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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

A(s) Crise(s) do Cristianismo(s).....

Será que existe uma crise no cristianismo na atualidade? 

Penso que sim. 

Mas especificamente qual seria? Bem possivelmente não há apenas uma causa, mas algumas, e poderíamos listar entre as principais, o modernismo e o relativismo, a falta de conhecimento bíblico entre os que professam a fé cristã, as várias igrejas neo-pentecostais com suas teologias da prosperidade e confissão positiva, a falta de disposição dos crentes em serem mais atuantes e deixarem de serem coniventes com denominações que professam um falso cristianismo, a baixa formação dos pastores ( estou falando daquela minoria que frequenta ou frequentou um seminário.) e a visão de um cristianismo atuante pelo exemplo de ação e fraqueza de discurso e não menos importante a falta de uma espiritualidade ortodoxa sadia e por fim a falta de investimento em pessoas por parte das igrejas evangélicas. 

Pretendo nos próximos posts atacar cada um destes itens no sentido de avaliar a profundidade destes problemas, suas consequências e as possíveis correções de rumo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte III

Neste post pretendo avaliar, de forma superficial, um dos pontos extremamente relevante para a teologia do século XXI. Entendo como uma das principais funções da teologia contemporânea ser a defesa da pessoa, que vem sendo alienada e alienante. A pôs modalidade lançou este humano em um abismo de duvidas e incertezas que chegam as raias da total perda da percepção do que é humano.


Dai a plena coisificação do indivíduo que passa daquele que da valor para aquele que é valorizado de acordo com as demandas do mercado e de interesses de poucos.

A esta desestruturação da sociedade que passa pela família até atingir individualmente a cada um de nos é que devemos vó seguir uma dialética teológica crista para ao interagirmos nos demais segmentos da sociedade posamos apresentar a mensagem dos Evangelhos de forma significativa e significante.


Ao proclamarmos a Cristo devemos proclamar a importância do ser humano para o próprio Deus, pois todo o evangelho nada mais é que isso Deus se doando para o ser humano. Como não valorizar a vida de cada indivíduo?

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Ratzinger e os rumos da teologia contemporânea. Parte II

Creio que a principal luta elencada por Ratzinger para seu pontificado foi com a secularização. E penso que sua escolha de atuação foi correta, ele sabia bem dos riscos de uma sociedade plenamente secularizada que cada vez empurra a igreja para fora de suas decisões. E ao produzir esta série de artigos tenho em mente fazer uma leitura de como o Papa via esta ação e como a teologia tem reagido a estas teses da contemporaneidade. 

Em setembro de 2010 em missa celebrada na capela da St Mary's University College, em Londers o Ratzinger fala contundentemente sobre "uma tirania nazista que tenta erradicar Deus da sociedade" . Por esta afirmação já podemos fazer uma ligeira ideia do conceito que o Papa tinha sobre a secularização. 

Gostaria de esclarecer que sob meu ponto de vista teológico, defendo o governo laico, não gostaria de viver sob a gestão de um sistema político baseado em uma religião. Mas isto não significa a defesa de uma sociedade laica, muito pelo contrário, o governo democrático deve defender os valores do povo que lhe escolheu. Porém o que vemos é não raras vezes governos tentando "laicaizar"  a sociedade.  

A secularização da sociedade, e diria que este é um problema muito mais grave na Europa, acarreta problemas muito sérios uma vez que a tendência é da fragilização dos valores éticos e morais. Problemas desestruturantes do próprio ser humano são catalizados. Quando Ratzinger citou o nazismo relacionando com a ausência de Deus na sociedade ele sabia muito bem o que queria dizer, uma vez que como alemão vivenciou de perto a idolatria a um sistema político-econômico de poder. 

O desafio da teologia contemporânea é re-inserir Deus na sociedade, é criar pontes para que os conceitos sociais levem em consideração os conceitos da religião, e como cristão protestante refiro-me aos preceitos bíblicos, porém este diálogo deve ser aberto, exercido através do amor que Cristo nos ensinou, porém sem negociarmos os fundamentos da fé. 
Mas como fazer isso? Como nos fazermos escutar? Quais são os problemas sintomáticos com que fazem com que o cristianismo acabe sendo irrelevante para os rumos da sociedade? 

Vamos tentar discutir um pouco mais no próximo post. 

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

Críticas e Críticos



Sou profundamente crítico com muitos fatos que ocorrem nas igrejas evangélicas, sei que não somos perfeitos, há muitas distorções, muitas igrejas inclusive que levam o título de evangélica apenas de fachada. Mas critico de dentro das fileiras cristãs, faço como auto-critica religiosa e inclusive pessoal, pois sei que como cristão estou muito aquém daquilo que meu Senhor e Salvador me instrui. 

Mas creio que a sociedade esquece facilmente também o que as igrejas evangélicas e os cristãos fazem belo bem comum, pelo próximo. 

Mesmo sabendo que nada do que fizermos é o que  nos leva a salvação, ou seja não é para “recebermos favores de Deus” já que somos salvos pela Graça. 

As igrejas cristãs estão entre as que mais investem na sociedade para o bem comum, é só verificar, aqui mesmo em Curitiba a quantidade de hospitais evangélicos e católicos, a quantidade de instituições de ensino, a quantidade de casas de apoio a toxicómanos, sem contar a imensa quantidade de igrejas que fazem um grande trabalho social de apoio a pessoas carentes, como distribuição de cestas básicas, apoio psicológico e claro espiritual, etc, etc, etc... 

Grandes ativistas pelos direitos humanos e pela justiça social sairam das fileiras das igrejas cristãs, e falo isto não somente no Brasil mas no mundo todo. 

As agências missionárias cristãs estão entre as organizações mais ativas e que levam socorro, inclusive apoio médico e alimento, a nações extremamente fechadas, missionários correm risco de morte para levar justiça e esperança a povos subjugados e oprimidos. 

Claro que o que mais aparece na mídia são aqueles que se aproveitam do povo em benefício próprio, mas nós cristãos protestantes fazemos questão de afirmar que tais instituições não compatilham de fato de nossa fé e do nosso entendimento do Evangelho, faço parte de uma Igreja séria e trabalho em instituições académicas que formam pastores e pensadores sob o prisma da reta doutrina cristã ensinada por Cristo e compartilhada pelos apóstolos. 

E como acadêmico cristão procuro sempre estar intelectualmente preparado para responder aos anseios e dilemas que a sociedade moderna compatilha. Como pastor procuro sempre estar conectado com minha fé e compartilhar com aquele que necessitam e procuram a Deus. 
E é por ver tantas pessoas criticando o cristianismo sem sequer ter a mínima noção do que é ser cristão, ou porque em algum momento de sua parca experiência cristã não teve os seus desejos atendidos, é que resolvi ponderar algumas das questões colocadas acima. 

Saldo ledo engano, creio que pouquissimas instituições religiosas fazem pela sociedade o que o cristianismo faz.  

Aprendemos com os nossos erros históricos, sim já fizemos muito mal também, mas creio olhando para o presente vejo que estamos tentando acertar 

Critico sim e vou continuar criticando as instituições cristãs que estiverem falhando em viver o evangelho, mas se o faço é com humildade sabendo que este que critica também merece ser criticado por estar também falhando com Cristo. 

Por fim, apesar dos pesares estou de bem com a minha fé e estou de bem com a instituição igreja e muito feliz por ser cristão e poder comemorar o Natal no seu verdadeiro sentido : Deus se fez homem, o meu Redentor nasceu ! 

Soli Deo Gloria. 

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

O Pecador Santo......

Maravilhoso texto de Luiz Felipe Pondé na Folha de São Paulo, reproduzo abaixo. Vale a leitura e meditação. 


A adúltera de Deus

Luiz Felipe Pondé, na Folha de S.Paulo
O Deus de Israel sempre amou as adúlteras. Jesus também dispensou cuidados especiais para com elas, e para com as prostitutas, os ladrões e os desgraçados de todos os tipos. Deus parece não resistir à sinceridade do pecador, assim como a filosofia parece amar a verdade do melancólico.
Na Bíblia hebraica, Raquel, a segunda esposa de Jacó (depois chamado de Israel), por muitos anos uma mulher estéril e idólatra por raiva de Deus, enterrada fora do “cemitério da família” por ter sido uma vergonha para esta mesma família, será escolhida por Deus como consoladora do povo eleito no sofrimento.
Raquel é a “mater misericordiae” do judaísmo. Quando Israel sofre, é o nome dela que deve ser lembrado. Deus ama as infelizes e as elege como suas conselheiras. Qual o segredo da infelicidade?
Não se trata de brincadeiras teológicas “progressistas” que erram achando que ninguém é pecador. A pastoral de hoje, vide as igrejas que crescem por toda parte (o judaísmo não escapa tampouco desse vício), cada vez mais se assemelha a grandes workshops de autoajuda ou treinamentos motivacionais. Nada menos cristão do que um Jesus consultor de sucesso. Ninguém quer ser pecador, só santo.
Mas aí reside o erro para com a teologia cristã mais sofisticada: nela, o grande pecador é o mais próximo do santo. A beleza da antropologia do cristianismo está neste sofisticado e denso vínculo dramatúrgico: quando o corpo se põe de joelhos, pelo peso do pecado, o espírito se ergue. Não se trata de dolorismo, mas, sim, da mais fina psicologia moral.
A santidade reside mais na alma do pecador do que na autoestima do “santinho”.
Aliás, devo dizer que minha crítica à religião é diametralmente oposta àquela de tradição epicurista ou marxista. Esta, grosso modo, critica a religião porque ela faz do homem um alienado covarde, e que se vende a Deus para ser um alienado feliz. Eu me alinho mais ao pensamento do teólogo Karl Barth (século 20), para quem a religião torna tudo um mistério maior e traz à tona um sofrimento maior, mas que, por isso mesmo, amplia a consciência de nossa condição humana. Sofro, por isso penso, e logo, existo.
Recuso as religiões institucionais não porque elas fazem do homem um medroso, alienando-o de sua felicidade e autonomia (como creem Epicuro e Marx), mas sim porque as religiões fazem do homem um feliz, alienando-o de sua própria agonia. Quando a religião vira marketing, é melhor caminhar só pelo vale das sombras.
Revi recentemente o maravilhoso “Fim de Caso” (filme de 1999, dirigido por Neil Jordan), com a deusa Julianne Moore e Ralph Fiennes. O filme é uma adaptação do romance de Graham Greene e narra a “sua conversão”. Trata-se de um fino tratado de teologia, melhor do que grande parte dos livros que afirmam sê-lo.
No filme, a compreensão da íntima relação entre pecado e graça é avassaladora. Nada mais forte do que a graça para iluminar a agonia do pecador para si mesmo: o santo não é um santinho.
A personagem de Julianne Moore é uma adúltera, que ao longo do filme apresentará traços claros de santidade, chegando a realizar um milagre. A adúltera, infiel ao seu marido, destruidora da fé no casamento e no amor que organiza a vida e a sociedade, o tipo mais vil de mulher, é aquela que mais fundo toca Deus em sua paixão pela agonia humana. No cristianismo, Deus leva a agonia humana tão a sério que resolveu Ele mesmo passar por ela, na figura da Paixão de Cristo.
Um musical a estrear, baseado na obra de Victor Hugo (século 19), “Os Miseráveis”, com Hugh Jackman no papel de Jean Valjean, fugitivo da cadeia, e Russell Crowe no papel de seu perseguidor implacável Jabert, traz uma das maiores cenas da teologia cristã já representada na arte. Jean Valjean, após ter roubado os castiçais da casa de um padre, e ser pego pela polícia, é perdoado pelo padre que confirma para a polícia a mentira contada por Valjean: “Sim, eu dei os castiçais para ele”.
Este ato transforma Valjean. O encontro entre a misericórdia e o pecador é uma das maiores afirmações do sentido da vida.

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Ministérios fracassados.....

Fiquei profundamente emocionado e edificado por este documentário, e posso dizer:
Meu nome é Roberto Rohregger e tenho um ministério fracassado, aos olhos dos homens, graças a Deus. E que Deus continue me orientando para ter este tipo de fracasso ministerial, que é um profundo sucesso. Amém.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Pão ungido.....

Mais uma da IURD. Se eu considerasse esta denominação evangélica diria que teria de haver uma reforma protestante em suas fileiras.... Mas enquanto seita somente oro para que seus seguidores possam um dia ter um encontro com Cristo. Quanto aos seus líderes.... Bem.......


Movimento Neopentecostal, sua teologia e consequências

Na semana passada finalizei a leitura do livro Movimento Neopentecostal Brasileiro de David Allen Bledsoe, publicado pela editora Hagnos. Como já havia dito quando estava em torno da metade do livro, ele causou-me excelente impressão. Uma rica pesquisa bibliográfica e de campo possibilitaram uma grande consistência para a análise teológica e eclesiástica que se fez deste movimento avaliado principalmente através do estudo de caso da IURD. 

O autor faz uma avaliação das ondas da propagação do evangelho ocorrido no Brasil iniciado pelo movimento protestante das igrejas históricas. Avalia em cada um destes períodos as principais denominações que  foram o estopim para aquela onda ou contribuíram significativamente para o desenvolvimento da mesma. Isto é vital para entendermos a evolução do movimento evangélico, bem como suas distorções no decorrer da história e como foi desembocar no movimento neopentecostal. 

A principal pergunta que o livro se propõe a responder é se este movimento contribuiu para a evangelização do povo brasileiro, e com  boa consistência e evidências, principalmente com bom diálogo teológico, podemos dizer que esta meta foi comprida. 

Já havia dito que sentia falta de um livro que respondesse de forma taxativa algumas questões profundamente relevantes,  que fazem profunda diferença quando analisamos se um movimente tem de fato a "chancela" de evangélico, e podemos afirmar que este material consegue fazer isso. 

A forma como o livro foi escrito é acadêmica, mas não de difícil leitura, pode, e deve, ser lido por cristãos que não tem uma formação teológica escolar. A leitura é agradável e faz com que você queira ir para a próxima página, dai para o próximo capítulo de foma muito agradável. 

Uma pequena critica seria alguns parágrafos que aparecem, mesmo que não de forma exatamente textual, em outros capítulos, que por outro lado serve para fixar alguns temas com maior ênfase. 

Leitura altamente recomendável. 

Agora vou começar a ler o livro Criação de Alister McGrath, e avaliando pelo volume Redenção que já li a expectativa é a melhor possível. 

Para saber mais acesse o site da Editora Hagnos Aqui.

domingo, 28 de outubro de 2012

Dialética cristã

Dilema moderno: cristianismo burguês x cristianismo radical, um vive da teoria outro se exaspera na prática e olha a esperança do futuro como reflexo que o impulsiona hoje.

sábado, 21 de abril de 2012

Vamos reagir : Diga Não ao aborto.


Estou distribuindo gratuitamente o meu estudo sobre a questão do aborto : 

A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA - O Início da Vida e o Aborto. Reflexões para uma Bioética Cristã, em pdf para quem desejar saber mais sobre o assunto. 

Ajude a distribuir. Pode pedir pelo meu e-mail roberto.r67@gmail.com ou aqui pelo facebook. 

Vamos nos mobilizar e nos posicionar contra o aborto.

A Igreja e o Aborto, o silêncio daqueles que tem voz.

Estou ficando preocupado com a quantidade de textos pró aborto que estou encontrando ultimamente. Segue o link para mais um texto defendendo o assassinato de fetos :

http://www.outraspalavras.net/2012/04/20/aborto-o-grande-tabu-no-brasil/

Será que não há ninguém na cúpula cultural e intelectual brasileira que defenda a criminalização do aborto? Onde estão os evangélicos detentores de espaço na mídia para defender a vida? Ou não há interesse destes neste assunto?
Sabemos que o Edir Macedo é abortista, mas temos outros que "apregoam" serem evangélicos... Talvez estejam ocupados demais pedindo dinheiro.

