segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Luto - Bispo D. Robinson Cavalcanti e esposa são assassinados.
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
A isto eu chamo de civilidade....
Uma cidade planejada, com cidadãos comprometidos...
terça-feira, 27 de setembro de 2011
Jesus Christ is Lord
quinta-feira, 14 de julho de 2011
É disso que estou falando....
Ronaldinho Gaúcho recebe homenagem da Academia Brasileira de Letras
Ronaldinho Gaucho e a Meritocracia from Genizah on Vimeo.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
O Estado e a Religião.
O Estado brasileiro é laico. Isto quer dizer que o mesmo não se fundamenta em nenhuma estrutura religiosa para legislar. Houve um tempo em que não era assim, o Estado tinha uma religião oficial, e no caso do Brasil era a Católica. Segundo o site JusNaveganti no Brasil, a separação entre a Igreja e o Estado foi efetivada em 7 de janeiro de 1.890, pelo Decreto nº 119-A, e constitucionalmente consagrada desde a Constituição de 1.891. Até 1.890, o catolicismo era a religião oficial do Estado e as demais religiões eram proibidas, em decorrência da norma do art. 5o da Constituição de 1.824. O catolicismo era subvencionado pelo Estado e gozava de enormes privilégios.terça-feira, 3 de maio de 2011
Insanidade ao máximo....
Sempre acreditei na capacidade evolutiva do ser humano, porém olhando os últimos tempos fico com sérias duvidas....
Morte de Bin Laden estampa camisetas, canecas e calcinhas nos EUA
sábado, 16 de abril de 2011
A Responsabilidade pela criação de um futuro mais digno.....
http://www.ted.com/talks/lang/por_br/jacqueline_novogratz_inspiring_a_life_of_immersion.html
domingo, 2 de janeiro de 2011
O ser e a cultura.
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
Assim acontece.... inclusive onde não era para acontecer....
Leia Mais em: http://www.genizahvirtual.com/#ixzz17ZqC4CE5
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial Share Alike
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Muito bom, o desenho fala tudo, a liberdade incomoda muita gente.
sábado, 27 de novembro de 2010
O Crime e o Estado....
quarta-feira, 21 de abril de 2010
Igreja Romana Pula Fora do PT?
Os setores católicos romanos progressistas acusam, com razão, o PT de não ter sido o parceiro que se esperava na construção de um país mais soberano, mais democrático e mais justo. Quando Lula troca Frei Beto por Crivella como conselheiro religioso, algo tinha mudado profundamente, e não tinha sido do lado da Igreja...
Todos nós, protestantes, além das discordâncias teológicas, apontamos o dedo para a Igreja Romana em episódios como as Cruzadas, a Inquisição, e a defesas do Absolutismo, e fomos discriminados e perseguidos no Brasil durante a vigência do regime do Padroado e da Religião Oficial com a Constituição Imperial de 1824. Mas, não podemos negar a contribuição do pensamento social pontifício, com encíclicas como Non Abbiamo Bisogno (1931) contra o Fascismo, Mit Brennender Sorge (1937) contra o Nazismo, Divino Redemptoris (1937) contra a Comunismo, ou com a condenação às injustiças sociais com as encíclicas Rerum Novarum (1891), Quadragésimo Anno (1931), ou Mater et Magistra (1961) e Populorum Progressio (1966).
A CNBB saudou o golpe de 1964, mas, posteriormente, se tornou um dos pilares de resistência e de defesa da redemocratização. A Teologia da Libertação forneceu quadros dirigentes ao PT, a CUT ou ao MST, por ter despertado a visão social, sem o equilíbrio de uma espiritualidade que incluísse a transcendência, a doutrina e a ética individual. Na formação do Partido dos Trabalhadores, ao lado do novo sindicalismo da intelectualidade socialista não-dogmática, setores da Igreja Romana desempenharam importante papel de formulação e de mobilização.
Acontece que o tal “governo do PT” foi como a viúva Porcina “aquela que foi sem nunca ter sido”. Foi um governo de Lula como titular, com uma ampla e eclética “base aliada”, onde o PT foi apenas um ator, e coadjuvante, tendo sido forçado a abandonar o ideário construído por suas bases por 20 anos, sendo-lhe imposto “de goela a baixo” a chamada “Carta ao Povo Brasileiro”, que é uma ruptura formal com esse ideário (que tinha no horizonte a construção de um socialismo democrático peculiar) e uma transformação em um mero “partido reformista” da ordem vigente, com todos os preços e acordos.
Intelectuais e religiosos progressistas, não só católicos romanos, vêm pulando fora desse barco há muito tempo. O pior é que, com a cooptação dos movimentos sociais, há um silêncio em termos de massa crítica e de oposição, menos aquela dos conservadores capitalista subalternos mais empedernidos, capitaneado pela paulisteia perfumada, enfim, a do retrocesso. Os setores mais à esquerda do PT estão divididos e desqualificados ou ignorados pela imprensa-empresa, e a irmã Marina Silva, com toda a sua biografia, ética e ecologia, não conseguiu ainda romper o cordão umbilical afetivo com o PT atual (que não é o que ela no passado militou), e sinalizar uma ruptura, uma mudança de rumos mais profundos em busca de um Projeto Nacional, que resgate o sonho de justiça social dos religiosos, sejam católicos romanos, sejam os de outras religiões, inclusive de nós evangélicos.
Mas, o período eleitoral está apenas começando, tem a Copa do Mundo no meio, e as nossas orações de vez em quando. Vamos em frente!
Dom Robinson Cavalcanti, ose
Bispo Diocesano
http://www.dar.org.br/bispo/50-artigos/1048--igreja-romana-pula-fora-do-pt.html
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Obs. Pessoal: Onde estão os movimentos sérios evangélicos com relação a política ? Hoje infelizmente muitas igrejas evangélicas servem de curral eleitoral ao invés de servirem profeticamente a sociedade.
sábado, 16 de janeiro de 2010
A verdade não é tão simples......

Aqueles que tem uma visão simplista do mundo e uma visão limitada da história, ou simplismente desconhecimento total da mesma, ficam satisfeitos com estas respostas.... Mas a verdade não é tão simples assim....
Com relação à uma avaliação "teológica" do ocorrido continuo com meu silêncio.
Segue abaixo o texto do site haiti.org.br, para ampliarmos um pouco o real motivo da ampliação da desgraça ocorrida no Haiti.
O que você não está ouvindo sobre o Haiti, mas deveria estar.
Nas horas seguintes ao terremoto que devastou o Haiti, CNN, New York Times e outras importantes agências de notícias adotaram a mesma interpretação para a grave destruição: o terremoto de 7 graus foi tão devastador porque atingiu uma zona urbana extremamente povoada e pobre. Casas “construídas umas em cima de outras” e feitas pelo próprio povo pobre fizeram da cidade um local frágil. Os muitos anos de subdesenvolvimento e caos político do país fizeram com que o governo haitiano estivesse mal preparado para responder a um desastre desse tipo.
É verdade. Mas essa não é toda a história. O que falta é uma explicação do motivo de existirem tantos haitianos vivendo dentro e nos arredores de Porto Príncipe e de tantos deles serem forçados a sobreviver com tão pouco. Na verdade, até quando uma explicação é dada, muitas vezes é escandalosamente falsa, como o depoimento de um ex-diplomata norte-americano à CNN dizendo que a superpopulação de Porto Príncipe estava prevista pelo fato de que haitianos, como a maioria no Terceiro Mundo, não sabem nada sobre controle de natalidade.
Pode assustar os norte-americanos, famintos por notícias, saber que essas condições que a mídia atribui corretamente ao aumento do impacto deste tremendo desastre foi em grande parte produto da política de Washington e seu modelo de desenvolvimento.
