sábado, 31 de março de 2012

Unidade na Diversidade.

Ao ler o interessante texto abaixo, imediatamente pensei na pergunta que um aluno fez para mim ontem no Seminário, "A Igreja evangélica não deveria ser mais dura com sua ortodoxia?, para se posicionar em relação a tantos absurdos que estão ocorrendo?"

Respondi que entendia não ser problema específico com a ortodoxia, claro que devemos ter bem claro nossos conceitos teológicos, mas que talvez o que necessitássemos fosse uma resposta atualizada do Credo Apostólico. Sim aquele credo : "  Creio em Deus Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo seu único Filho nosso Sennhor (...)"
Que foi pensado como uma profissão de fé e que confrontava claramente a reta doutrina com muitos pensamentos conflitantes com a fé.

Não seria o caso de pensarmos um credo que atendesse as questões conflitantes do cristianismo com relação ao século XXI? 

A igreja evangélica necessita também uma "unidade" teológica urgente. 

Para aprofundar este pensamento segue um texto antigo meu Cipriano de Cartago  e a Unidade da Igreja na diversidade. 

Abaixo o texto sobre a questão da unidade na Igreja Católica na atualidade: 



Comissão do Vaticano pede "unidade" na Teologia católica


Cidade do Vaticano (RV) - A Comissão Teológica Internacional (CTI), organismo consultivo do Vaticano, divulgou nesta quinta-feira um documento que pede aos teólogos católicos um discurso comum, alertando para os riscos da fragmentação dentro da Igreja.

O texto examina algumas questões atuais da teologia e propõe, à luz dos princípios constitutivos da teologia, os critérios metodológicos determinantes para a teologia católica.

“Se a Igreja quiser comunicar a mensagem única de Cristo ao mundo, precisa claramente de um discurso comum, e neste sentido, é legítimo falar da necessidade de uma unidade da Teologia” – frisa o documento, intitulado “Teologia hoje: Perspectivas, princípios e critérios”.

Cinquenta anos após o início do Concílio Vaticano II (1962-1965), o texto indica que este foi um período muito produtivo, em que surgiram novas vozes teológicas, em particular leigos e mulheres, teologias de “novos contextos culturais”.

Temas como a paz, a justiça, a libertação, a ecologia e a bioética ganharam um novo destaque, sublinha a CTI, definindo-os como “desenvolvimentos positivos”.

O documento ressalva, no entanto, que as últimas décadas deram origem a uma “certa fragmentação da Teologia”, levantando questões como “quais são as suas características e como se manter uma identidade verdadeira”.

O texto da CTI se divide em três capítulos, dedicados à “escuta da palavra de Deus”, à “comunhão com a Igreja” e à “verdade de Deus numa perspectiva de autêntica sabedoria”. 

A CTI é um organismo que reúne 30 dos teólogos mais renomados de todo o mundo sob a presidência do Cardeal William Levada, Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé.
A missão da CTI é ajudar a Santa Sé e em particular a Congregação para a Doutrina da Fé a examinar as questões doutrinais de maior importância. O documento pode ser consultado no site www.vatican.va.
(CM)


Fonte. Rádio Vaticano

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