sábado, 28 de abril de 2012

Leminsky, a modernidade e a vida....


O QUE PASSOU, PASSOU?

Antigamente, se morria
1907, digamos, aquilo sim
é que era morrer.
Morria gente todo dia,
e morria com muito prazer,
já que todo mundo sabia
que o Juízo, afinal, viria,
e todo mundo ia renascer.
Morria-se praticamente de tudo.
De doença, de parto, de tosse.
E ainda se morria de amor,
como se amar morte fosse.
Pra morrer, bastava um susto,
um lenço no vento, um suspiro e pronto,
lá se ia nosso defunto
para a terra dos pés juntos.
Dia de anos, casamento, batizado,
morrer era um tipo de festa,
uma das coisas da vida,
como ser ou não ser convidado.
O escândalo era de praxe.
Mas os danos eram pequenos.
Descansou. Partiu. Deus o tenha.
Sempre alguém tinha uma frase
que deixava aquilo mais ou menos.
Tinha coisas que matavam na certa.
Pepino com leite, vento encanado,
praga de velha e amor mal curado.
Tinha coisas que têm que morrer,
tinha coisas que têm que matar.
A honra, a terra e o sangue
mandou muita gente praquele lugar.
Que mais podia um velho fazer,
nos idos de 1916,
a não ser pegar pneumonia,
e virar fotografia?
Ninguém vivia pra sempre.
Afinal, a vida é um upa.
Não deu pra ir mais além.
Quem mandou não ser devoto
de Santo Inácio de Acapulco,
Menino Jesus de Praga?
O diabo anda solto.
Aqui se faz, aqui se paga.
Almoçou e fez a barba,
tomou banho e foi no vento.
Agora, vamos ao testamento.
Hoje, a morte está difícil.
Tem recursos, tem asilos, tem remédios.
Agora, a morte tem limites.
E, em caso de necessidade,
a ciência da eternidade
inventou a criônica.
Hoje, sim, pessoal, a vida é crônica.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A religião do Ateísmo.

Uma religião para o ateísmo? Alain de Botton e o ateísmo 2.0.


Bem sempre disse que os ateus tem fé, sim fé que Deus não existe, o crente tem fé que Deus existe. Não satisfeitos em ter fé agora querem a estrutura da religião. Muito interessante.




sábado, 21 de abril de 2012

Vamos reagir : Diga Não ao aborto.


Estou distribuindo gratuitamente o meu estudo sobre a questão do aborto : 

A SUA IMAGEM E SEMELHANÇA - O Início da Vida e o Aborto. Reflexões para uma Bioética Cristã, em pdf para quem desejar saber mais sobre o assunto. 

Ajude a distribuir. Pode pedir pelo meu e-mail roberto.r67@gmail.com ou aqui pelo facebook. 

Vamos nos mobilizar e nos posicionar contra o aborto.

A Igreja e o Aborto, o silêncio daqueles que tem voz.

Estou ficando preocupado com a quantidade de textos pró aborto que estou encontrando ultimamente. Segue o link para mais um texto defendendo o assassinato de fetos :

http://www.outraspalavras.net/2012/04/20/aborto-o-grande-tabu-no-brasil/

Será que não há ninguém na cúpula cultural e intelectual brasileira que defenda a criminalização do aborto? Onde estão os evangélicos detentores de espaço na mídia para defender a vida? Ou não há interesse destes neste assunto?
Sabemos que o Edir Macedo é abortista, mas temos outros que "apregoam" serem evangélicos... Talvez estejam ocupados demais pedindo dinheiro.

E as igrejas sérias? Onde está sua voz profética? Onde está o sal e a luz? Escondidos com medo? Deveis ter medo do Juizo e da Justiça de Deus este sim julgará pelo silêncio daqueles que teriam voz;

Novamente o aborto....

Ponto de vista - gazeta do povo.

Texto de Veríssimo.

Novamente aqui há a justificativa do aborto pelo prisma simplista de que o feto é parte do corpo da mulher. 

Concepção errada que volto a combater. O feto é um organismo separado do corpo da mulher que necessita de funções do corpo feminino, ele não é propriedade da mulher, é um ser em formação e que seu direito ao desenvolvimento deve sim ser assegurado pelo Estado por se tratar da parte mais frágil desta equação.

 Ninguém esta dizendo que a mulher é obrigada a criar este filho depois de nascido e pode entreg-lo a adoção.

Parece que  a solução para o fardo "terrível " da mulher ter de carregar um bebê por nove meses deve ser o seu assassinato?

Se relativizarmos a vida humana em qualquer de seus estágios devemos estar preparados para todas as suas consequências, devemos estar preparados para uma sociedade com padrões éticos e morais rasos, que seja capaz de descuidar  de suas crianças e matar seus idosos, se o ser humano não tem valia no inicio primordial de sua vida em que demonstra sua fragilidade, em uma relação de dependência de alguém que chamaria de mãe, como poderemos garantir um fim de vida digno para os idosos que tornam-se muito mais dependentes e trabalhosos no final de sua existência? 

Se a mulher e dona do seu corpo e isso isenta dela ter responsabilidade pelo feto, que podemos dizer da relação de cuidado de um idoso acamado? que tipo de ética em uma sociedade abortista pode garantir o cuidado de um idoso no final de sua vida?

Sr. Veríssimo, que já tem uma certa idade deveria pensar nisso com mais cuidado... Alias deveria refletir um pouco mais antes de emitir opiniões em uma área tão critica.

Segue texto : 

Não ao relativismo....


