terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Leituras XVIII

Finalizei a leitura neste final de semana do livro "Uma mente inquieta", 267 pg, de Kay Redfield Jamison, um relato belissímo e surpreendente do convívio com a doença maniaco-depressiva, ou transtorno bipolar como é mais conheciada atualmente. O livro mostra o desenrolar da doença relatada pelo ponto de vista da paciente, desde suas manifestações iniciais, passando por sérias crises até o controle da doença. Recomendo.



Também comprei e já o escutei todinho o audio livro "Orações para um mundo melhor" escritas por Walter Rauschenbrusch, um dos principais teóricos do Evangelho Social, movimento que pretendia dar uma resposta bíblica e cristã às injustiças sociais. Quem empresta a voz de forma magnifica para estas orações é Rubens Alves. Estas orações deveriam ser escutadas e principalmente oradas por todos aqueles que amam a verdade dos Evangelhos. Com certeza Cristo as teria orado. Recomento muito.

Segue uma das orações, tirada do site do Rubens Alves :

Por este mundo

Ó Deus, nós te damos graças por este universo, nosso lar; pela sua vastidão e riqueza, pela exuberância da vida que o enche e da qual somos parte. Nós te louvamos pela abóbada celeste e pelos ventos, grávidos de bênçãos, pelas nuvens que navegam e as constelações, lá no alto. Nós te louvamos pelos oceanos, pelas correntes frescas, pelas montanhas que não se acabam, pelas árvores, pelo capim sob os nossos pés. Nós te louvamos pelos nossos sentidos: poder ver o esplendor da manhã, ouvir as canções dos namorados, sentir o hálito bom das flores da primavera. Dá-nos, rogamos-te, um coração aberto a toda esta alegria e a toda esta beleza, e livra as nossas almas da cegueira que vem da preocupação com as coisas da vida e das sombras das paixões, a ponto de passar sem ver e sem ouvir até mesmo quando a sarça, ao lado do caminho, se incendeia com a glória de Deus. Alarga em nós o senso de comunhão com todas as coisas vivas, nossas irmãs, a quem deste esta terra por lar, juntamente conosco. Lembramo-nos, com vergonha, de que no passado aproveitamos do nosso maior domínio e dele fizemos uso com crueldade sem limites, tanto assim que a voz da terra, que deveria ter subido a ti numa canção, tornou-se um gemido de dor. Que aprendamos que as coisas vivas não vivem só para nós; que elas vivem para si mesmas e para ti, que elas amam a doçura da vida tanto quanto nós, e te servem, no seu lugar, melhor que nós no nosso. Quando chegar o nosso fim, e não mais pudermos fazer uso deste mundo, e tivermos de dar nosso lugar a outros, que não deixemos coisa alguma destruída pela nossa ambição ou deformada ela nossa ignorância. Mas que passemos adiante nossa herança comum mais bela e mais doce, sem que lhe tenha sido tirado nada da sua fertilidade e alegria, e assim nossos corpos possam retornar em paz para o ventre da grande mãe que os nutriu e os nossos espíritos possam gozar da vida perfeita em ti.

(Do livro Orações por um mundo melhor, PAULUS, 1997.)

Nenhum comentário: