quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O Meu Pastor é Deus.



O meu pastor é Deus - Que em 2009 possamos lembrar a cada dia as palavras deste salmo maravilhoso

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domingo, 28 de dezembro de 2008

Mais um detalhe na história....

O ataque de Israel aos palestinos na faixa de Gaza daqui a pouco tempo vai ser apenas mais um detalhe na história da humanidade....Assim como as mortes em Darfur, assim como em Ruanda... assim como tantos outros acontecimentos... Dizem que a grande quantidade de seres humanos que habitam hoje este nosso planeta barateiam a vida...em bilhões de pessoas o que siguenificam 100, 200, 1000 ou 100.000 mortes?? Quando a humanidade se restringia em alguns milhões de pessoas cada vida era muito mais preciosa.

Mas essa lógica cruel, fria e estatística não é, e nunca será uma lógica cristã. Apesar da banalidade da vida, apesar de estarmos acostumados cada vez mais com a crueldade e de estarmos ficando a cada dia mais imunes à compaixão, devemos entender que para Deus cada vida é única e o sofrimento de uma pessoa deveria ser o sofrimento de toda a humanidade.

O fato é que como cristãos estamos ficando cada vez mais longe destes ideais.... Estas tragédias não significam nada, o pior podemos ainda defender (assim como foi feito na guerra contra o Iraque) e justificar estes atos de selvageria como sendo de direito divino, afinal a terra prometida ao povo de Israel deve ser conquistada e Deus está ao seu lado... Esta teologia torta, arcaica e ultrapassada infelizmente continua sendo a bandeira de muitos evangélicos, mas nunca será a de Cristãos.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Nota do Governo Brasileiro sobre o ataque de Israel à faixa de Gaza.

"O Governo brasileiro acompanhou com apreensão a intensificação do lançamento de foguetes por milicianos do Hamas contra o sul de Israel e recebeu com grande preocupação a notícia do ataque aéreo israelense à faixa de Gaza na manhã deste sábado, que vitimou mais de 150 pessoas e causou ferimentos em outras 300.

A escalada da violência na região após o fim do cessar-fogo entre Israel e Hamas atinge especialmente a população civil e prejudica os esforços em favor de uma solução negociada e pacífica para o conflito israelo-palestino.

O Brasil deplora a reação desproporcional israelense, bem como o lançamento de foguetes contra o sul de Israel.

O Governo brasileiro conclama as partes a se absterem de novos atos de violência e estende sua solidariedade aos familiares das vítimas dos bombardeios desta manhã.

O Governo brasileiro reitera seu entendimento de que apenas a moderação e o diálogo construtivo poderão conferir ao processo de paz o impulso necessário para que avanços efetivos sejam alcançados, nos moldes do pactuado na Conferência de Annapolis."

Ver nota no site do Ministério das Relações Exteriores


Ataque de Israel a Gaza.

Deveria a terra tão rica em tradições religiosas passar por tamanha violência? Ou isso também é parte desta mesma tradição religiosa?
Somente podemos olhar estas cenas com muito pesar no coração... e dizer Deus, não entendemos.... e talvez Deus olhe para nós e diga : Nem Eu.

Veja mais detalhes no Estadão.

Brasileirinho - com Toquinho e Luciana Rabello




Brasileirinho - com Toquinho e Luciana Rabello

Boa música é boa música.... a interpretação de Luciana Rabello é fantástica.

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quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

É Natal

Chegou o tempo de comemorar o Natal, época de festa e confraternização, mas também deve ser época de reflexão. Resgato abaixo dois textos de natais passados, para que possamos meditar um pouco mais sobre essa época.

Natal esperança e redenção

Comemorar o Natal

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Darfur é nada.....

Nesta semana a reportagem de capa da revista VEJA é sobre o genocídio que está acontecendo em Darfur. A repostagem é fantástica e nos coloca um pouco mais próximos da realidade deste país literalmente abandonado.

Depois de ler a reportagem, percebi o quanto estava alienado com relação ao que estava acontecendo, não que fosse totalmente desconhecido, sabia que havia um confronto, que o numero de mortos era muito grande, mas sinceramente isso nunca havia me tocado. É difícil admitir isso, mas era assim que eu via estas informações, com indiferença, mas quando lí a reportagem e busquei um pouco mais de informações na internet não pude deixar de sentir compaixão por aquele povo, por aquele país que está se destruindo.

Mas o que mais chocou-me foi não só a minha indiferença, mas a indiferença do mundo para com Dafur, os grandes governos não tem a menor preocupação com aquilo que está se desenrolando a muito tempo, com as mortes a destruição com o genocidio, com o desrespeito aos mais básicos direitos humanos. Bem, ai eu me dei conta que Darfur não ocupa nenhuma manchete nos telejornais, nem em jornais, apenas agora com a reportagem da revista veja é que o tema volta a tona, mas irá desaparecer na próxima senama.... e as pessoas continuaram morrendo em Darfur, subnutridas, executadas, abandonadas.

Nos ultimos meses vemos que bilhões, trilhões de dolares desapareceram, sumira e a mesma medida está sendo gasta para salvar algumas empresas e o padrão irresponsável de consumismo do povo norte-amenricano e porque não dizer, agora tambem para o povo sul-americano. Trilhões de dolares foram queimados na querra do Iraque, em que o resultado foi somente a desestabilização e destruição de um pais, e tudo isso para quê?? Pelo petróleo, pelo dinheiro e pelo poder, e tudo acabou em nada. A crise financeira destruiu todo um castelo de ideologias e de pregação do evangelho neo-liberal. Os noticiarios anunciam quase o final dos tempos com a grande crise financeira, empresas falidas, desemprego, bolsa em queda, mas nenhuma palavra sobre Darfur...

Darfur é nada. Darfur não significa  nada. Um pequeno pais, pobre, subdesnvolvido,  com "problemas internos" para serem resolvidos como já disse um  presidente americano... Dafur não é uma potencia financeira, militar nem possui um arsenal atômico... Darfur é nada.

Se Adolf Hitler não tivesse ameaçado outros paises com sua supremacia militar, será que alguma nação iria se preocupar com o destino dos Judeus?

A força de paz da ONU colocada em Darfur é completamente inutil e não chega a metade do necessário, enquanto que milhares de soldados, veiculos militares, aviões e navios estão no Iraque. Darfur é nada.

Isso faz pensar o quanto hipócrita somos nós, seres humanos... No mesmo dia que li a reportagem sobre Darfur, assisti em um telejornal (veja que nenhuma palavra sobre Darfur...) uma matéria sobre os "presentinhos" de natal que muitos cachorros , sim cachorro, aquele animalzinho de quatro patas, não certo gênero da raça humana...., estaria recebendo. Uma familia preparou uma cesta de natal para o seu dog... várias guloseimas e docinhos... outra gastou uma fortuna ( mais de dois mil reais) comprando mimos, como uma jaqueta de R$ 400,00 e uma cama (estilo princesinha) de R$ 1.800,00.... amo cachorros, não tenho nada contra eles...mas como ficar sossegado com esses absurdos?? como ficar tranquilo quando a noite  sentado em meu confortavel sofá, assistindo um filme na minha TV de 29', tomando um refrescante sorverte, naquele mesmo instante muitos adultos e crianças dormem no chão sem nada para comer em Darfur? Como ser cristão e achar que tudo isso está certo???

Algo de muito errado está acontecendo com a humanidade.... Mas não deve ser porque Darfur não é nada.....

Para saber mais sobre Darfur leia :

Revista Veja Ed. 2092 anao 41 - nr 51 de 24/12/2008

http://www.savedarfur.org/content

http://www.pordarfur.org/





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segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Do Arquivo - Cristianismos....


Muitas vezes penso que o cristianismo como é elaborado hoje oferece mais dificuldades do que

soluções.

Não oferecemos alternativas ou seguer sugestões para os grandes temas que afetam a humanidade, pouco falamos sobre a fome, exploração, descuido com a natureza, pobreza, política, etc,etc, etc...

Muitos irão alegar : "Mas o que podemos fazer ? somos apenas Igrejas...."
Eu diria, como ainda não fizemos nada sendo Igreja??

Não consigo ver a Igreja de Cristo, como uma entidade "parada", sem ação, olhando a sociedade trilhar seu caminho para a desgraça. Jesus sempre agia, seu exemplo é de ação, de ir ao encontro, de identificação com os problemas e com as pessoas. Assim também acontecia no AT,
quando os profetas, tomados de divina ira, levantavam-se com uma mensagem vinda do Senhor, geralmente uma acusação contra os poderosos e governantes que deveriam conduzir o povo com diligência e justiça, contra o povo que com suas atitudes afastavam-se do correto caminho.

Desta forma na Bíblia sempre vejo uma dualidade de preocupação, o espiritual e o material, nunca um em deprimento do outro, o judeu do AT não tinha esse dualismo de origem grega, que separa o físico do espiritual.

Hoje no entanto, elaboramos uma nova teologia, uma teologia do Deus para mim, criamos um Deus que existe somente para atender os meus desejos materiais, um deus do Hoje, o EU SOU, no sentido de infinito, de futuro, deixa de ser relevante, o mais importante agora é o DEUS É.

O que interessa agora é o Deus qeu eu faço mover com a minha fé, o Deus que dá um
jeitinho... o que importa é o Deus que apesar de eu não estudar "faz com que eu
passe na prova..."

