemática levantada por Taylor fez referencia ao processo de desligamento da religião como representação da pessoal e o movimento para fatores culturais e sociais. 
A tentativa da secularização até um passado recente foi uma mera substituição da fé na religião para a fé em sistemas políticos e ideológicos, basicamente fundamentados na mesma estrutura da religião, pela avaliação de Taylor esta forma de secularização não contribui para o homem avançar em seus aspectos éticos, apenas trazendo um vazio que a própria sociedade com seus modelos não conseguiu preencher.

Taylor ainda avaliou que o diálogo religioso deve ser um caminho alternativo para os embates e violência religiosa em muitos aspectos causa e causou no mundo. Pontuou ainda que um secularismo mais aberto, deve dar espaço para a manifestação religiosa, talvez através de um sincretismo religioso. 

Pessoalmente avalio a palestra de Charles Taylor muito proveitosa para a reflexão com relação a religiosidade e a secularização, porém com poucas novidades com relação ao tema. A proposta de um sincretismo como via alternativa sempre vai esbarar em perdas significativas para o cristianismo, que em ultima estância pode desfigurá-lo de forma irreparável. O que pode ser um caminho fácil pela fluidez de outros sistemas religiosos não funciona para os de estrutura mas rígida. Creio que ainda temos uma grande jornada pela frente.

domingo, 28 de abril de 2013

Revolução na Educação

Nossos sistemas educacionais rígidos e tecnocratas muitas vezes  apenas servem para "deformar". Infelizmente valorizamos muito mais os "títulos"  obtidos formalmente do que o conhecimento....formalismos;

terça-feira, 23 de abril de 2013

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Espiritualidade integral - Desafio para o cristianismo no sec XXI


Uma pequena parte do artigo que estou escrevendo para coletânea de vários autores sobre os desafios do Cristianismo para o século XXI

Baseado em uma avaliação teológico - pastoral do Salmos 139

7 Para onde me irei do teu Espírito, ou para onde fugirei da tua presença?  
8 Se subir ao céu, tu aí estás; se fizer no Seol a minha cama, eis que tu ali estás também.  


De Deus não se escapa. Ele é Deus somente porque d’Ele não se escapa. E apenas aquele do qual não se pode escapar é Deus.
Não há lugar para o qual possamos tentar fugir de Deus, que esteja fora do próprio Deus। “Se eu subo aos céus, tu estás lá”. Parece natural que Deus esteja nos céus, e muito estranho desejarmos subir aos céus a fim de escapar d’Ele.


Mas é justamente isso que os idealistas de todas as eras têm tentado fazer. Eles têm tentado subir a um céu de perfeição e verdade, de justiça e paz, onde Deus não é procurado. Tal céu é um produto da feitura humana, sem o incômodo do Divino Espírito e sem a presença julgadora da Face Divina. Antes, esse lugar é um “lugar nenhum”; é uma “utopia”, uma ilusão idealística.


Quantas tentativas de se criar uma sociedade mais justa, hamônica, feliz já se tentou??
Desde a Polís grega, passando pela República dos romanos, pela sociedade Comunista, Capitalista, todas as tentativas acabaram ficando aquém do que seria aceitável, por que?


Simplesmente porque em todas falta Deus, tenta-se criar a esperança do Reino de Deus através de mãos humanas, todas são apenas sombras pálidas das promessas de Deus, uma sociedade por melhor que sejam seus sistemas econômicos, políticos e econômicos sem Deus não funciona.


Robson Calvalcanti, profundo pesquisador do campo político-social e religioso avaliando as escolhas de governantes e sistemas políticos :