E as igrejas sérias? Onde está sua voz profética? Onde está o sal e a luz? Escondidos com medo? Deveis ter medo do Juizo e da Justiça de Deus este sim julgará pelo silêncio daqueles que teriam voz;

sábado, 24 de dezembro de 2011

Missões para o Séc. XXI


"Mais que tudo, a principal carência que se faz hoje é da Palavra de Vida, da Palavra de Amor, de Compreensão e de redenção. Essa palavra Jesus trouxe, junto aos excluídos é que podemos encontra-lo nas páginas do Evangelho.
E o que temos que entender é esta forma de alcançar paises que estão solapados pela volúpia do mercado financeiro mundial, povos oprimidos por governos déspotas e corruptos, povos em que a carência é tanta que ficamos constrangidos de falar do amor de Deus, pois amor é uma coisa que nunca tiveram, em que a violência é algo de cotidiano.
 O planejamento em missões deve levar em conta a necessidade da “conversão” dos sistemas 
sociais injustos e opressores, um exemplo a ser seguido é o que tem acontecido na Índia, onde 
junto com a mensagem cristã, o agir consolida a compaixão."

Texto do Artigo : 
Missões no Século XXI, perspectiva e ações.[1], Roberto Rohregger.


[1] Artigo elaborado como trabalho de conclusão de curso para o programa de pós-graduação em Teologia do Novo Testamento Aplicada, Faculdade Teológica  Batista do Paraná - FTBP

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Tá difícil.....

Você consegue identificar de qual grupo religioso é o "culto" abaixo?  Sinceramente isso já virou piada faz tempo...


Que manto é este!!! por GenizahVirtual_Humor

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Cristãos Ignorantes... No mínimo...

Os cristãos, se é que podemos chamar assim esse povo que nem sabe mais quem é Cristo e quais são as principais doutrinas do cristianismo, está cada vez mais ignorante, para não usar um palavreado mais chulo, que realmente tenho  vontade...Tenho profunda vergonha do que estes ignóbeis estão fazendo com o cristianismo.... é nestes momentos que creio profundamente na Justiça Divina e no Inferno... é onde estes estão condenados a passar a eternidade... nos últimos tempos tenho sentido um pouquinho daquilo que Cristo sentiu ao ver os vendilhões do templo... povo cada vez mais ignorante e hedonista sendo manipulado, usado e abusado por lobos... Não sei de quem tenho mais raiva.... Vergonha... vergonha e revolta.  Veja o vídeo abaixo e matéria completa no Genizah
Povo ignorante.



domingo, 20 de novembro de 2011

Cristianismo hedonista....


Trocamos a transcendência pelo aqui e agora...Pelo menos é o que me parece, o Evangelho pregado hoje é para o aqui e o agora, a vida eterna ficou no esquecimento... 

Até algum tempo atrás o crente vivia o hoje com os olhos na eternidade, ou seja o agora é transitório, o que importa é a esperança futura, a vida eterna com Cristo e a sua Igreja na glória... Hoje se deve viver como se a eternidade já estivesse sido alcançada, não há mais nada além, para que a esperança no futuro, se podemos ter uma vida cheia de bençãos agora? Se podemos viver um hedonismo baseado em um cristianismo egocêntrico? 

Por que mesmo a morte de Cristo na Cruz? 

Háaa sim, lembrei,  para que eu pudesse desfrutar hoje de um carro importado e uma casa com piscina... Amém e Aleluias... O problema é que neste Evangelho capenga se esquece que a vida aqui neste planetinha acaba... apesar de muitas igrejas parecerem ignorar isto, as pessoas, inclusive os crentes, MORREM... 

E chegará a hora que todos estaremos diante de Deus e apresentaremos nossas obras... Infelizmente esta mensagem está cada vez mais em desuso... 

Créditos :

I Pedro e o cristianismo do século XXI


Uma teologia que ignora a dor e o sofrimento e que esta faz parte da vida, inclusive da vida dos cristãos é uma teologia rasa. Pedro nos mostra que os aparentes paradoxos, ocorrem na vida cristão e muitas vezes são necessários,como elemento transitório que nos apresenta uma razão maior. 
Quando o cristão entende que a maior benção que ele poderia almejar já foi conquistada na Cruz, ou seja a redenção o ser humano com Deus através de Cristo, ele passaria entender que as demais bençãos são "Graça acessória" e que se Deus conceder é graça imerecida, assim como a salvação, então amém e se Deus não conceder, também como graça imerecida, amém. 
Quando olhamos boa parte da igreja na atualidade se rendendo ao canto da teologia da prosperidade, confissão positiva e outras aberrações teológicas, minimiza-se a mensagem da cruz, trocando o olhar para a eternidade pelo olhar ao materialismo presente. Troca-se a mensagem principal pela periférica, bençãos materiais para o cristão deveria ser acessório que pode ser dispensado não a roupagem principal da mensagem cristã. 
Este ufanismo cristão ignora o sofrer de Cristo, o sofrer dos discípulos quando pregavam a mensagem do Evangelho, ignoram o sofrer dos primeiros cristãos perseguidos pelo Império Romano, jogados aos leões na arena, mortos ao fio da espada e servindo como tochas para iluminar o jardim do imperador...
Os "pastores" deste Evangelho que propaga que todo o cristão tem de ter vitória total, olhando pelo prisma, e forma, da sociedade consumista e materialista, ofendem e desrespeitam todos estes cristãos que morreram e sofreram por Cristo, inclusive ignoram e desrespeitam o próprio Cristo, que morreu no madeiro junto com ladrões, esquecem que Jesus foi humilhado e envergonhado, surrado e até reclamou de não ter um local digno para descançar... Sua vitória não é pelos padrões deste mundo, o apóstolo já nos oriente "não vós conformeis com este mundo", isto é, não adquiram a forma deste mundo, e o que estamos fazendo quando se prega um evangelho materialista? Focado em obter dinheiro e bens materiais para o nosso deleite hedonista??? 
Que evangelho é esse que prega que na vida não tereis aflições??? que não devemos vencer o mundo ??? Mas aceitarmos e nos conformár-nos a este mundo???
Creio que Pedro atualmente escreveria uma carta muito mais contundente que a que escreveu naquele tempo.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

O Verdadeiro Cristianismo...

Entre tantas brigas, heresias e cafajestagens entre grandes corporações transvestidas de igrejas, aliadas a tantos movimentos insignificantes para a propagação do Evangelho, acontece uma pequena, mas importante ação de Cristãos dispostos a mudar o mundo e apresentar um evangelho que acolhe o pecador, como um dia acolheu a mim, que apesar dos pesares continuo pecador... lutando contra o pecado, acolhido pela misericordiosa  Graça de Deus. 

Durante a Parada da Diversidade em Curitiba estes Servos de Cristo se dispuseram a servir aos participantes da parada, levando a opção de saciar sua sede física e espiritual, sem cobranças e nem julgamento apenas levando a Palavra de Deus, que ama a todos sem distinção. 

Como ouvirão se não há quem fale? 

Estavam lá alguns alunos do Seminário Betânia, aos quais me sinto honrado em dar aulas, e dos quais aprendi muito também. Parabéns meus irmãos, que a demonstração do amor de Deus através da vida de vocês frutifique, primeiro entre os próprios cristãos e depois para todos aqueles que tem sede da água viva.  Se alguém disser que vocês estão propagando um novo cristianismo, não acreditem, vocês estão propagando um Cristianismo de 2.000 anos atrás. 

Soli Deo Gloria. 

domingo, 13 de novembro de 2011

Heresias atuais, o antropocentrismo.


Atualmente penso que o maior problema não é com relação a grupos que negam a divindade de Cristo, sim, ainda há alguns que seguem por este caminho, mas são mais fáceis de se identificar e apontar suas heresias.

Hoje penso que a principal heresia que está destruindo a igreja não é com relação a divindade de Jesus, a grande maioria afirma que Jesus é Deus. Porém o que de fato está se fazendo é apesar de reconhecer que Jesus é Deus, esta teologia não é mais Cristocêntrica,mas antropocêntrica. 

Isto é, uma teologia utilitarista, em que o que mais interessa ao fiel é o que Deus pode fazer por ele, em termos da materialidade, e não de colocar-me como Servo daquele que é meu Senhor e Salvador. 

O que muitos pregadores apresentam é uma teologia de barganha, a reinstituição do sacrifício, claro que agora contextualizado, não é mais necessário trazer o cordeiro, mas pode-se provar a sua fé mediante o sacrifício do suas posses, e desta forma "obrigar" a Deus ter de abençoá-lo. 