Mas esse deus materialista pode ser facilmente esquecido, basta o progresso econômico atingir as pessoas, basta melhorar as condições de vida e assim teremos cada vez menos necessidade deste deus....

Mas apesar e talvez porcausa disto teremos cada vez mais sede de DEUS, mas talvez por não
termos feito nada e por não agirmos, por não nos importarmos, talvez acabe sendo
tarde de mais....

Hoje creio que a grande ênfase que as igrejas estão dando para os milagres e curas estão diminuindo a verdadeira mensagem do Evangelho. Não necessito mas de Cristo por causa da minha existência humana vazia, afastado de Deus.... Não necessito verdadeiramente de conversão por causa dos meus pecados.... Agora no evangelho pós-moderno necessito de Jesus por causa de seus milagres... Necessito de cura de alguma enfermidade, necessito de um emprego, necessito de mais dinheiro, e as "igrejas" estão vendendo este "Jesus" esse "Deus"... A pouco dias assiti um "culto" pela tv em que um dos "milagres" dados como testemunho é que "Deus" havia desaparecido com os registros da conta devedora do sujeito no banco, ou seja , esse Deus hacker, sumiu com a dívida do sujeito, esse Deus Robin Hood, que tira dos ricos para dar aos pobres...

Do meu ponto de vista esses "milagres" não mostram a grandeza de Deus, eles diminuem a Deus, criam um deus fantoche, um deus pequeno, não é um Deus pessoal, mas um Deus individual e indivudualista....

O pior é que as "igrejas" estão fatiando esse deus... ao ponto de voltarmos ao conceito de deus reginalista ( do mesmo conceito que tinha os hebreus da antiguidade, que IAHWEH somente operava em terras judaicas....) ao ponto de afirmarem que Deus operava ali naquele local, o "bispo" perguntou se determinada pessoa que já era evangélica de outra denominação tinha sido "abençoada" em outra igreja... como a afirmação foi negativa, veio a frase " tá vendo??? é porque aqui Deus age... aqui Deus opera...". ou seja, na outra não...

É por isso que estou, desde algum tempo, posicionando-me fortemente com relação a estas afirmações, e denominações que se dizem cristãs, não podemos colocar todas as igrejas dentro do mesmo saco... Não é somente citando o nome de Jesus que estas instituições se transformam em verdadeiras igrejas de Cristo.

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sábado, 13 de dezembro de 2008

Um novo desafio...

Estou preparando-me para um novo desafio no ano que virá : Iniciar um mestrado na área de Teologia ou uma especialização (na área de filosofia), ainda não decidi qual dos dois rumos vou tomar, estou me preparando para as provas do mestrado, mas a questão financeira é o maior empecilho para esta opção.... Mas creio que somente a preparação para o mestrado já é um grande aprendizado e desafio.

A outra opção é uma especialização na área de filosofia, mais especificamente em ética ou em bioética... São opções que estou analisando com bastante carinho....

Como estou de férias do trabalho estou dedicando bastante tempo para leituras e estudos, fora a preparação para os testes do mestrado e a elaboração do pré-projeto... Segue abaixo minhas leituras e novos livros que adquiri :

Estou lendo :

Literatura Geral


"A misteriosa Chama da Rainha Loana" de Umberto Eco, muito boa leitura, umberto Eco é de um conhecimento e de uma cultura fora de série.... paguei uma bagatela neste livro.


Teologia

Para o Mestrado:

"Teoria do Método Teológico" - Clodovis Boff, há tempos queria ler esse livro, agora tenho a oportunidade, estou gostando muio, aforma clara e didática de Clodovis faz com que a leitura transcorra sem dificuldades.

"A Pastoral dá o que pensar " - Agenor Brighnti - Ainda não inicado.

"A Teologia do Seculo XX" - Rosino Gibellini -  Ainda não iniciado.

"Introdução a Teologia da Missão" - Paulo Suess - Ainda não iniciado.

" O pentateuco" - Felix Garcia Lópes - Exelente livro de introdução, bem técnico mas muito esclarecedor, principalmente com relação as principais correntes de interpretação do pentateuco.

Continuo com a leitura do O Sagrado e estou iniciando "A Religião nos Limites da Simples Razão" de Kant e "Psicologia e Religião Oriental" de Jung, como já havia relatado.

Em paralelo estou fazendo algumas pesquisas em fenomenologia em Hussel, e Scheler.... tenho como ponto de partida a leitura do volume 6 da História da Filosofia (De Nietzsche à Escola de Frankfurt) de Giovanni Reale e Dario Antiseri, está séria (que tenho apenas 3 volumes ainda, 1,2 e 6) é fantastica, extremamente bem elaborada e fundamental para a introdução a qualquer esquema de filosofia.

Continuo lendo a biografia filosofica de Heidegger, que é muito boa também, Rudiger consegue introduzir o leitor no contexto filosofico da época de Heidegger, o que abre uma gama de conhecimento, não só do filósofo e sua linha de pensamento, mas bem como da historia da filosofia de sua época.

E claro não desisti da TS de Tilich, já fiz muitos comentários sobre essa obra fantástica, e cada página que avanço, considero-a melhor ainda.

Bem, por enquanto é isso.... Nos próximos dias vou estar bem ocupado.... ainda bem que tem as férias....
 


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segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Do arquivo - As crises e os profetas.

Quando olhamos a história de Israel vemos que este povo passou crises tão grandes ou maiores que as vivemos hoje. Em vários momentos da narrativa bíblica podemos constatar toda a sociedade israelita corrompida, desde os altos escalões da administração publica, a começar com o rei, até ao mais simples representante do povo, que ao ver os exemplos da classe dominante assimilava rapidamente os seus conceitos como forma de adaptação e sobrevivência. Mas sempre havia setores da sociedade que não aceitavam tão passivamente esta acomodação a valores antibíblicas que corrompiam a sociedade e afastavam cada vez mais dos planos de Divinos. E quando todos achavam que estavam protegidos pela muralha da indiferença, Deus levantava um profeta para confrontar a sociedade. Muito das exortações destes homens estão gravadas até hoje na Palavra como alerta para o povo. Estes homens imbuídos de uma visão clara e da mensagem de Deus não tinham receio de se levantar e colocar em risco a sua própria vida, sua mensagem era dura e direta.

Hoje vivemos tais crises, o afastamento gradativo e constante dos valores da sociedade dos valores éticos constantes na Palavra de Deus, e parece que todos estão caminhando sem que ninguém os alerte para a proximidade do precipício. Diferente dos tempos bíblicos hoje já não se levantam mais profetas, pelo menos não como os que vemos na Bíblia, grande parte da igreja hoje se acomodou dentro das suas estruturas e estabeleceu seus limites, os profetas do AT não tinham essa limitação alertavam a sociedade sobre todos os seus erros, sejam espirituais ou materiais, falavam da idolatria, falavam da exploração do pobre, falavam da falta de caráter dos seus lideres. Hoje nossas igrejas querem prosperar, querem ser medidas por padrões que imperam na sociedade, já não queremos confrontar os valores do “mundo”, queremos competir com o mundo, queremos nos comparar com o mundo, queremos ser medidos por seus valores, não importa se estão corretos ou não.

Esta igreja é uma igreja morta, vazia, não impera o “não se conformeis”, não é uma igreja profética, até o termo profético ficou desgastado e vazio, apenas palavras de ordem, determinando e exigindo de Deus, o que supostamente seria o direito de seus filhos, a fé foi reduzida à moeda de troca no grande mercado de bênçãos.

Necessitamos urgentemente de líderes com coragem suficiente para apontar os erros da sociedade e, principalmente entre o próprio povo de Deus. Lideres que não tenham receio de por sua cabeça a prêmio, sabendo que “se Deus é por nós, quem será contra nós?”, lideres que tenham a coragem de serem verdadeiros profetas da Palavra de Deus. Já é tempo de se levantar os verdadeiros profetas.

A nossa sociedade clama por mudanças e alternativas ao que se apresenta : violência e indiferença; a igreja foi, é e sempre será agente de mudanças, mas para isso necessitamos de líderes fiéis e comprometidos com o Reinado de Deus.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

sábado, 1 de novembro de 2008

Leituras de Sábado

"(...)A afirmação de que Jesus é o Cristo é um ato de fé, e, consequentemente, de coragem ousada. Não é um salto arbitrário na escuridão, mas uma decisão em que estão mesclados elementos de participação imediata e, portando, de certeza, com elementos de estranheza e, portanto, de incerteza e duvida. Mas a dúvida não é o oposto da fé; é um elemento da fé. Por isso não existe fé sem risco."

Paul Tillich, Teologia Sistemática, pg 406



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domingo, 26 de outubro de 2008

Perguntas......

A grande questão, o melhor a ultima pergunta sempre deve ser : "Estou fazendo o que é certo, ou o que é conveniente para mim?"

Está pergunta deve estar presente em nossas mentes todos os dias.

Logo depois desta pergunta vem outra : e o que é o "certo?"

Bem, muitas vezes descobrir o certo requer que eu descubra o quanto sou honesto comigo mesmo.....

sábado, 25 de outubro de 2008

Desabafo.....

Cada vez mais entendo que como cristãos devemos nos afastar do modelo econômico neoliberal. Este é um sistema exclusivista, que mede o ser humano por valores consumistas e mostrou-se, além de tudo, sujeito a ondas de instabilidade.

Mas principalmente porque creio que este modelo e seus valores são antagônicos ao cristianismo. O amor ao dinheiro é a raiz de todos os males... isto esta cada vez mais claro, era assim a mais de 2000 anos atrás e é assim hoje também.

Afirmo taxativamente, baseando-me nos ensinos de Jesus o Cristo, que a busca pela riqueza é um vício e desta forma é um pecado, no sentido de afastar-nos de Deus e de apresentar um valorização distorcida do ser humano e da vida.

Sei que muitos não vão gostar destas palavras, mas estou cansado de meias palavras, falar com cuidado para não ferir o “status quo” religioso.

A teologia da prosperidade é uma farsa e não merece ser chamada de ensino cristão, tampouco os que a pregam de seguidores do caminho. Hoje mesmo tive o desprazer de assistir parcialmente a uns três programas “evangélicos”, onde se oferecia perfume ungido para fisgar namorado, onde se ensinava a determinar e outros amuletos, mas não ouvi em nenhum momento falarem de Jesus. Gritos, palavras de ordem e sermões vazios, amuletos, compra de bênçãos, desejo de poder, e riqueza, eu pergunto qual a diferença da igreja católica da época de Lutero, para as igrejas que oferecem estas “relíquias”???

Não estou fazendo apologia a pobreza e miséria, como muitos podem afirmar, mas a volta para valores simples do cristianismo, mesmo porque o juízo sobre a nossa forma de viver está chegando, e a conta mais cara será paga pelas próximas gerações.

Nossas igrejas estão cheias de gente vazia.... o cristão está conformado a viver na mediocridade, isto é ir levando a vida. Vou ao culto no fim de semana, buscar a minha benção, e depois volto para casa sem fazer diferença nenhuma, fazemos cultos de jovens para seu entretenimento, mas não os ensinamos a fazer diferença, a terem uma posição critica, os criamos em uma bolha de vidro....

Não estou generalizando, mas a grande maioria das igrejas são assim... e eu estava sentindo necessidade de desabafar.....

domingo, 12 de outubro de 2008

Sugestão

Assisti essa semana a palestra de Franklin Leopoldo e Silva, Professor do Departamento de Filosofia da USP, intitulada : "A ética pós-moderna: o mal-estar diante da liberdade no corpo social e na alma."

A forma didática e clara que o tema é apresentado favorece a compreensão de itens fundamentais para a filosofia e para a própria teologia, tais como a questão da liberdade e a formação do ser, ou melhor adentrando na concepção do existêncialismo o vir a ser, está abordagem existencialista da realidade e suas consequências no campo da ética deveriam ser melhor trabalhadas e analisada pela teologia, todas as grandes questões tratadas na palestra e que cominam na questão do mal estar diante da liberdade e seus reflexos em nossa sociedade consumista e padronizada, podem e devem ser tratadas na perspectiva do cristianismo. Está é uma ótima área de pesquisa.

Fica a sugestão. Pessoalmente o tema chamou minha atenção, principalmente com relaçao ao vinculo da ética e da liberdade que é uma linha de pesquisa que estou começando a dedicar-me.

domingo, 5 de outubro de 2008

Ter menos....

Estamos vivendo uma época terrível. O ser humano é medido por aquilo que possui, por aquilo que consome, pelo dinheiro que tem... Isto é completamente anti-cristão, se podemos dizer que há um sistema demoníaco é o sistema econômico-financeiro em que vivemos.

Qual a resposta que podemos dar para isso? Como devemos nos posicionar como cristãos?

Ter menos, esta é a resposta. Chega de consumirmos coisas que não temos realmente necessidade, chega de termos um monte de bugigangas, chega de termos um monte de coisas inúteis, chega de trocarmos de coisas todo ano.

Chega de vivermos para termos mais coisas... Eu digo que quero ter menos coisas... Não quero ser medido pelas roupas que tenho, não quero ser medido pelo carro que tenho, nem pela casa que tenho. Não quero ser medido pelo quanto eu tenho de conhecimento, quero ser medido pelo que sou.

Como cristãos devemos tomar uma posição clara com relação aos sistemas econômicos e políticos que promovem a opressão.

O vídeo abaixo, apesar de um pouco longo, vale a pena ser assistido e devemos refletir sobre esse assunto com seriedade.



A história das coisas

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Edir Macedo e seu Plano de Poder.

Lançado o Livro "Plano de Poder" Deus, os Cristãos e a Política, o autor: Edir Macedo, Bispo Supremo da IURD.

Veja o primeiro capitulo em http://www.thomasnelson.com.br/arquivos/livros/Capitulo_86_95.pdf

Não achei o livro aqui em Curitiba ainda...

Pelo pouco que se apresenta no primeiro capítulo da para ter uma idéia do que vem no resto do livro. Tratando-se de uma denominação forte e com poder, é necessário uma leitura atenciosa do que se encontra em suas páginas, principalmente nas entre linhas.

Muitos homens que assumiram o poder escreveram livros passando sua visão de realidade (inclusive enquanto presos) e a sociedade em geral não deu muita atenção e posteriormente se arrependeu.

Creio que há uma forma correta de apresentar os valores do Reino de Deus para a sociedade de forma política sim, e já faz um tempo que estou pensando nisso, e pretendo escrever mais sobre o assunto. Mas essa apresentação dos valores do Reino de Deus jamais poderá ser feita mediante a força ou sobe o governo teocrático. A questão é mais complexa e séria do que imaginamos.

Bem, enquanto isso vou continuar procurando o livro, estou muito curioso sobre o restante dele. Se alguém souber onde encontrar aqui em Curitiba, me avise... 


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sábado, 13 de setembro de 2008

Para conhecer a estrutura da matéria.....


Excelente material disponível em http://www.sprace.org.br/eem/home/Cartaz

Leituras de Sábado

Hoje aproveitei que não teria compromissos neste final de semana para colocar algumas leituras em dia, assim li o capítulo sobre ética do livro Filosofia e cosmovisão cristã, aproveitando o tema comecei a leitura de "Para a Genealogia da Moral" de Nietzsche, mas a edição que tenho é a da coleção Os Pensadores, que é condensada... acho que vou procurar uma edição completa...
Também reiniciei a leitura da Teologia Sistemática de Tillich, acho uma das melhores TS que tive em mãos, a forma que Tillich contextualiza a mensagem cristã é fantastica, diria até libertadora... se é que me entendem... Estou na página 400, faltam somente 448 pgs... e sei que ao terminar terei que reler toda a obra, Tillich não se absorve em apenas uma dose...rsrsrs.
Na minha lista de leituras ainda estão aguardando a continuidade o Teologia do NT de Bultmann, Teologia sistemâtica, histórica e filosófica de McGrath; Heidegger de Safranski e o 2º volume de Virtudes para ouro mundo possivel - Convivência, Respeito e Tolerancia de Leonardo Boff, o primeiro, Hospitalidade já conclui a leitura, espero começar este segundo volume ainda hoje.
Mais a noite para relaxar, vou rever o filme As Crônicas de Narnia baseado na obra de C.S. Lewis.
Pretendia ouvir a Camerata Antiqua de Curitiba que esteve se apresentando na Capela Santa Maria hoje, mas não foi possível.... gostaria de ir no próximo evento "O Oriente e o Ocidente na Música Medieval" dias 17 e 18 de setembro... vamos ver ser vai dar... Para quem se interessar e for aqui de Curitiba, o espaço cultural Capela Santa Maria fica na Marechal Deodoro da Fonseca, 771, centro, e Thanks ao meu amigo Helder que me deu o folder com a programação de eventos da Capela em 2008. Valeu.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Quando os crentes davam certo .....

Série: Quando os crentes davam certo (III)
(segunda-feira, 8 de setembro de 2008 às 20:03)

Série


Os crentes eram discriminados e perseguidos. Os crentes eram convertidos e conheciam o Plano de Salvação e... os crentes conheciam a Bíblia. Aliás, depois dos epítetos de "novas-seitas" e "bodes" eles eram conhecidos como "os Bíblias". "Fulano é um Bíblia...". Isso porque assim que alguém se convertia, a primeira coisa que fazia era comprar uma Bíblia. O Brasil era um país de uma imensa maioria de analfabetos, e raríssimos católico romanos possuíam uma Bíblia (que eram caras). As edições protestantes, que começaram a chegar regularmente ao Brasil há exatos duzentos anos, com a vinda da Família Real, era a da tradução de João Ferreira de Almeida, e de capa preta. Como ninguém tinha automóvel, lá iam heróicos e orgulhosos, os homens de paletó e as mulheres bem vestidas, com sua reluzente Bíblia de capa preta debaixo do braço, sob os olhares e os murmúrios de censura dos que os viam passar.

Gente que não sabia ler levava a Bíblia, assim mesmo, como símbolo, e procuravam aprender a ler, para poder ler a Bíblia. Os novos convertidos eram submetidos, imediatamente, a um curso intensivo sobre as Sagradas Escrituras, aprendendo a distinguir Antigo de Novo Testamento, capítulo de versículo, e livro histórico de livro poético, além de memorizar versículos considerados importantes para o evangelismo e para a santidade. Nos cultos de estudos bíblicos, havia uma espécie de "gincana", para ver quem achava determinado versículo primeiro.

As edições protestantes da Bíblia eram queimadas em praça pública por beatos enfurecidos, estimulados por sacerdotes radicais. Tais Bíblias eram consideradas "falsas", e muita gente se converteu por comprá-las por mera curiosidade. Houve casos de que os chamados "colportores" (vendedores itinerantes de Bíblias) que se adentravam no interior do país montados em mulas, deixavam uma Bíblia em um povoado, vila ou cidade, e, regressando um ou dois anos depois, encontravam uma Igreja funcionando, sem qualquer vínculo com organizações, fruto da mera leitura do texto sagrado.

Quando se cantava "Minha Bíblia, meu prazer, meu tesouro quero ter" ou "Enquanto ó Salvador teu Livro eu ler, meus olhos vem abrir, pois quero ver", os crentes davam certo...


Texto de Robson Cavalcanti - Bispo Anglicano

Em http://www.dar.org.br/files/news/news_item.asp?NewsID=4544

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sábado, 6 de setembro de 2008

Revolta

A Revolta surge,

Intensifica,

Aflora,

Explode

Recolhe

Encolhe

Maltrata

Quando acolhe,

No peito geme

No punho cerra,

No esforço revive

No final, vinga

E some

Fica a sombra

Do pouco que sobra

Revive

Sem sentido

Incógnita

Acaba

sábado, 16 de agosto de 2008

Um novo mundo possível.


O título deste texto já é muito conhecido, principalmente pelo pessoal que milita contra o capitalismo exacerbado em que vivemos.
Sou também por convicção ideológica um anti-capitalista, mas não no sentido de comunista, mas de crítico dos caminhos em que as sociedades lideradas por esse sistema econômico estão nos levando.
O texto Marcio Pochmann " Os retrocessos do atual modelo" publicado no Le Monde Diplomatique (edição de Julho), aponta os verdadeiros problemas que a nossa modernidade nos está levando.
Claro que sou obrigado a concordar que o sistema capitalista possibilitou um avanço em termos de bem estar geral, mas este sistema se esgotou, e esgotou os recursos naturais por isso afirmo que devemos encontrar umanova opção de desenvolvimento, uma opção menos materialista, construir um novo mundo.
Porém deve-se perguntar : isso ainda é posssivel? Não sei.
Esta é a grande incognita, mas de uma coisa eu sei, é cada vez mais urgênte a necessidade de mudanças, se chegarmos a conclusão que é tarde de mais, so nos restarar cruzar os braços e esperar o fim.

Ainda humanos?

Será que ainda somos seres humanos? Digo na concepção pura da palavra?

É bem provável que a tecnologia esteja nos moldando, a medida que a criamos, i.e. tornamo-nos dependentes dos suplementos tecnológicos que atualmente já parecem fazerem parte de nosso corpo. A tecnologia "amplia" nossos sentidos, novas drogas possibilitam em muitos casos um aumento de nossa capacidade psíquica / intelectual, confesso já ter usado um certo doping intelecutal nos momentos em que era mais exigido...

Como seremos daqui a uns 10 anos ? transhumanos? ....

E o mais importante como serão os nossos sentimentos? Essa missigenação com as máquinas não está nos fazendo mais frios ? Mais próximos delas ? ....

domingo, 27 de julho de 2008



Um exemplo de cristianismo vivo e eficaz...
SET! TV - Programa Nº 01 - Casa de Recuperação Missão Vidas

quinta-feira, 17 de julho de 2008



Rammstein - Amerika (Tradução)

Todos nós estamos morando na América
América é maravilhosa
Todos nós estamos morando na América
América
América

Todos nós estamos morando na América
América é maravilhosa
Todos nós estamos morando na América
América
América

Quando nós dançamos eu quero conduzir
quando você se vira sozinho
deixe-nos controlá-lo um pouco
Eu vou te mostrar como as coisas funcionam

Nós estamos fazendo uma adoravél dança de roda
a liberdade toca em todos os violinos
A música vem da Casa Branca
e o Mickey Mouse está parado em frente a Paris

Todos nós estamos morando na América
América é maravilhosa
Todos nós estamos morando na América
América
América

Eu sei movimentos que são muito úteis
e eu o protegerei dos passos errados
e quem não quiser dançar no final
ainda não sabe o que devem dançar
Nós estamos fazendo uma adoravél dança de roda
Eu te mostrarei o caminho
Papai Noel está indo para a África
e o Mickey Mouse está parado em frente a Paris

Todos nós estamos morando na América
América é maravilhosa
Todos nós estamos morando na América
América
América

Todos nós estamos morando na América
Coca Cola, sutiãs maravilhosos
Todos nós estamos morando na América
América
América

Esta não é uma canção de amor
esta não é uma canção de amor
Eu não canto na minha língua materna
não, esta não é uma canção de amor

Todos nós estamos morando na América
América é maravilhosa
Todos nós estamos morando na América
América
América

Todos nós estamos morando na América
Coca Cola, às vezes guerra,
Todos nós estamos morando na América
América
América

sábado, 12 de julho de 2008

Processar quem?? A igreja, Deus ou...???

Homem 'derrubado pelo espírito de Deus' processa igreja

Matt Lincoln disse ter decidido recorrer à Justiça depois que a seguradora da igreja se recusou a pagá-lo


KNOXVILLE, EUA - Um homem que diz ter ficado
tão imbuído pelo "espírito de Deus" que caiu e bateu a cabeça durante
um culto quer que uma igreja do estado do Tennessee, nos EUA, pague-lhe
US$ 2,5 milhões em despesas médicas, renda perdida e danos morais.

Matt
Lincoln disse ter decidido recorrer à Justiça depois que a seguradora
da igreja se recusou a arcar com suas despesas médicas.

O
homem, de 57 anos, passou por duas cirurgias desde o acidente de junho
de 2007, mas diz que ainda sente dores das costas e nas pernas. Ele
disse que rezava para pedira Deus uma "experiência real". Ele afirma
que já havia sido "derrubado pelo espírito" antes, mas que sempre havia
alguém por perto para segurá-lo.

Advogados da igreja
dizem que testemunhas viram-no rindo no chão depois de cair, e que
Lincoln deveria ter cuidado da própria segurança.

Agência Estado -

Religião
quinta-feira, 10 de julho de 2008

domingo, 6 de julho de 2008

Salvar de que??

Salvar o homem da sua liberdade.

Pensando Teologia...

Apenas uma simples, mas desafiadora constatação:

"Teologia não se faz em dias, nem em meses, sendo-se persistente faz-se teologia em anos...."

Para se dominar qualquer área do saber é necessário de algo em torno de 15 anos, temo que para teologia o tempo seja um pouco maior...

sábado, 21 de junho de 2008

A ciência e responsabilidade humana.

Quanto mais o ser humano aprimora-se no seu conhecimento científico, maior é a sua responsabilidade pelo que realiza com esses descobrimentos. E esta responsabilidade está alcançando patamares nunca antes imaginados, face ao grande desenvolvimento do conhecimento técnico e científico que a humanidade está alcançando. Um dos últimos experimentos decorrentes de uma teoria física proporcionou ao homem uma arma de destruição em massa : a bomba atômica. Em decorrência do militarismo ocorrido pós segunda guerra mundial pela bipolaridade em que o mundo se dividiu ( EUA e URSS ) o estoque destas armas seria o suficiente para destruir o planeta várias vezes, caso uma guerra entre estas duas nações ocorresse.

Hoje, apesar de haver um grande estoque de armas nucleares, com poder de destruição muito maiores que a utilizada na 2ª grande guerra, o fantasma de um cataclisma nuclear ficou amenizado com a dissolução do bloco soviético, e a redimensionamento dos conflitos.

Mas nunca na história da humanidade cogitou-se que um experimento ciêntifico pudesse gerar o risco do extermínio da raça humana, no máximo aceitava-se como conseqüência a explosão de um laboratório e a perda de vida de alguns pesquisadores.

Porém uma das ultimas pesquisas de física, que estará sendo realizada possivelmente em meados de outubro está causando alguma apreensão por eventuais "efeitos colaterais" indesejáveis.

Trata-se do inicio das atividades do novo acelerador de partículas, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), onde experiências com colisões de subpartículas atómicas pretendem simular o ocorrido em milésimos de segundos após o big bang, ou seja o estado do universo milésimos de segundos após a criação.

O grande problema é que foi levantada a hipótese de que nestas simulações minusculos buracos negros poderiam surgir, bem como subparticulas desconhecidas de efeitos danosos, e estes minúsculos buracos negros poderiam crescer de forma a "consumir" com todo o planeta ( alguns diriam com todo o universo.).

O ultimo relatório da comissão de segurança aprovada pela direção da Organização Européia de
Pesquisa Nuclear afirma que não há riscos de ocorrerem efeitos danosos em decorrência da experiência ( ver materia e textos indicativos abaixo.), e que os miniburacos negros que surgirem não deverão ser estáveis, ou seja desapareceram logo após seu surgimento sem crescerem.

Bem, assim espero..., mas o que mais chama a minha atenção é o grau de responsabilidade que estamos chegando, um experimento científico gerar uma polêmica sobre a destruição do planeta, ou seja o risco que a humanidade corre em desaparecer sem sequer ter idéia do que aconteceu, sim porque penso que poucas pessoas tem idéia do que está para ser feito. Não vou entrar sequer no mérito do homem brincar de Deus, não é disso que se trata, mas da pergunta :
Qual será o próximo risco?