De 1957 a 1971, os haitianos viviam sob à sombra escura de “Papa Doc” Duvalier, um ditador cruel que tinha apoio dos EUA porque era visto pelos norte-americanos como um anti-comunista confiável. Depois de sua morte, o filho de Duvalier, Jean-Claude “Baby Doc”, tornou-se presidente vitalício aos 19 anos de idade e governou o Haiti até que finalmente foi derrubado em 1986. Foi nas décadas de 1970 e 1980 que Baby Doc, o governo dos EUA e a comunidade empresarial trabalharam juntos para colocar o Haiti e a capital do país nos trilhos.
Depois da posse de Baby Doc, planejadores norte-americanos dentro e fora do governo iniciaram seus planos de transformar o Haiti na “Taiwan do Caribe”. Este pequeno e pobre país situado convenientemente perto dos EUA foi instruído a abandonar o passado agrícola e a desenvolver um forte setor industrial de exportação orientada. Ao presidente e seus aliados, foi dito que este era o caminho para a modernização e o desenvolvimento econômico.
Planos da Usaid
Do ponto de vista do Banco Mundial e da Agência para Desenvolvimento Internacional dos EUA (Usaid), o Haiti era um candidato perfeito para uma reforma neoliberal. A pobreza enraizada do povo haitiano poderia ser usada para forçá-lo a trabalhar por baixos salários costurando bolas de beisebol e montando outros produtos.
Mas a Usaid também tinha planos para a zona rural. Não eram somente as cidades que se tornariam bases de exportação, mas também o campo, com a agricultura haitiana reformulada com as linhas de exportação orientada e produção baseada no mercado. Para realizar isso, a Usaid, ao lado de industriais urbanos e grandes proprietários, trabalhou para criar instalações de agroprocessamento, mesmo enquanto eles aumentavam a prática de dumping para produtos agrícolas excedentes dos Estados Unidos ao povo haitiano.
Essa “ajuda” dos norte-americanos, juntamente com mudanças estruturais no campo de maneira previsível, forçaram os camponeses haitianos que não poderiam sobreviver ali a migrar para as cidades, especialmente para Porto Príncipe, onde os novos trabalhos na indústria supostamente estariam. No entanto, quando eles chegaram lá, não encontraram emprego suficiente para todos na indústria. A cidade ficou cada vez mais lotada. As favelas se expandiram. E para satisfazer a necessidade de habitação de camponeses desalojados, casas foram sendo erguidas rapidamente e a um preço mais baixo, algumas vezes “umas em cima das outras”.
Muito tempo atrás, porém, planejadores norte-americanos e elites haitianas decidiram que talvez seu modelo de desenvolvimento não funcionaria tão bem no Haiti, e o abandonaram. No entanto, as consequências dessas mudanças lideradas pelos norte-americanos continuam.
Na tarde e noite de 12 de janeiro de 2010, quando o Haiti vivenciou o terrível terremoto, depois do abalo não havia dúvidas que a destruição foi profundamente agravada pela real superpopulação e pobreza de Porto Príncipe e arredores. Mas os norte-americanos chocados podem fazer mais que balançar a cabeça e, com piedade, fazer uma doação. Eles podem confrontar a responsabilidade do seu próprio país pelas condições de Porto Príncipe que aumentaram o impacto do terremoto, e admitir o papel dos EUA de impedir o Haiti de alcançar um desenvolvimento significativo.
Aceitar a história incompleta do Haiti oferecida pela CNN e pelo The New York Times é culpar os haitianos por terem sido vítimas de um esquema que não foi criado por eles. Como John Milton escreveu, “eles, que tiraram os olhos das pessoas, são aqueles que as reprovam por sua cegueira”.
Carl Lindskoog é ativista da cidade de Nova York e historiador doutorando da City University of New York. Artigo originalmente publicado no site Common Dreams.
sábado, 19 de dezembro de 2009
O assunto Deus....