“(...) No seu discurso de despedida Samuel da a receita para o sucesso da monarquia recém instaurada: “ Se temerdes ao Senhor, e o servirdes e lhe atendenderdes a voz, e não lhe fordes rebeldes ao mandato e seguirdes ao Senhor vosso Deus, assim como vosso rei que governa sobre vós, bem será...  Se porém, perseverardes em fazer o mal, perecereis, assim vós como vosso rei” (II Sm. 12:14-25).
Essa admoestação pode ter um carater normativo e geral: o sucesso de qualquer modelo político ou de um governante, está em uma adequação ao postulados da Revolução, tanto por parte de goverdandos quanto de governantes. Caso contrário conhecerão o fracasso. O problema básico, então não é este ou aquele modelo em si, mas a maneira de seu exercício, o conteudo étido de cidadões e diregentes, como individuos e no desempenho de seus cargos,
É o qe se observará com os três reis da monarqui unificada; Saul, Davi e Salomão. A primeira fase do governo de Saul é um sucesso, tanto no campo militar quanto no adminstrativo. Israel alarga e consolida as suas fronteiras e se afirma como nação soberana. A desobediência de Saul, que chega ao ponto de consultar uma médium, o esfriamento da sua vida espiritual, o embrutecimento de seu carater, o conduzem à decadencia e a morte, e Israel a uma grande derrtoa militar diante dos filisteus. Interessante a sua racionaliação: ele se desviara de Deus, mas dizia na sessão espirita: “... e Deus se desviou de mim, e já não me responde.” (I Sm 28:15)
Qualquer nação pode pagar caro o seguir um governante apartado dos caminhos do Senhor. Isso tem ocorrido com frequencia na História deste século: Hitler, Stalin, etc...Que pensar de nosso proprio pais, quando elegemos governantes que entre outros pecados, consultam os mortos? Podemos ser vitorisoso?” (CALVACANTI, 1988, pg 32)


Da mesma forma que uma Teocracia também não funcionaria, porque ainda que em nome de Deus ela é feita por mãos humanas, tentando agradar a Deus. Um dos piores erros que podemos cometer é tentarmos criar sistemas para agradar a Deus. Os escribas e fariseus queriam fazer um sistema para agradar a Deus.


“Se eu fizer a minha cama no inferno, eis que tu estás lá”. O inferno ou sheol, a habitação dos mortos, pareceria ser o lugar certo para se esconder de Deus. E é para lá que todos os que anseiam pela morte pretendem fugir, a fim de escapar de escapar das Demandas Divinas.
Eu estou convicto de que não há nenhum sequer no nosso meio que jamais, em algum momento, tenha desejado se livrar do julgo da existência, saindo dela.


Mas todos nós sabemos, lá no fundo da nossa alma, que a morte não provê um escape dessa consciência que há em nós.


9 Se tomar as asas da alva, se habitar nas extremidades do mar,  
10 ainda ali a tua mão me guiará e a tua destra me susterá.  


Voar para os confins da terra não significaria fugir de Deus. Nossa civilização moderna tenta justamente isso, a fim de se libertar da falta de conhecimento, o qual é o centro da vida e do sentido.


O método moderno de fugir de Deus é correr mais e mais adiante, tão rápido quanto o brilho do amanhecer, conquistar mais e mais espaço em todas as direções, em todos os caminhos humanamente possíveis, estar sempre ativo, estar sempre planejando, e estar sempre preparando.


Quando não queremos encarar a realidade, quando queremos fugir de Deus, tentamos substituir Deus, criando outros deuses, o trabalho, o dinheiro, o poder, quantas vezes criamos nosso deus particular, para não encararmos a vida, procuramos mais e mais atividades, não queremos parar, correndo para o nada.... Diz-se que o pior inimigo do homem moderno hoje é o silêncio, o silêncio nos faz pensar e não queremos pensar.


Mas a mão de Deus cai sobre nós; e ela tem caído de forma estrondosa e destrutiva sobre a nossa civilização fujona; esse nosso vôo provou ser vão

(...)

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte III

Neste post pretendo avaliar, de forma superficial, um dos pontos extremamente relevante para a teologia do século XXI. Entendo como uma das principais funções da teologia contemporânea ser a defesa da pessoa, que vem sendo alienada e alienante. A pôs modalidade lançou este humano em um abismo de duvidas e incertezas que chegam as raias da total perda da percepção do que é humano.


Dai a plena coisificação do indivíduo que passa daquele que da valor para aquele que é valorizado de acordo com as demandas do mercado e de interesses de poucos.

A esta desestruturação da sociedade que passa pela família até atingir individualmente a cada um de nos é que devemos vó seguir uma dialética teológica crista para ao interagirmos nos demais segmentos da sociedade posamos apresentar a mensagem dos Evangelhos de forma significativa e significante.


