segunda-feira, 26 de julho de 2010

A um passo de Matrix?

Em breve, computadores serão capazes de gerar hipóteses úteis sem ajuda dos humanos, diz estudo

Novas ferramentas devem entrar em cena na próxima década para conduzir experimentos mais complexos

23 de julho de 2010 | 13h 43
    SÃO PAULO - Há décadas, os computadores eletrônicos têm ajudado os cientistas
     a armazenar, processar e analisar dados. Mas, à medida que uma explosão de novos 
    conhecimentos tem mudado o panorama científico, a tecnologia também está ampliando 
    o poder dos computadores.
Nesse novo contexto, as máquinas passam da simples análise para a formulação de hipóteses, entrando em uma área até então exclusiva aos humanos. De acordo com um artigo publicado na edição desta sexta-feira, 23, da revista Science, em breve os computadores serão capazes de gerar hipóteses úteis sem ajuda dos humanos.
Segundo James Evans e Andrey Rzhetsky, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, o fato é que os computadores estão se tornando cada vez menos dependentes de seus criadores.
“Com base em abordagens de inteligência artificial, programas de computadores estão se tornando cada vez mais capazes de integrar conhecimento publicado com dados experimentais, de buscar por padrões e relações lógicas e de permitir o surgimento de novas hipóteses com menos intervenção humana”, afirma a dupla.
Segundo os pesquisadores, novas e poderosas ferramentas computacionais entrarão em cena na próxima década para conduzir experimentos maiores e mais complexos, permitindo um grande avanço em áreas como física, química, biomedicina e ciências sociais.
“No passado, abordagens computacionais foram mais bem-sucedidas em sistemas pequenos e bem definidos do que em maiores, menos conhecidos e mais complexos. A explosão de dados de experimentos de alto desempenho, entretanto, tem apresentado sistemas muito complexos”, dizem Evans e Rzhetsky.
“Encarar esse volume de dados com questões tão grandes em escala e complexidade será crítico porque, como disse Mark Twain, ‘você não pode depender de seus olhos quando sua imaginação está fora de foco’”, destacam os autores. 
Fonte : Estadão

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