sábado, 21 de junho de 2008

A ciência e responsabilidade humana.

Quanto mais o ser humano aprimora-se no seu conhecimento científico, maior é a sua responsabilidade pelo que realiza com esses descobrimentos. E esta responsabilidade está alcançando patamares nunca antes imaginados, face ao grande desenvolvimento do conhecimento técnico e científico que a humanidade está alcançando. Um dos últimos experimentos decorrentes de uma teoria física proporcionou ao homem uma arma de destruição em massa : a bomba atômica. Em decorrência do militarismo ocorrido pós segunda guerra mundial pela bipolaridade em que o mundo se dividiu ( EUA e URSS ) o estoque destas armas seria o suficiente para destruir o planeta várias vezes, caso uma guerra entre estas duas nações ocorresse.

Hoje, apesar de haver um grande estoque de armas nucleares, com poder de destruição muito maiores que a utilizada na 2ª grande guerra, o fantasma de um cataclisma nuclear ficou amenizado com a dissolução do bloco soviético, e a redimensionamento dos conflitos.

Mas nunca na história da humanidade cogitou-se que um experimento ciêntifico pudesse gerar o risco do extermínio da raça humana, no máximo aceitava-se como conseqüência a explosão de um laboratório e a perda de vida de alguns pesquisadores.

Porém uma das ultimas pesquisas de física, que estará sendo realizada possivelmente em meados de outubro está causando alguma apreensão por eventuais "efeitos colaterais" indesejáveis.

Trata-se do inicio das atividades do novo acelerador de partículas, o Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), onde experiências com colisões de subpartículas atómicas pretendem simular o ocorrido em milésimos de segundos após o big bang, ou seja o estado do universo milésimos de segundos após a criação.

O grande problema é que foi levantada a hipótese de que nestas simulações minusculos buracos negros poderiam surgir, bem como subparticulas desconhecidas de efeitos danosos, e estes minúsculos buracos negros poderiam crescer de forma a "consumir" com todo o planeta ( alguns diriam com todo o universo.).

O ultimo relatório da comissão de segurança aprovada pela direção da Organização Européia de
Pesquisa Nuclear afirma que não há riscos de ocorrerem efeitos danosos em decorrência da experiência ( ver materia e textos indicativos abaixo.), e que os miniburacos negros que surgirem não deverão ser estáveis, ou seja desapareceram logo após seu surgimento sem crescerem.

Bem, assim espero..., mas o que mais chama a minha atenção é o grau de responsabilidade que estamos chegando, um experimento científico gerar uma polêmica sobre a destruição do planeta, ou seja o risco que a humanidade corre em desaparecer sem sequer ter idéia do que aconteceu, sim porque penso que poucas pessoas tem idéia do que está para ser feito. Não vou entrar sequer no mérito do homem brincar de Deus, não é disso que se trata, mas da pergunta :
Qual será o próximo risco?

Bem se o relatório estiver certo, e se nada der errado na experiência, o ser humano terá uma quantidade nunca imaginada de informações sobre o estado primordial da criação, e talvez até leve a descoberta de partículas que expliquem melhor o inicio de tudo.

Porém caso o relatório de segurança não esteja certo..., este texto não existirá. rsrsrs....

Textos e matérias para consulta:

LHC não vai destruir a Terra, conclui relatório de segurança - Estadão

Relatório de Segurança - LHC (inglês)

Astrophysical implications of hypothetical stable TeV-scale black holes - Material ciêntífico sobre as implicações e estabilidade de microburacos negros.

Buracos negros mini e super - portal do astrônomo.


Mini buraco negro - Wikipédia.

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