Bem se o relatório estiver certo, e se nada der errado na experiência, o ser humano terá uma quantidade nunca imaginada de informações sobre o estado primordial da criação, e talvez até leve a descoberta de partículas que expliquem melhor o inicio de tudo.

Porém caso o relatório de segurança não esteja certo..., este texto não existirá. rsrsrs....

Textos e matérias para consulta:

LHC não vai destruir a Terra, conclui relatório de segurança - Estadão

Relatório de Segurança - LHC (inglês)

Astrophysical implications of hypothetical stable TeV-scale black holes - Material ciêntífico sobre as implicações e estabilidade de microburacos negros.

Buracos negros mini e super - portal do astrônomo.


Mini buraco negro - Wikipédia.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Onisciência - Parte II

Análise do texto

37 Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas e que apedrejas os que foram enviados a ela, quantas vezes quis (eu) reunir os filhos teus, assim como (uma) ave (= galinha) reúne os filhotes ( = os pintinhos) dela sob as asas, e não quisestes.

O início do texto demonstra claramente a posição de Jerusalém com aqueles que tentam abrir seus olhos, o tratamento que é dado para os que falam em nome do Senhor, e é uma posição que se repete pelo tempo, notamos isto no termo apostellw (apostello)[1], “foram enviados” a análise deste termo não deixa dúvidas da forma como ele foi utilizado, uma vez que a tradução para o significado básico é: ordenar (alguém) para ir a um lugar estabelecido, e a palavra está no tempo perfeito[2] do grego, na voz passiva[3], assim sendo fica claro que Jesus estava se referindo, a todos aqueles, incluindo Ele, que foram enviados da parte de Deus com uma mensagem de arrependimento e exortação para Jerusalém e que foram recebidos de forma agressiva e suas mensagens não foram aceitas.

Nota-se pelo que já observamos que há uma clara contraposição e uma confrontação de desejos, por um lado Jesus demonstra o desejo de Deus no decorrer da história de agregar e proteger o povo Judeu, a palavra posakiv (posakis) que significa vezes (ou quantas vezes)[4], pode ser entendido também como quão freqüente, e neste ponto entendemos que Jesus está falando na perspectiva de Deus, uma vez que toda a frase está dentro de um contexto histórico, não é coerente pegarmos apenas está parte do texto e afirmar que Jesus estava falando da sua vontade enquanto homem na terra. Outra palavra que reforça o entendimento é a afirmação de que Deus “quis”, (no texto grego yelw thelo ou eyelw ethelo : querer, ter em mente, pretender; 1a) estar resolvido ou determinado, propor-se; 1b) desejar, ter vontade de; 1c) gostar) e isto é obvio em toda a Bíblia, que o povo estivesse junto a Ele, sob sua proteção, mas isso acarretaria a observação aos mandamentos divinos.

Na seqüência, fica claro a resistência do povo, “(...) e vós não quisestes”, a palavra utilizada aqui para “querer” é a mesma usada anteriormente “yelw thelo ou eyelw ethelo” e está palavra está no tempo aoristo[5], na voz ativa[6] no modo indicativo[7], ou seja há uma ação executada , que corresponderia ao modo indicativo do pretérito perfeito no português, da mesma forma do “eu quis”, diferindo apenas, este estar na primeira pessoa.

Muito claro aqui então o conflito de interesses, “eu quis” versus “vós não quisestes”

38 Eis é deixada a vós a casa vossa deserta.

39 Digo pois a vós, de modo nenhum me vereis desde agora até que digas: Bendito o que vem em (o) nome de (o ) Senhor.[8]

A partir deste versículo temos a conseqüência de uma ação humana, que, pelo vimos que, Deus tentou impedir, o futuro do povo hebreu estava aberto, tantas vezes quis Deus que a decisão do povo fosse outra, mas chega-se a um ponto em que as alternativas para o povo ficam escassas, e Deus aponta a conseqüência dos seus atos . E novamente existe aqui uma condicionante que pode mudar o destino que se apresenta, “até que digas (...)”, parece claro que o futuro neste momento depende de uma ação do indivíduo, ou mais precisamente da ação de um povo.



[1] STRONG, James. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Barueri, Sociedade Bíblica do Brasil, 2002. – Constante na Bíblia On-line (Módulo Avançado.)

[2] O Perfeito grego corresponde ao Perfeito na língua portuguesa, e descreve uma ação que é vista como tendo sido completada no passado, uma vez por todas, não necessitando ser repetida. – idem - STRONG

[3] A Voz Passiva representa o sujeito com sendo o que recebe a ação. Por exemplo, na sentença "O rapaz foi batido pela bola," o rapaz recebeu a ação. – idem - STRONG

[4] STRONG, James. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Barueri, Sociedade Bíblica do Brasil, 2002. – Constante na Bíblia On-line (Módulo Avançado.)

[5] O Aoristo é caracterizado por sua ênfase na ação puntiforme; isto é, o conceito do verbo não leva em consideração o tempo passado, presente, ou futuro. Não existe um equivalente claro ou direto para este tempo em Português, embora seja geralmente traduzido como um passado simples na maioria das traduções.Os fatos descritos pelo aoristo são classificados num certo número de categorias pelos gramáticos. A mais comum destas descreve a ação como tendo iniciado de um certo ponto ("aoristo incoativo"), ou tendo terminado num certo ponto ("aoristo cumulativo"), ou meramente existindo num certo ponto ("aoristo punctilinear"). A categorização de outros casos pode ser achada em gramáticas gregas. STRONG, James. Léxico Hebraico, Aramaico e Grego de Strong. Barueri, Sociedade Bíblica do Brasil, 2002. – Constante na Bíblia Online (Módulo Avançado.)

[6] Voz Ativa representa o sujeito como o agente ou executor da ação. Por exemplo, na sentença "O rapaz chutou a bola", o rapaz executa a ação. Strong (Ibidem)

[7] O Modo Indicativo é uma simples afirmação de fato. Se uma ação realmente ocorre ou ocorreu ou ocorrerá, será expressa no modo indicativo.Strong (Ibidem)

[8] Tradução direta constante em Novo Testamento Interlinear Grego – Português – SBB, 1ª edição – 2004 – pg. 98

domingo, 15 de junho de 2008


Mesmo quando não entendemos nada, ainda podemos contar com Deus.

Crise na Igreja Anglicana......

Igreja anglicana celebra a primeira união de sacerdotes gays

Jornal britânico diz que casamento pode aprofundar impasse entre liberais e tradicionalistas dentro da religião


LONDRES - Dois sacerdotes anglicanos homossexuais se casaram em cerimônia na Igreja de São Bartolomeu, em Londres, no primeiro casamento gay em uma paróquia anglicana, revelou a edição deste domingo, 15, do jornal The Sunday Telegraph.

A cerimônia, celebrada no mês passado pelo pároco do templo, Martin Dudley, pode aprofundar a brecha entre liberais e tradicionalistas dentro da Igreja Anglicana em torno da ordenação de homossexuais e dos casais do mesmo sexo. Antes, o casal formado pelos reverendos Peter Cowell e David Lord tinha registrado sua união civil.


Segundo o jornal, a cerimônia rompeu as diretrizes da Igreja da Anglicana e foi realizada em desafio ao bispo de Londres, Richard Chartres. Embora alguns clérigos liberais tenham realizado cerimônias de bênção para casais homossexuais antes, esta é a primeira vez que um vigário realiza uma cerimônia de casamento, utilizando a liturgia tradicional, com leituras, hinos e eucaristia, o que gerou críticas.


O arcebispo de Uganda, Henry Orombi, disse que a cerimônia foi "blasfema" e pediu ao primaz dessa confissão, Rowan Williams, que tome medidas para que a Igreja Anglicana não se desintegre. A notícia do casamento vazou dias antes da conferência anglicana que será realizada em Canterbury, sede do primaz da Igreja Anglicana, na qual será difícil evitar um tema como o do homossexualismo, que divide bispos.

Fonte : Estadão : http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid189828,0.htm



domingo, 8 de junho de 2008

Leonard Cohen Hallelujah

Deus não quer que depositemos diante Dele nossas certezas fundamentalistas, quer nossas dúvidas e incertezas.
Deus não quer quantidade, quer o melhor que podemos oferecer.
Deus não quer que provemos nada para Ele, afinal Ele nos conhece ...
Deus quer que vivamos, e ao mesmo tempo é impossivel viver longe de Deus.

sábado, 7 de junho de 2008

A urgência de socorrer o planeta....

Texto de Leonardo Boff - http://www.leonardoboff.com.br/artigos

Agir rápido, agir juntos

Finalmente também as igrejas estão se mobilizando para enfrentar o aquecimento global. O secretário geral da ONU Ban Ki Moon visitou em março o Conselho Mundial das Igrejas em Genebra e disse: “um problema global exige uma resposta global: nós precisamos da ajuda das Igrejas”. E elas logo responderam com uma conclação aos milhões de cristãos dispersos pelo mundo afora, com as palavras:”Agir rápido, agir juntos porque não temos tempo a perder”. Biblicamente enfatizaram que Deus nos entregou a Terra como herança para ser administrada, pois esse é o sentido hebraico de “dominai a Terra” que não tem a ver com a nossa dominação. Assumem os dois imperativos propostos pelo Painel Intergovernamental das Mudanças Climaticas (IPCC): a mitigação e a adaptação. A mitigação quer atingir as causas produtoras do aquecimento global que é o nosso estilo delapidador de produção e o consumo sem medida e sem solidariedade. A adaptação considera os efeitos perversos, especialmente nos países mais vulneráveis do sul do mundo que exigem de todos solidariedade e com-paixão, pois se não conseguirem se adaptar, assistiremos, estarrecidos, a grandes dizimações de vidas humanas.