O "assunto Deus" é complicado. Em jantares inteligentes, é mais fácil você confessar que faz sexo com dobermans, prova de que seu gosto ultrapassou formas sexuais conservadoras. Mas, se falar sobre Deus, há risco grave de que não te convidem mais. E aí nunca mais aquela cozinha vietnamita. Melhor se dizer um budista light.
Mas a mania que muito religioso tem de achar que tudo na vida se deve a Deus (ou similares) é um saco! Isso fala mais de sua preguiça e medo do que de Deus.
Entendo o bode dos ateus com essa gente. Para mim, essa conversa é semelhante ao papo de que você tem câncer porque não resolveu adequadamente seus conteúdos emocionais. Ora bolas, isso quer dizer que, se todo mundo um dia for feliz, ninguém vai ter câncer? Ou que, pior, além de ter câncer, você é um babaca responsável pelo câncer porque não fez terapia? Conheço gente que se diz ateia (e com isso se acha mais inteligente, como de costume) e acredita nessa baboseira de que o amor cura câncer.
Mas, desculpe-me, ateísmo é coisa banal. Quando eu tinha oito anos era ateu. O ateísmo é óbvio (por isso comecei a desconfiar dele), diante do lamentável estado da vida: somos uma raça abandonada (Horkheimer). Ateísmo não choca mais ninguém (pelo menos quem já leu uns três livros sérios na vida), porque ateus já são vendidos às dúzias em liquidações. E mais: ser ou não ateu não diz nada acerca de como a pessoa se comporta com os outros (ao contrário do que muitos ateus e não ateus pensam). Existem canalhas de ambos os lados do muro.
Deus, como se diz em filosofia, "é uma variável sem controle epistemológico", isto é, não se testa Deus em um laboratório.
Mas, antes, uma pequena heresia.
Mais chocante hoje é alguém confessar que não crê no aquecimento global, pelo menos na versão que aconteceu nesse espetacular concílio bizantino em Copenhague, reunindo toda a gente legal do mundo.
Confesso minha fraqueza: sou um herege, não acredito que meu pequeno carro aqueça o planeta, mas já estou pagando mais imposto por isso e tenho certeza de que outros virão. Acho essa história uma mistura de ego inflado (disputamos com o Sol para ver quem aquece mais?) e tédio (que tal salvar o planeta? A vida está tão chata na Dinamarca!). Meu cachorro anda triste? Deve ser o aquecimento global.
Sei que dizem que é fato científico, mas, para mim, que sou um medieval, só acredito na ciência quando vem no formato de resultados de exames do Fleury ou do Delboni, e não quando tem a ONU no meio e gente ganhando milhares de euros salvando o planeta.
Para mim, Copenhague foi aquele tipo de concílio onde se discutia se a roupa de Jesus era dele ou não. Temperamentos autoritários gozaram de tesão em Copenhague.
E o ateísmo? A constatação de que o mundo é péssimo e, por isso, Deus não deve existir é razoável. A primeira vez que isso me ocorreu foi quando descobri que existiam colegas mais felizes do que eu na escola, e aí eu julguei o mundo injusto. Se Deus, como todo mundo me dizia, era bom, por que eu não era o cara mais forte do mundo? Decidi que Deus não existia. Ou não era bom. O ateísmo é uma conclusão óbvia, não há nenhuma grande inteligência nisso. Qualquer golfinho consegue ser ateu.
Anos mais tarde, fosse eu uma dessas pessoas legais que creem no marketing do bem, concluiria que o mais justo seria que todos fossem igualmente felizes, e aí Deus teria sido democrático. Graças a Deus nunca passei pelo ridículo de pensar assim. Quanto a Deus ser mau, concluí que melhor seria mesmo considerar o universo indiferente e cego e mecanicamente cruel. Naquele dia, tornei-me um trágico (antes de ler Nietzsche ou Darwin).
Poucos ateus não são descendentes de uma criança infeliz e revoltada (e, veja, 110% das crianças, esses pequenos lindos monstros malvados, são infelizes porque sempre existem crianças mais felizes do que você).