Esta forma de ensino enganoso e deturpado tem levado milhares, e bem possivelmente milhões de pessoas ao engano. Movidos por uma teologia, firmada em uma exegese rala e distorcida ao bel prazer do interlocutor, destruindo a sã doutrina pregada pelos apóstolos (os verdadeiros, para deixar bem claro).

Aceitar a Cristo como meu salvador, significa também uma reinterpretação da existência e de minha vida, aceitar a Cristo como meu salvador é aceitá-lo como meu Senhor, e não ao contrário, não sou eu que determino nada é Cristo que determina agora o meu viver. 

Uma teologia que atende aos desejos naturais do homem não é uma teologia Bíblica, mesmo que seja feita com citações do texto bíblico, Satanás tentou a Jesus usando textos das Escrituras. 

Aceitar verdadeiramente a Cristo é juntar tesouros no céu, onde a traça não pode corroer. Muitos tem sido os que são enganados levando sacrifícios a Mamon, achando que estão servindo verdadeiramente a Jesus Cristo. 

Não podemos servir a dois Senhores, este evangelho utilitarista e materialista tem de acabar, estes pregadores da falsa prosperidade tem de ser confrontados com a verdade, e triste é, para aqueles que um dia foram pastores da Igreja de Cristo, que conheciam a verdade e olhando para os acenos deste século atenderam a este canto sedutor e agora chafurdam no erro. 

Que Deus sempre nos oriente e que possamos prosseguir na verdade e na Graça de Cristo. 
  

sábado, 12 de novembro de 2011

Dignidade da vida humana.

A relativização do conceito de vida humana (em qualquer fase da mesma) e a tentativa de separação conceitual entre pessoa e pessoa humana ou qualquer outra vertente que objetive a manipulação de embriões humanos para pesquisas ou qualquer outro fim é uma afronta ao cristianismo. Neste caso concordo com a posição do Papa Bento XVI. Pena que a igreja evangélica não seja tão contundente neste assunto. 

Fonte : Estado de São Paulo

Papa reitera oposição ao uso de células embrionárias

12 de novembro de 2011 | 15h 10
O Papa Bento XVI reiterou hoje sua oposição às pesquisas com células embrionárias e afirmou que destruir embriões é "moralmente errado", independentemente dos benefícios dos tratamentos resultantes. "A destruição de mesmo que seja uma única vida humana jamais pode se justificar pelo benefício que venha possivelmente causar a outra", disse o Papa.
O comentário foi feito durante encontro sobre o tema, promovido pelo Departamento de Cultura do Vaticano e por uma pequena empresa americana de biotecnologia, a NeoStem Inc. A Igreja defende que a vida começa na concepção. Portanto, o Vaticano é contrário ao uso de células embrionárias, porque o processo envolve a destruição de embriões, mas não se opõe a tratamentos com células-tronco adultas. As informações são da Associated Press. 

domingo, 6 de novembro de 2011

Já não vivo mais eu mas,....Será?


Atualmente a mensagem cristã tem sido minimizada para não chocar ao homem da sociedade moderna, onde está centrado na satisfação de seus desejos em uma cultura do entretenimento, desta forma para este público a mensagem dos Evangelhos tem sido "relativizada" para não entrar em conflito com estes interesses. 

Fomos sim libertos da escravatura do pecado para vivermos para Glorificarmos a Deus, transformando-nos em sacrifício vivos. Mas o máximo que este cidadão pós moderno está disposto a fazer em sacrifício a Cristo é ir ao culto no domingo a noite, onde espera muito mais ser abençoado do que abençoar... Ou quantos vão no culto dominical com o firme propósito de abençoar alguém? 

Costumo questionar o que mais queremos de Deus que ele já não tenha nos dado através do sacrifício de Cristo na cruz? Podemos desejar uma benção maior que esta? Qual é o nosso compromisso com essa mensagem? 

Onde está o nosso coração? Se não tenho convicção naquilo que professo, meu compromisso vai ser limitado.... Talvez seja hora de repensarmos nossos valores, nossas pregações e a forma como conduzimos nossas vidas... A principal mensagem é aquela que demonstramos com nosso viver, e talvez a mensagem que a nossa vida esteja passando seja de outro evangelho e não o proferido por Jesus. 

Você conseguiria terminar VERDADEIRAMENTE a frase do título deste post?