Caderno Opinião gazeta do povo

Gostei muito do texto Guardar. Fé, o serviço de Bento XVI de Jorge Ferraz.
Sei que o papa b XVI tem muitos problemas e cometeu muitos erros em varias declarações, que não cabe avaliarmos neste post, mas colocar ao seu lado quando ele se mostra como combatente do mal que esta afligindo a sociedade e a igreja, seja católica como evangélica, o relativismo. 


O texto reproduzido abaixo deixa clara a função do papa bem como seu posicionamento. Credito que nos evangélicos também deveríamos partilhar desta posição e não surfarmos nas ondas da pôs modernidade e sua completa desestruturação de toda a certeza. A verdade não e relativizável.

Texto Gazeta do Povo - Guardar a fé, Serviço de Bento XVI

terça-feira, 17 de abril de 2012


Deus tem falado muito ao meu coração nos últimos tempos, e nos últimos dias então.... Tive várias palavras e acontecimentos que confirmaram a decisão que tomei.  Compartilho o texto abaixo que falou muito para mim. 


Precisamos Novamente de Homens de Deus
A.W. Tozer


A igreja, neste momento, precisa de homens, o tipo certo de homens, homens ousados. Afirma-se que necessitamos de avivamento e de um novo movimento do Espírito; Deus, sabe que precisamos de ambas as coisas. Entretanto, Ele não haverá de avivar ratinhos. Não encherá coelhos com seu Espírito Santo.

A igreja suspira por homens que se consideram sacrificáveis na batalha da alma, homens que não podem ser amedrontados pelas ameaças de morte, porque já morreram para as seduções deste mundo. Tais homens estarão livres das compulsões que controlam os homens mais fracos. Não serão forçados a fazer as coisas pelo constrangimento das circunstâncias; sua única compulsão virá do íntimo e do alto.
Esse tipo de liberdade é necessária, se queremos ter novamente, em nossos púlpitos, pregadores cheios de poder, ao invés de mascotes. Esses homens livres servirão a Deus e à humanidade através de motivações elevadas demais, para serem compreendidas pelo grande número de religiosos que hoje entram e saem do santuário. Esse homens jamais tomarão decisões motivados pelo medo, não seguirão nenhum caminho impulsionados pelo desejo de agradar, não ministrarão por causa de condições financeiras, jamais realizarão qualquer ato religioso por simples costume; nem permitirão a si mesmos serem influenciados pelo amor à publicidade ou pelo desejo por boa reputação.

Muito do que a igreja faz em nossos dias, ela o faz porque tem medo de não fazê-lo. Associações de pastores atiram-se em projetos motivados apenas pelo temor de não se envolverem em tais projetos.

Sempre que o seu reconhecimento motivado pelo medo (do tipo que observa o que os outros dizem e fazem) os conduz a crer no que o mundo espera que eles façam, eles o farão na próxima segunda-feira pela manhã, com toda a espécie de zelo ostentoso e demonstração de piedade. A influência constrangedora da opinião pública é quem chama esses profetas, não a voz de Jeová.
A verdadeira igreja jamais sondou as expectativas públicas, antes de se atirar em suas iniciativas. Seus líderes ouviram da parte de Deus e avançaram totalmente independentes do apoio popular ou da falta deste apoio. Eles sabiam que era vontade de Deus e o fizeram, e o povo os seguiu (às vezes em triunfo, porém mais freqüentemente com insultos e perseguição pública); e a recompensa de tais líderes foi a satisfação de estarem certos em um mundo errado.

Outra característica do verdadeiro homem de Deus tem sido o amor. O homem livre, que aprendeu a ouvir a voz de Deus e ousou obedecê-la, sentiu o mesmo fardo moral que partiu os corações dos profetas do Antigo Testamento, esmagou a alma de nosso Senhor Jesus Cristo e arrancou abundantes lágrimas dos apóstolos.
O homem livre jamais foi um tirano religioso, nem procurou exercer senhorio sobre a herança pertencente a Deus. O medo e a falta de segurança pessoal têm levado os homens a esmagarem os seus semelhantes debaixo de seus pés. Esse tipo de homem tinha algum interesse a proteger, alguma posição a assegurar; portanto, exigiu submissão de seus seguidores como garantia de sua própria segurança. Mas o homem livre, jamais; ele nada tem a proteger, nenhuma ambição a perseguir, nenhum inimigo a temer. Por esse motivo, ele é alguém completamente descuidado a respeito de seu prestígio entre os homens. Se o seguirem, muito bem; caso não o sigam, ele nada perde que seja querido ao seu coração; mas, quer ele seja aceito, quer seja rejeitado, continuará amando seu povo com sincera devoção. E somente a morte pode silenciar sua terna intercessão por eles.
Sim, se o cristianismo evangélico tem de permanecer vivo, precisa novamente de homens, o tipo certo de homens. Deverá repudiar os fracotes que não ousam falar o que precisa ser externado; precisa buscar, em oração e muita humildade, o surgimento de homens feitos da mesma qualidade dos profetas e dos antigos mártires. Deus ouvirá os clamores de seu povo, assim como Ele ouviu os clamores de Israel no Egito. Haverá de enviar libertação, ao enviar libertadores. É assim que Ele age entre os homens.

E, quando vierem os libertadores... serão homens de Deus, homens de coragem. Terão Deus ao seu lado, porque serão cuidadosos em permanecer ao lado dEle; serão cooperadores com Cristo e instrumentos nas mãos do Espírito Santo...