Ao proclamarmos a Cristo devemos proclamar a importância do ser humano para o próprio Deus, pois todo o evangelho nada mais é que isso Deus se doando para o ser humano. Como não valorizar a vida de cada indivíduo?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte II

Creio que a principal luta elencada por Ratzinger para seu pontificado foi com a secularização. E penso que sua escolha de atuação foi correta, ele sabia bem dos riscos de uma sociedade plenamente secularizada que cada vez empurra a igreja para fora de suas decisões. E ao produzir esta série de artigos tenho em mente fazer uma leitura de como o Papa via esta ação e como a teologia tem reagido a estas teses da contemporaneidade. 

Em setembro de 2010 em missa celebrada na capela da St Mary's University College, em Londers o Ratzinger fala contundentemente sobre "uma tirania nazista que tenta erradicar Deus da sociedade" . Por esta afirmação já podemos fazer uma ligeira ideia do conceito que o Papa tinha sobre a secularização. 

Gostaria de esclarecer que sob meu ponto de vista teológico, defendo o governo laico, não gostaria de viver sob a gestão de um sistema político baseado em uma religião. Mas isto não significa a defesa de uma sociedade laica, muito pelo contrário, o governo democrático deve defender os valores do povo que lhe escolheu. Porém o que vemos é não raras vezes governos tentando "laicaizar"  a sociedade.  

A secularização da sociedade, e diria que este é um problema muito mais grave na Europa, acarreta problemas muito sérios uma vez que a tendência é da fragilização dos valores éticos e morais. Problemas desestruturantes do próprio ser humano são catalizados. Quando Ratzinger citou o nazismo relacionando com a ausência de Deus na sociedade ele sabia muito bem o que queria dizer, uma vez que como alemão vivenciou de perto a idolatria a um sistema político-econômico de poder. 

O desafio da teologia contemporânea é re-inserir Deus na sociedade, é criar pontes para que os conceitos sociais levem em consideração os conceitos da religião, e como cristão protestante refiro-me aos preceitos bíblicos, porém este diálogo deve ser aberto, exercido através do amor que Cristo nos ensinou, porém sem negociarmos os fundamentos da fé. 
Mas como fazer isso? Como nos fazermos escutar? Quais são os problemas sintomáticos com que fazem com que o cristianismo acabe sendo irrelevante para os rumos da sociedade? 

Vamos tentar discutir um pouco mais no próximo post. 

terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte I

Lamento a decisão do Papa Bento XVI em renunciar. Apesar dos motivos alegados em sua nota de renuncia, há uma desconfiança no ar de que "forças ocultas" tenham trabalhado nos bastidores para desestabilizar seu pontificado. 

É claro que Ratzinger não tinha o carisma do seu antecessor, mas era um teólogo como poucos e ao contrário do que muitos afirmam tinha pleno conhecimento dos rumos que a modernidade está tomando, e o fato de que ele estava confrontando estes rumos que a sociedade está tomando não significa estar desconectado da modernidade, muito pelo contrário. 

Ratzinger tinha sim pleno conhecimento da perniciosidade que os rumos que atuais podem levar o ser humano em sua desconstrução mais essencial.
Mas como a estratégia dos orientadores da sociedade não pensante é acusar todos que não concordam com seus conceitos de retrógrados, entre outros adjetivos, o atual Papa, levava esta marca, e claro não agradava àqueles que desejam uma igreja menos teológica e mais política. 

Não concordo em absoluto com todas as opiniões e atitudes que o Papa Bento XVI tomou durante a liderança da Igreja Católica, mas embasado em leituras de alguns de seus escritos e declarações, devo admitir que sua saída será uma perda no confrontamento ás idéias pós-modernas, e ledo engano aos evangélicos que pensam que "não temos nada com isso!", ouso dizer que os ideais cristãos saem perdendo em alguma medida. 

Digo que perde a teologia também, uma vez que possivelmente o perfil do novo Papa deverá ser de um homem mais jovem e com mais   "carisma", ou seja um Papa mais "pop" e como diz a música : " o Papa é pop e o pop não poupa ninguém, e não vai poupar a teologia. 
Podemos esterar, talvez, a baixa das armas da Igreja contra o modernismo, e uma abertura maior da igreja aos desejos da sociedade? E se você acha que isto é completamente bom, acho que está enganado. 

sábado, 5 de janeiro de 2013

Ação e reação....

Este vídeo de Steve Cutts é bem provocante, bom para pensarmos no grau de exploração que o homem está promovendo e a irreversibilidade de determinadas ações.