domingo, 22 de novembro de 2015

Viver a vida pela perspectiva da morte....


Este é um tema importantíssimo para o debate. Vivemos em uma sociedade (que aliás já foi prevista...) que valoriza extremamente a juventude, envelhecer parece que é desleixo da pessoa, daí tratamos os idosos com uma infantilidade surpreendente... fico pasmo ao ver como grupos de idosos são tratados em passeios turísticos. Não reconhecer o valor de cada fase da vida é parar em uma fase que não poderá mais ser vivida e não viver a qual está passando, ou seja é ser plenamente frustrado consigo mesmo. É claro que algumas vezes todos nos pensamos, há como seria bom ter 20 anos novamente... mas será que seria mesmo? Sentimos a falta do vigor da juventude para impulsionar o que a nossa experiência vivenciou... a juventude tem sua beleza, mas também tem seus problemas. Ao tratar a velhice como uma doença, não como algo que é natural da vida, e que nos levará à inexorável morte faz com que percamos, de fato, o sentido da vida.  Vivemos uma época de alienações proporcionada pela informação, este paradoxo se reproduz de forma prática na vida vivida, já não sabemos bem o que é a vida e o que é o viver.... vivemos e morremos da forma como outros dizem de devemos viver... e desta forma de fato não vivemos a nossa vida, que deve ser resultado de reflexão e decisão pessoal. O próximo passo para a medicação total da vida é a morte entrar na CID.
Ao contrário, eu penso que a vida só tem sentido se pensada pela perspectiva da morte....

http://www.cartacapital.com.br/revista/876/envelhecimento-e-doenca-3434.html?utm_content=buffer99ddf&utm_medium=social&utm_source=twitter.com&utm_campaign=buffer

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