A prova disso é que ateus gostam de falar mal da igreja (nunca superaram aquela freira azeda), de Deus (esse malvado que não me fez mais forte), ou do pai judeu (que me obrigou a só namorar judias).
Ou acham que, se formos todos ateus, o mundo será melhor. Se você é assim e tem orgulho de ser ateu, você é um rancoroso.
Quando se deixa de acreditar em Deus, passa-se a acreditar em qualquer besteira (Chesterton): na Natureza, na História, na Ciência, na Dinamarca, em Si Mesmo. Essa última crença, eu acho, é a pior de todas. Coisa de gente cafona.
http://www1.folha.uol.com.br/fsp/ilustrad/fq1412200921.htm
domingo, 13 de dezembro de 2009
O Custo da Vida....

Está sendo discutido em Copenhague a conferência sobre mudança climática, a COP15, que talvez seja a ultima e derradeira chance que a humanidade tem de, pelo menos minimizar os efeitos do aquecimento global e da degradação ambiental.
Mas há um preço para isso... como a vida, o planeta teve que pagar um preço para proporcionar o crescimento, e o consumismo de uma pequena parcela da humanidade, agora temos que pagar para a manutenção da vida. Mas ao que parece das ultimas reuniões e pelas sugestões que vazaram para a imprensa os países ricos não estão tão dispostos assim a pagar esta conta, pelo menos não a grande parte dela. O risco de sairmos desta conferência sem metas e estratégias globais para o futuro é grande e desastroso, se ocorrer.
Há vários custos envolvendo as soluções apresentadas e as medidas que devem ser tomadas, a criação de um fundo para socorrer e minimizar os países mas atingidos pela mudança do clima, a redução da emissão de CO2 que significa diminuição do crescimento, pelo menos num primeiro momento, a pesquisa para geração de energias alternativas, tecnologias para combater o efeito estufa, redução do crescimento populacional, e este último ficou meio esquecido, mas faz-se necessário responder a pergunta : como dar manutenção de vida para uma população acima de 9 bilhões de pessoas em 2050?
Claro que medidas pessoais são extremamente necessárias, inclusive fui corretamente questionado por um colega do curso de especialização, quando estava tomando café em um copo descartável, e ele com sua xícara, mas sem um esforço das autoridades governamentais para a regulação não daremos chance nenhuma para as futuras gerações...Quem está disposto a pagar este preço?
domingo, 20 de setembro de 2009
Declaração de Jimmy Carter.
"Todo mundo
tem o direito a todos os direitos e as liberdades proclamados na presente Declaração, sem distinção de qualquer espécie, seja de raça, cor, sexo, língua, religião, opinião política ou outra, origem nacional ou social, riqueza, nascimento ou qualquer outra situação ... " (Article 2, Universal Declaration of Human Rights ) (Artigo 2 º, Declaração Universal dos Direitos Humanos)"Não há judeu nem grego, não há escravo nem livre, não há homem nem mulher: porque todos vós sois um em Cristo Jesus." (Gálatas 3:28)
Tenho sido um cristão praticante toda a minha vida e um diácono e professor de Bíblia por muitos anos. Minha fé é uma fonte de força e conforto para mim, assim como as crenças religiosas são a centenas de milhões de pessoas em todo o mundo.
Então, minha decisão de cortar meus laços com a Convenção Batista do Sul, depois de seis décadas, foi dolorosa e difícil. Foi, no entanto, uma decisão inevitável quando os líderes da Convenção anunciaram, citando alguns versículos da Bíblia cuidadosamente selecionada e afirmando que Eva foi criada segundo a Adão e foi responsável pelo pecado original, ordenou que as mulheres devem ser "subserviente" de seus maridos e proibidos de servir como diáconos, pastoras ou capelãs no serviço militar. Isso entrou em conflito com a minha convicção - confirmado nas escrituras sagradas - que somos todos iguais aos olhos de Deus.
