domingo, 15 de maio de 2011

Se o futuro passa pela educação......


Ao assistir o vídeo da entrevista de Rubens Alves no programa provocações fique a refletir sobre a questão da educação, do acesso a informação ao desejo de ler e ao simples fato de querermos isso. 

Como professor de teologia fico extremamente preocupado, pois acredito ser esta uma das áreas das ciências humanas em que mais se devia exigir o aprofundamento em leituras, e falo aqui não somente de leituras técnicas, mas as leituras que ajudam a formar o indivíduo. Fico espantado com a falta de interesse que muitos apresentam  quando se defronto com um livro, e como muitas vezes nós professores deixamos de estimula-los ao hábito de folhear um bom compêndio. 
Deixo abaixo uma pequena reflexão provocado por uma questão da matéria de Didática do Ensino Superior do Curso de Pós-Graduação em Teologia do Novo Testamento que estou cursando.

A sala de aula é um organismo vivo. O que esta afirmação implica em relação ao planejamento? Responda em uma lauda apenas.


 primeira implicação que vejo nesta afirmação é que o planejamento não pode ser estático e inflexível.
A sala de aula não é um organismo fechado. Ela sofre influências externas, seja dos indivíduos que participam dela seja da sociedade como um todo que apresentam novos paradigmas e conceitos que podem influenciar no entendimento dos alunos sobre o mundo.



Esta constatação não nos deixa um pouco sem chão com relação ao planejamento? Entendo que sim e que não. 



Sim porque tudo aquilo que traz mudanças muitas vezes nos deixa ansiosos e angustiados, por isso o planejamento deve levar em conta a possibilidade de flexibilização. Importante neste aspecto é no planejamento tentar antever tudo que pode influenciar e interagir com este organismo vivo que é a sala de aula. 
Essa tentativa de previsibilidade requer um momento de reflexão sobre as questões e os significados da sala de aula, e a experiência pode lançar um importante auxilio nesta aspecto, se não sei quem serão meus alunos neste ano, posso olhar para os alunos do ano passado e tentar entender quais foram os principais problemas e fatores que “interagiram” com a sala de aula. Quais foram os principais problemas? Quais foram as principais dificuldades qual o feedback que obtive da sala no ano anterior para que não repita as falhas que cometi e quais os acertos que facilitaram o aprendizado? 



A ementa que foi aplicada no ano anterior atingiu seus objetivos? Os pontos que estão definidos como objetos de conhecimento ainda são relevantes? Não há novas perspectivas e olhares com que faça que esta ementa se torne defasada?



E deve ser com estas inquietações que devemos nos posicionar frente a sala de aula.

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