As Igrejas assumem uma função pedagógica: ao evangelizarem, devem propor o ideal de uma sobriedade voluntária e de uma austeridade jovial e ensinar o respeito a todos os seres, pois todos saíram do coração de Deus. Sendo dons do Criador, devemos condividi-los solidariamente com outros a começar pelos que mais precisam.

A Igreja católica oficialmente ainda não propôs nada de significativo. Mas a CNBB em suas Campanhas da Fraternidade sobre a água e sobre a Amazônia ajudou a despertar para a ecologia. O bispos canadenses publicaram recentemente uma bela carta pastoral com o titulo:”a necessidade de uma conversão”. Atribuem à conversão um significado que transcende seu sentido estritamente religioso. Ela implica “encontrar o sentido do limite, pois, um planeta limitado não pode responder a demandas ilimitadas”.Precisamos, dizem, libertar-nos da obsessão de consumir. “O egoísmo não é somente imoral, é suicida; desta vez não temos outra escolha senão uma nova solidariedade e novas formas de condivisão”.

Chegamos a isso, reconhecem, porque há séculos não respeitamos mais as leis da vida, esquecendo a sabedoria antiga que ensinava:”não comandamos a natureza senão obedecendo a ela”. É mais fácil enviar pessoas à lua e trazê-las de volta do que fazer com que os humanos respeitem os ritmos da natureza. Agora estamos colhendo os frutos envenenados da dessacralização da vida provocada pelo poder da tecno-ciência a serviço da acumulação de poucos.

O judeu-cristianismo possui suas razões próprias para fundar um comportamento ecologicamente responsável e salvador. Parte da crença, semelhante à visão da cosmologia contemporânea, de que Deus transportou a criação do caos ao cosmos, quer dizer, de um universo marcado pela desordem a um no qual vige a ordem e a beleza. E Deus disse:”isso é bom”. Colocou o ser humano no jardim de Éden para que o “cultivasse e guardasse”. “Cultivar” é cuidar e favorecer o crescimento e “guardar” é proteger e assegurar a continuidade dos recursos, como diríamos hoje, garantir um desenvolvimento sustentavel.

Importa refazer a conexão rompida com a natureza para que possamos de novo gozar de sua beleza e de sua “grandeur”. Esta fé funda uma esperança de um futuro bom para a criação, tão bem expresso no livro da Sabedoria: “Senhor, tu amas todos os seres e a todos poupas porque te pertencem, ó soberano amante da vida”(11,24 e 26).

--- Já faz algum tempo que insisto na grande responsabilidade que nós cristãos temos pela "administração" do planeta, devemos ter uma postura mais ativa com o que está acontecendo, não somente desenvolvendo uma "teologia da ecologia" mas agindo e agindo rápido.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Apesar de tudo .....

Apesar de tudo sou teólogo brasileiro e não desisto nunca.... (rsrsrsrsr)

Na ultima semana estou incluindo mais alguns livros entre os que estou lendo :

A Teologia de Martim Lutero - Oswald Bayer; Ed. Sinodal

A Etica Protestante E O Espirito Do Capitalismo - Max Weber; Ed. Pioneira

Líderes para um novo tempo - Leith Anderson; Ed. Betânia

Paramos de Pensar........

É incrível, mas parece que os evangélicos estão cada vez pensando menos..., contentam-se com cultos vazios, e com palavras sem profundidade....
Isto faz-me pensar, como é fácil manipular o povo, basta uma série de chavões, um pouco de gritos, apelar para milagres e garantir que Deus lhes dará vitória...
Então penso... para que gastar horas (muuuiiitas horas) com exegese, hermenêutica, buscar a contextualização correta do texto, travar um diálogo com a filosofia, sociologia e demais ciências, procurar temas relevantes, meditar sobre as necessidades da Igreja, buscar relevância naquilo que estarei servindo para a glória de Deus, se basta um prato de sopa rala "enganar" a fome da Palavra?

Vivemos na era da irrelevância, quanto mas mediocre o texto, quanto menos exigir dos pobres cérebros, quanto menos mexer com consciências inativas melhor...

Salve o lugar comum, salve o texto fora do contexto, salve os sermões que não levam a lugar nenhum, salve a pasmaceira. Eis o quadro da Igreja moderna....

Adeus à teologia.....

Texto tirado do blog renatovargens

Apagão evangélico brasileiro.
Renato Vargens

O Brasil nos últimos anos foi vitima de alguns apagões, os quais proporcionaram seriíssimos problemas a toda sociedade brasileira. No que tange ao Cristianismo, vivemos hoje um sério apagão teológico, onde os mais variados distúrbios doutrinários são observados. Unção do riso; unção do leão; unção apostólica; crentes de segunda classe; troca de anjo da guarda; arrebatamento ao 3º céu; festa dos sinais; night gospel song; sal grosso pra espantar mal olhado; maldições hereditárias; encostos; óleo ungido pra arrumar namorado; sessões do descarrego; “paiostolos”, monarcas da fé, coronéis apostólicos, música para o diabo, atos proféticos descabidos e burrificados, dentre tantas outras coisas mais, tornaram-se infelizmente marcas negativas dessa geração.

Caro leitor, as praticas litúrgicas por parte da igreja evangélica brasileira fazem-nos por um momento pensar que regressamos aos tenebrosos dias da idade média, até porque, nesses dias, como no século XVI a mercantilização da fé, bem como as manipulações religiosas por parte de pseudo-apóstolos, se mostram presentes. Confesso que não sei aonde vamos parar. Ao ler aberrações como as narradas acima, sinto-me profundamente desanimado com os rumos da igreja brasileira. Até porque, em nome de uma espiritualidade burra, oca e egoísta, centenas de “pastores” movidos pela ganância e o poder, têm corrido desenfreadamente a procura de títulos cada mais aberrativos. Infelizmente a apostolização moderna tem feito de muitos destes, pequenos reis, os quais em cerimônias nababescas são coroados como tais.

A febre do gospel, o mercantilismo podre na vida de muitos, me enojam substancialmente. Há pouco soube por intermédio de um pastor amigo, que uma famosa cantora gospel, tinha no seu staff um travesti. Aonde vamos parar? Chega! Basta! Não suporto mais o misticismo e dualismo promovido pelos gurus da batalha espiritual, não agüento mais ouvir as loucuras dos profetas da mentira, os quais escravizam o rebanho de Deus com heresias das mais hediondas, elaborando mapas, ungindo e urinando nos 04 cantos da cidade. Se não bastasse isso, profetas da modernidade tem ensinado que Caim virou Vampiro, que estão se abrindo “portais dimensionais”, que existem lobisomens, dentre outras lendas e superstições absurdas. Caro leitor e irmão em Cristo, por favor responda sinceramente: você consegue acreditar numa coisa dessas?

Pois é, estamos vivendo um forte e tenebroso apagão teológico. Que Deus tenha misericórdia do seu povo!

Pense Nisso,

Renato Vargens

quinta-feira, 22 de maio de 2008

Comemorando !!!


Olá amigos !!!! O Blog Theologos (conversas ao vento) está comemorando um ano de existência.

Neste período foram 65 posts com os mais diversos assuntos, geralmente com alguma relação com teologia. Foram 1361 Visitas e 2087 Pages Views.

Muitas vezes sinto-me em falta com meus eventuais leitores por não postar com mais assiduidade pela absoluta falta de tempo.

Porém espero continuar escrevendo com a mesma proposta que fiz quando iniciei este blog, com sinceridade e transparência, fazendo deste espaço um local para colocar e debater idéias e exteriorizar sentimento, despir a alma....

É isso, espero continuar com essa mesma determinação por muito tempo.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Igreja x Teologia

Qual a razão da Igreja ter tanto medo da Teologia?

Qual a razão de muitos pastores torcerem o nariz para qualquer membro que se disponha a estudar Teologia?

Qual a razão de ouvir discursos comparando a "produtividade" do teólogo com o evangelista?

Não é certo que cada indivíduo que aceita a Cristo como seu Redentor tem um chamado e uma função na Igreja?

Os que são chamados para serem Mestres, não devem ser aplicarem para cumprir o seu chamado, como diz as Escrituras???

O fato é que a maioria das Igrejas não conseguem entender a figura do Teólogo, e o mais engraçado é que ainda falam "Teólogo" com um sorriso de desprezo, como se afirmassem "grande coisa..." mas queiram ou não o sujeito que estudou quatro anos de teologia e se formou como Bacharel em Teologia é Teólogo sim, se é um teólogo qualificado isto depende da sua aplicação, mas este é o seu título, assim como quem se forma em biologia é biólogo, em contabilidade é contador, em Administração é administrador....

Mas o fato é que o tal teólogo ainda encontra barreiras e preconceitos dentro da Igreja, e o pior é isso, dentro da própria instituição da qual ele se aprimorou para poder servir melhor...