Essa visão de que as mulheres estão de alguma forma inferior ao dos homens não está restrito a uma religião ou crença. É generalizado. As mulheres estão impedidas de desempenhar um papel pleno e igual em muitas fés.
Tragicamente, está influência não para nas paredes da igreja, mesquita, sinagoga ou templo.
Tragicamente, sua influência não pára nas paredes das igrejas, mesquitas, sinagogas ou templos. Esta discriminação, atribuída a uma Autoridade Suprema injustificadamente, proveu uma razão ou desculpa para a depravação dos direitos igualitários das mulheres ao redor do mundo por séculos. As interpretações masculinas de textos religiosos e a forma com que elas interagem e reforçam práticas tradicionais justificam alguns dos exemplos mais patentes, persistentes, flagrantes e danosos de abusos de direitos humanos.
Na sua forma mais repugnante, a crença de que as mulheres devem ser subjugado aos desejos dos homens são usadas como desculpas para a escravidão, a violência, a prostituição forçada, mutilação genital e leis nacionais que omitem o estupro como um crime.
Mas também ao custo de muitos milhões de meninas e mulheres de controlarem sobre seus próprios corpos e vidas, e continuando a negar-lhes o acesso equitativo à educação, saúde, emprego e influência dentro de suas próprias comunidades.
O impacto dessas crenças religiosas toca todos aspectos de nossas vidas. Elas ajudam a explicar porque em vários países meninos são educados antes de meninas; porque dizem às meninas quando e com quem elas devem casar; e porque muitas se deparam diante de riscos enormes e inaceitáveis na gravidez e parto porque suas necessidades básicas de saúde não são supridas.
Em algumas nações islâmicas, as mulheres são limitados em seus movimentos, punidos por permitir a exposição de um braço ou tornozelo, privados de educação, proibidas de dirigir um carro ou competir com os homens por um trabalho. Se uma mulher é estuprada, ela é muitas vezes mais severamente punida como a culpada pelo crime.
O mesmo pensamento discriminatório está por trás da constante distância entre gêneros em salários e do motivo pelo qual ainda há tão poucas mulheres políticas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos. Esse preconceito está profundamente enraizado nas nossas histórias, mas seu impacto é sentido todos os dias. Não são somente mulheres e meninas que sofrem. Ele danifica todos nós. A evidência mostra que investir em mulheres e meninas produz benefícios substanciais para todos na sociedade. Uma mulher educadas tem crianças mais saudáveis. Há mais chance de ela mandá-los para a escola. Ela ganha mais e investe o que ganha na sua família. É simplesmente auto-destrutivo para toda a comunidade no sentido de discriminar metade de sua população. Temos de desafiar estas auto-serviço e fora do prazo de validade atitudes e práticas - como estamos vendo no Irão, onde as mulheres estão na vanguarda da luta pela democracia e liberdade.
Entendo, porém, por que muitos líderes políticos podem estar relutantes em entrar no este campo minado. Área de religião e tradição, são poderosas e sensíveis ao desafio.
Mas os meus companheiros presbíteros e eu, que vêm de muitos credos e origens, não precisam mais se preocupar em ganhar votos ou evitar polêmica - e estamos profundamente empenhados em enfrentar a injustiça onde quer que nós vê-lo.
Os Anciãos decidiram chamar a atenção para a responsabilidade dos líderes religiosos para garantir a igualdade e direitos humanos. Recentemente publicamosuma declaração afirmando que : "A justificação da discriminação contra mulheres e meninas em razão da religião ou da tradição, como se fosse prescrito por uma instância superior, é inaceitável".
Estamos convidando todos os líderes para desafiar e mudar os ensinamentos e práticas prejudiciais, não importa quão arraigados, que justificam a discriminação contra as mulheres. Pedimos, em particular, que os líderes de todas as religiões tenham a coragem de reconhecer e sublinhar as mensagens positivas da dignidade e da igualdade que todas as partes do mundo.
Apesar de não ter formação em religião ou teologia, eu entendo que versos são cuidadosamente selecionados nas Sagradas Escrituras para justificar a superioridade dos homens, se devem mais ao tempo e lugar - e da determinação dos líderes do sexo masculino para sustentar a sua influência - do que as verdades eternas. Similar trechos bíblicos pode ser encontradas para apoiar a aprovação da escravidão e da aquiescência tímida aos governantes opressivos.
Ao mesmo tempo, também estou familiarizado com descrições vívidas nas escrituras em que as mulheres são reverenciados como eminentes líderes. Durante o início da igreja cristã, as mulheres serviram como diáconos, sacerdotes, bispos, apóstolos, mestres e profetas. Foi durante o quarto século que os líderes cristãos, todos os homens, torceram e distorceram as Sagradas Escrituras para perpetuar suas posições em ascensão dentro da hierarquia religiosa.
Eu sei, também, que Billy Graham, um dos mais amplamente respeitado e reverenciado cristãos afirmou que durante toda a sua vida, não entendeu por que as mulheres foram impedidas de ser sacerdotes e pregadores. Ele disse: "Mulheres pregar em todo o mundo. Isso não me incomoda de meu estudo das escrituras".
A verdade é que os líderes religiosos do sexo masculino tiveram - e ainda têm - uma opção para interpretar os ensinamentos sagrados tanto para exaltar ou subjugar as mulheres. Eles têm, para seus próprios fins egoístas, esmagadoramente escolhido este último.
Sua escolha contínua a fornecer a base ou justificativa para grande parte da perseguição generalizada e abuso de mulheres em todo o mundo. Isto está em clara violação não só da Declaração Universal dos Direitos Humanos, mas também os ensinamentos de Jesus Cristo, o Apóstolo Paulo, Moisés e os profetas, Muhammad, e os fundadores de outras grandes religiões - todos eles chamaram para o tratamento adequado e eqüitativo de todos os filhos de Deus.. É tempo que nós tivemos a coragem de desafiar esses pontos de vista.
• Jimmy Carter. Jimmy Carter foi presidente entre 1977-81. Os anciões são um grupo independente de eminentes líderes mundiais, reunidos por Nelson Mandela, que oferecem a sua influência e experiência para apoiar a construção da paz, para abordar as principais causas de sofrimento humano e promover os interesses comuns da humanidade.
Fonte : Guardian
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
Dia a Dia em Gaza
http://gazatoday.blogspot.com/
Via Pavablog
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Numeros
Para cada soldado morto, dez outras pessoas seriam executadas... civis ou soldados.
Podemos ver que lições são facilmente aprendidas... Segundo matéria bem esclarecedora do site da BBC Brasil :
"A disparidade dos números da guerra na Faixa de Gaza é gritante - os palestinos dizem que mais de 500 moradores de Gaza morreram em oito dias, em comparação a 18 israelenses vitimados por ataques de foguetes desde 2001. "
Ou seja para cada israelense vitimado quase 28 palestinos morreram... e este numero não vai ficar neste patamar...
Não me posiciono em nenhum lado nesta guerra estúpida ( assim como toda guerra) tanto os fundamentalistas judeus como os extremistas islâmicos são os grandes responsáveis por toda essa desgraça que está acontecendo. Mas assim como a matéria do site da BBC questiono a desproporção de forças utilizada para retaliação.
Fico completamente indignado quando vejo uma força bélica desproporcional sendo utilizada contra populações indefesas... Fiquei indignado com a raça humana quando assisti a cena do filme A lista de Schindler , quando os alemães invadem o gueto de Varsóvia para dar o inicio a "solução final" e massacram pessoas completamente indefesas, homens, mulheres, velhos e crianças... e fico tambem indignado com a raça humana quando vejo cenas como estas....
Para ler a reportagem completa no site da BBC click AQUI.
sábado, 3 de janeiro de 2009
A ONU e a Palestina
Tudo o que vem acontecendo em Israel e em Gaza, ou melhor na Palestina como um todo é fruto de uma decisão tomada pelas Nações Unidas.