Abri mão de muita coisa para cursar Teologia, de finais de semana, da minha carreira dentro da instituição em que trabalho secularmente, passei noites mal dormidas, gastei muito comprando os melhores livros de teologia, gastei e gasto muito tempo lendo e procurando entender os teólogos mais relevantes da história, gasto muitas horas para preparar minhas aulas e muitas e muitas horas para preparar um sermão ou estudo bíblico, sempre faço de modo a dignificar o nome D'aquele que me chamou e para a vocação à qual me separou.

Estudo teologia a mais de cinco anos, e estou no início da minha formação, sei que ainda tenho um longo e duro caminho pela frente, mas faço e farei de tudo para combater o bom combate da forma em que fui chamado, para estudar, e ensinar teologia, pregar e formar um pensamento teológico relevante para o corpo de cristo, buscando o seu crescimento e edificação.

Este é o meu chamado, e não a homem na terra que fará eu mudar de rumo, só o farei se meu Mestre assim mandar.

Como teólogo meu campo de ação é a minha mesa, minha linha de frente são os livros, meu farol de orientação a Bíblia, o resultado do meu trabalho são meus textos e discursos, ensino e pregações.

Minhas marcas de batalha é uma hérnia de disco, uma "certa"obesidade, e fadiga mental, marcas estas que tenho que procurar minimizar se quiser continuar lutando....

Poucas ou ainda muito poucas pessoas entenderam o que estou dizendo, mas também já acostumei-me a ser um solitário, jogando conversas ao vento....

sábado, 3 de maio de 2008

Cristianismos (2)

Muitas vezes penso que o cristianismo como é elaborado hoje oferece mais dificuldades do que soluções.
Não oferecemos alternativas ou seguer sugestões para os grandes temas que afetam a humanidade, pouco falamos sobre a fome, exploração, descuido com a natureza, pobreza, política, etc,etc, etc...
Muitos irão alegar : "Mas o que podemos fazer ? somos apenas Igrejas...."
Eu diria, como ainda não fizemos nada sendo Igreja??
Não consigo ver a Igreja de Cristo, como uma entidade "parada", sem ação, olhando a sociedade trilhar seu caminho para a desgraça. Jesus sempre agia, seu exemplo é de ação, de ir ao encontro, de identificação com os problemas e com as pessoas. Assim também acontecia no AT, quando os profetas, tomados de divina ira, levantavam-se com uma mensagem vinda do Senhor, geralmente uma acusação contra os poderosos e governantes que deveriam conduzir o povo com diligência e justiça, contra o povo que com suas atitudes afastavam-se do correto caminho. Desta forma na Bíblia sempre vejo uma dualidade de preocupação, o espiritual e o material, nunca um em deprimento do outro, o judeu do AT não tinha esse dualismo de origem grega, que separa o físico do espiritual.
Hoje no entanto, elaboramos uma nova teologia, uma teologia do Deus para mim, criamos um Deus que existe somente para atender os meus desejos materiais, um deus do Hoje, o EU SOU, no sentido de infinito, de futuro, deixa de ser relevante, o mais importante agora é o DEUS É.
O que interessa agora é o Deus qeu eu faço mover com a minha fé, o Deus que dá um jeitinho... o que importa é o Deus que apesar de eu não estudar "faz com que eu passe na prova..."
Mas esse deus materialista pode ser facilmente esquecido, basta o progresso econômico atingir as pessoas, basta melhorar as condições de vida e assim teremos cada vez menos necessidade deste deus....
Mas apesar e talvez porcausa disto teremos cada vez mais sede de DEUS, mas talvez por não termos feito nada e por não agirmos, por não nos importarmos, talvez acabe sendo tarde de mais....

domingo, 27 de abril de 2008

Oniciência (parte I)

Introdução

Ao falarmos sobre Deus devemos que ter em mente inicialmente, que toda a racionalização que fazemos pode no máximo, apresentar-nos um vislumbre superficial dos seus atributos e manifestações, uma vez que sua grandiosidade ultrapassa qualquer entendimento humano.

Em face disto é que dependemos da sua revelação, mas mesmo assim, ainda não temos uma visão completa, e um entendimento total do ser de Deus.

Mas ainda que saibamos que pelo intelecto humano, nunca teremos mais que uma vaga sombra de Sua figura, mesmo assim, somos impelidos a pensar em nosso Criador, nossa alma se acalenta ao meditarmos em Deus.

É tendo isso em mente, de que nunca poderemos ter uma palavra final sobre o Ser de Deus, mas apenas um “continuum” aprofundamento deste entendimento, é que iniciamos nossa jornada para tentarmos compreender melhor um dos atributos de Deus: a Onisciência, principalmente em um aspecto mais específico deste atributo: a pré-ciência, e como podemos correlacionar com o conceito de futuro bem como as suas implicações para a responsabilidade do homem na construção deste mesmo futuro.

Como a cosmovisão da onisciência de Deus influencia na forma como encaro a minha responsabilidade como agente na sociedade e no mundo? Qual a minha responsabilidade com a construção do futuro de acordo com o que Deus quer? Tudo o que acontece está de acordo com a vontade de Deus?

As respostas a estas questões passam diretamente pela resposta da primeira delas: qual o conceito de onisciência, no que tange a pré-ciência? Dependendo da resposta a esta questão todas as outras assumem um direcionamento e todo um cabedal teológico pode ser formado com base na posição assumida.

Inicialmente cabe salientar, que sempre que encontramos novos questionamentos e novas possibilidades para o conhecimento de Deus a ortodoxia se mostra pouco à vontade, como que se qualquer nova possibilidade de um conhecimento do Ser de Deus que difira do fundamentalismo teológico fosse uma heresia, e a partir deste pressuposto fecha-se, e não admite sequer a discussão da teoria.

Entendo que este procedimento não é, nunca foi, e nunca será, benéfico para o rico debate teológico. A teologia necessita de renovação do pensar, a física do século XV, não é a mesma do século XXI, e nem por isso as leis da natureza foram violadas, mas sim melhores compreendidas pela evolução dos mecanismos de interpretação da ciência. Da mesma forma a evolução no entendimento da revelação de Deus contida na Bíblia, não invalida a Bíblia. O próprio Jesus apresentou conceitos e revelações da Palavra de Deus que feriam todo o entendimento que os mestres da Lei tinham na época. A Bíblia sempre vai ser a mesma.

terça-feira, 18 de março de 2008

Para que estudar?

Projeto reconhece título de teólogo a religiosos sem formação

Dois projetos de lei em tramitação no Congresso estão causando polêmica pela liberalidade com que conferem o título de teólogo a líderes religiosos. Para ser teólogo, bastaria "praticar vida contemplativa" ou "realizar ação social na comunidade", por exemplo. (lei o restante no Estadão )

Parece que a Universal não quer somente relativizar o Cristianismo através das sua cosmovisão, mas destruir qualquer forma mais elaborada de pensamento cristão.

Infelizmente o Brasil é carente de bons pensadores cristãos, não são muitos os que se dedicam a pesquisar, estudar o cristianismo apresentando para a sociedade uma contribuição relevante nas questões éticas e sociais, imaginem a quantidade de "teólogos" falando asneira se essa lei for aprovada.... Se isso acontecer rasgo meu diploma no outro dia e não deixo ninguém mais saber que sou formado em teologia.

O pior é passar 4 anos em um seminário, lêr milhares de páginas de livros, escrever centenas de páginas de trabalhos e pesquisas, passar dois anos queimando a pestana em uma monografia, gastar uma pequena fortuna em livros, manter-me atualizado comprando revistas e jornais, sem contar cursos, palestras etc, etc... sendo que bastaria passar 5 anos em uma igreja apoiando o pastor....

Nada contra todos que fazem um trabalho na igreja, também os faço, não me julgo melhor cristão do que o meu irmão que fica na porta da igreja recebendo todos com muita alegria e amor, mas cada um exerce uma função e é chamada para isso.

Meu chamado é para o estudo sistemático e abrangente das escrituras, da mensagem cristã, para isso me preparo constantemente para isso me formei em teologia, para apresentar a mensagem cristã contextualizada e relevante como ela é.

Para isso ainda estou tentando ser TEÓLOGO.

segunda-feira, 10 de março de 2008

Deus, Um delirio.


Comecei a ler na semana passada o livro ao lado de Richard Dawkins, ainda estou na pg. 135, mas já nota-se que como todo bom ateu Dawkins é extremamente ácido em suas críticas... mas também como a maioria dos ateus ele fundamenta suas criticas mais nas estruturas e ações das religiões e seus seguidores do que provando a inexistência de Deus.
Há muitas análises, inclusive sobe a religião, superficiais e carentes de uma visão mais imparcial. Porém infelizmente em alguns pontos sou obrigado a concordar com o autor, principalmente com relação ao comportamento dos cristãos e das estruturas do poder que a religião/igrejas modernas acabam exercendo... e que é mais triste não é a constatação destes problemas, mas que poucas ou quase nenhuma voz de "dentro" da igreja se levante para apontá-las.
Bem estas são as primeiras impressões do livro, ainda é uma análise superficial, quando tiver lido mais coloco outras observações mais relevantes.

sábado, 8 de março de 2008

Filmes

Filmes que assisti esse ano e recomendo....

  • Batismo de sangue
  • O Ano em que Meus Pais Saíram de Férias
  • A vida dos outros
  • O Caçador de Pipas

sábado, 16 de fevereiro de 2008

Características do Reino de Deus.

I - O Perdão

Mateus 18.21-35

A ênfase este ano é Cuidando do Reino de Deus. Mas para cuidarmos de algo devemos conhecer e saber do que se trata.

O Reino de Deus é um conceito metafísico, com reflexões no mundo material em que vivemos, mas principalmente o Reino de Deus deve inicialmente nascer no coração de cada um.

Isto significa dizer que para cuidarmos devemos estar profundamente envolvidos e transformados pelos seus pricípios.

Na elaboração deste sermão nasceu a idéia de iniciar uma série de estudos que abordará as características indicadas por Jesus com relação ao Reino de Deus e como devemos nos portar como cidadãos deste reino.

E este é o primeiro, e como esta idéia nasceu repentinamente ele não está seguindo uma ordem, cronológica assim como Jesus explanou, talvez os próximos sigam uma cronologia.

Bem então como estamos tentando aprender mais para agirmos de forma melhor como cristãos vamos começar com um tema muito importante, e bastante difícil, que é o perdão.

Para tanto vamos ver o que Jesus nos ensina a respeito disto.

Abramos nossas Bíblias no Livro de Mateus 18.21-35

Este capítulo faz parte do relato de Mateus, e é o quarto grande bloco de discursos que aparece neste Evangelho, e desde o início do capítulo 18 Mateus relata as instruções que Jesus estava dando ao povo, mais precisamente ao povo da nova aliança. Estes versículos são muito preciosos e fundamentais para nos compreendermos verdadeiramente o que é ser Cristão.

Vamos entender um pouco mais profundamente o que Jesus quer nos dizer com essa parábola.

Análise do Texto

(Mateus 18:21) - Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete?

(Mateus 18:22) - Jesus lhe disse: Não te digo que até sete; mas, até setenta vezes sete.

Comentários : Jesus estava neste grupo de discurso respondendo a um questão levantada pelos discípulos no início do capítulos onde eles questionavam Jesus sobre quem é o mais importante no Reino dos Céus, é bem provável que eles ainda estivessem entendendo a questão do reino como um reino terreno, que faria com que Israel dominasse os demais reinos sob um governo teocrárico. E Jesus então tenta aprofundar o entendimento sobre o que é o reino e suas implicações na vida de cada um.

Chega então um momento em que Pedro interrompe Jesus, talvez aturdido com tanta informação e conceitos tão diferentes de tudo que já ouviram, e pergunta, já fazendo uma afirmação sobre a questão do perdão.

O numero sete tem um significado muito particular para o Judeu, e desta forma Pedro achava que já seria uma quantidade muito grande em que devemos perdoar, mas Jesus amplia este conceito e coloca de forma que esta informação é multiplicada por setenta, ou seja está dizendo que o perdoar deve ser constante na vida do cristão, ou seja sempre devemos perdoar, não há um limite.

(Mateus 18:23) - Por isso o reino dos céus pode comparar-se a um certo rei que quis fazer contas com os seus servos;

Comentários : Aqui Jesus começa a contar a parábola do empregado mau, e faz uma referência direta com o reino dos céus, ou seja é uma comparação.

(Mateus 18:24) - E, começando a fazer contas, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;

Comentário : É chegada a hora de prestar contas, e foi apresentado um que devia dez mil talentos.

O valor desta dívida é um absurdo para um trabalhador, hoje seria equivalente a algo em torno de 275 mil anos de trabalho, (5 milhões de dólares, ou algo em torno de R$ 8.700.000,00,) (170t de ouro) se para nós hoje isso é uma quantia fabulosa, mesmo trabalhando toda a minha vida não conseguira juntar todo esse dinheiro, imagine na época de Jesus, um trabalhador jamais conseguiria juntar todo esse dinheiro era algo impossível de se pagar.

(Mateus 18:25) - E, não tendo ele com que pagar, o seu senhor mandou que ele, e sua mulher e seus filhos fossem vendidos, com tudo quanto tinha, para que a dívida se lhe pagasse.

Comentário : Este era o procedimento comum que se dava a devedores que não tinham como pagar suas dívidas, mesmo assim sendo vendido tudo o que possuía em conjunto com toda a sua família essa divida fabulosa não seria quitada, porém o empregado e toda a sua família teriam que trabalhar para outros como escravos.

(Mateus 18:26) - Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

(Mateus 18:27) - Então o senhor daquele servo, movido de íntima compaixão, soltou-o e perdoou-lhe a dívida.

Comentário : O empregado entrou em desespero, percebeu no grande problema que havia se metido e pede clemência para seu Rei.

E então o rei o perdoa, não aumenta apenas o prazo para pagamento, pois sabia que ele nunca poderia pagar, mas graciosamente o perdoa, perdoa uma divida imensa, gratuitamente por compaixão.

(Mateus 18:28) - Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem dinheiros, e, lançando mão dele, sufocava-o, dizendo: Paga-me o que me deves.

Comentário: Curiosamente este agraciado encontra um colega seu que deve-lhe cem dinheiros, que refere-se a moeda romana a quantia fica em torno de oito dólares (30g de ouro) hoje, é notável a diferença de valores entre a divida de um e de outro, a divida do primeiro era enorme impagável, a do segundo um divida para com o outro que comparativamente não significava muito.

(Mateus 18:29) - Então o seu companheiro, prostrando-se a seus pés, rogava-lhe, dizendo: Sê generoso para comigo, e tudo te pagarei.

Comentário: O seu conservo pede então compaixão, promete que pagará.

(Mateus 18:30) - Ele, porém, não quis, antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida.

Comentário: Mas não houve compaixão, não houve perdão, não houve graça, e ele não perdoa, quer cobrar aquilo que acha ser merecedor.

(Mateus 18:31) - Vendo, pois, os seus conservos o que acontecia, contristaram-se muito, e foram declarar ao seu senhor tudo o que se passara.

(Mateus 18:32) - Então o seu senhor, chamando-o à sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste.

(Mateus 18:33) - Não devias tu, igualmente, ter compaixão do teu companheiro, como eu também tive misericórdia de ti?

Comentário: Aquele por quem foi usada de compaixão, de perdão não teve capacidade de perdoar.

(Mateus 18:34) - E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia.

(Mateus 18:35) - Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um a seu irmão, as suas ofensas.

Contextualização

Devemos primeiramente entender que o Reino de Deus tem valores essencialmente diferentes dos que caracterizam as instituições terrenas e as organizações seculares.

O padrão de ética do Cristão deve ser normalmente maior do que é o normal na sociedade em geral, o cristão não deve se nivelar pela média, mas sim por valores superiores que a média.

Tasker em seu comentário sobre o livro de Mateus afirma:

“A comunidade messiânica é primeiramente e acima de tudo a comunidade dos remidos. Deve a sua existência ao perdão tornado possível pela morte do Messias. (...) Impõe-se, pois a cada membro o supremo dever de do qual em de estar sempre cônsio sem jamais cansar-se, de perdoar o mal pessoal que acaso lhe façam. Uma vez abandonada a disposição para perdoar, perde-se a raison d’être, a razão de ser da comunidade cristã. A sociedade dos perdoados fica sem sentido, se os que são perdoados não perdoam.(...)” [1]

Observando o texto verificamos que temos em termos literários quatro personagens : O rei, o sevo devedor, o companheiro de trabalho do devedor, os outros empregados ou a multidão.

Comparativamente podemos entender que O Rei é Deus, o servo devedor somos nos pecadores, o companheiro de trabalho é todo aquele que também nos fez alguma coisa e que necessita de perdão, os outros, são aqueles que testemunham nossas atitudes.

Ora partindo do pressuposto que quando aceitamos o sacrifico de Jesus somos perdoados por Deus de todas as nossas transgressões, ou seja somos perdoados de uma dívida que não teríamos condições nenhuma de pagar,e que seriamos chamados ao seu tribunal como grandes pecadores e devedores, mas fomos graciosamente perdoados, fomos feitos livres e melhor de devedores agora somos filhos, fomos perdoados de uma dívida impagável.

Como deverá ser então o nosso comportamento com aqueles que nos são devedores? Como deverá ser o nosso procedimento com aqueles a quem devemos perdoar?

Aquele servo não usou de compaixão, tampouco penso que entendeu a grande misericórdia que o Rei usou para com ele, mas mesmo assim ele não foi capaz de perdoar, algo muito mais insignificante.

Se compararmos o perdão de Deus em nossas vidas, há algo que não possamos perdoar?

É claro que é um processo muito difícil, o perdoarmos alguém que nos traiu, que talvez mentiu, que nós enganou, ou tantas outras dificuldades que passamos, mas como cristãos a nossa meta deve ser perdoar, e perdoar e perdoar e perdoar sempre. Toda pessoa que demonstra estar sensivelmente arrependida, deve ser perdoada.

Lamento dizer mas não há justificativa para não perdoar. Isso não significa dizer não ser necessário o cumprimento justiça da lei. Mas para nós em nosso coração deve sempre haver espaço para o perdão, este perdão deve ser exercido como forma de agradecimento pela graça da salvação, pelo perdão que recebemos sem merecer.

“O perdão é o sinal de uma fé verdadeira.”


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[1] Tasker, R.V.G., Mateus Introdução e Comentário, pg 138, Ed. Vida Nova.