"No dia 29 de novembro de 1947, a Assembéia Geral das Nações Unidas aprovou a resolução do estabelecimento de um Estado Judeu em Eretz-Israel; a Assembéia Geral requereu aos habitantes de Eretz-Israel tomarem as medidas necessárias para a implementação desta resolução. Este reconhecimento das Nações Unidas pelo direito de o povo judeu estabelecer o seu Estado é irrevogável." (veja texto completo da Declaração de Independência do Estado de Israel em http://www.fierj.org.br/artigos/declaracao_independencia_israel.htm)
Após o final da 2ª guerra mundial ficou claro que os judeus necessitavam de uma nação onde pudessem se estabelecer e defender-se, não poderia acontecer novamente o que a Alemanha nazista havia feito, e esta decisão tomada pelas nações unidas, estava completamente correta, porém o que é valido para Israel deve ser válido para todo o povo, que pela sua constituição e característica é uma nação.
O grande problema, porém é que ao se criar uma nação em um local que havia mais de um povo vivendo em conjunto, criou-se outro grande problema. Quem já leu alguma coisa sobre o inicio da criação do estado de Israel sabe que esta guerra começou em 29/11/47, sugiro para quem quiser saber mais sobre esta questão leia o livro Ò Jerusalém de Dominique Lapierre e Larry Collins.
Quando as Nações Unidas criaram o estado de Israel, tiraram uma pedra do sapato, mas na verdade colocaram outra, porém essa pedra não está tão fácil assim de tirar, ou será que a ONU vai decretar a criação de um estado Palestino??
Como criar a paz em território com mais de 61 anos de guerra??? Alguém tem idéia???
domingo, 28 de dezembro de 2008
Mais um detalhe na história....
Mas essa lógica cruel, fria e estatística não é, e nunca será uma lógica cristã. Apesar da banalidade da vida, apesar de estarmos acostumados cada vez mais com a crueldade e de estarmos ficando a cada dia mais imunes à compaixão, devemos entender que para Deus cada vida é única e o sofrimento de uma pessoa deveria ser o sofrimento de toda a humanidade.
O fato é que como cristãos estamos ficando cada vez mais longe destes ideais.... Estas tragédias não significam nada, o pior podemos ainda defender (assim como foi feito na guerra contra o Iraque) e justificar estes atos de selvageria como sendo de direito divino, afinal a terra prometida ao povo de Israel deve ser conquistada e Deus está ao seu lado... Esta teologia torta, arcaica e ultrapassada infelizmente continua sendo a bandeira de muitos evangélicos, mas nunca será a de Cristãos.
sábado, 27 de dezembro de 2008
Nota do Governo Brasileiro sobre o ataque de Israel à faixa de Gaza.
"O Governo brasileiro acompanhou com apreensão a intensificação do lançamento de foguetes por milicianos do Hamas contra o sul de Israel e recebeu com grande preocupação a notícia do ataque aéreo israelense à faixa de Gaza na manhã deste sábado, que vitimou mais de 150 pessoas e causou ferimentos em outras 300.
A escalada da violência na região após o fim do cessar-fogo entre Israel e Hamas atinge especialmente a população civil e prejudica os esforços em favor de uma solução negociada e pacífica para o conflito israelo-palestino.
O Brasil deplora a reação desproporcional israelense, bem como o lançamento de foguetes contra o sul de Israel.
O Governo brasileiro conclama as partes a se absterem de novos atos de violência e estende sua solidariedade aos familiares das vítimas dos bombardeios desta manhã.
O Governo brasileiro reitera seu entendimento de que apenas a moderação e o diálogo construtivo poderão conferir ao processo de paz o impulso necessário para que avanços efetivos sejam alcançados, nos moldes do pactuado na Conferência de Annapolis."
Ver nota no site do Ministério das Relações Exteriores
