terça-feira, 28 de setembro de 2010

Quanto mais religioso, mais pobre?

Saiu no jornal folha de São Paulo do dia 27/09, a matéria intitulada "Quanto mais religioso, mais pobre tende a ser um país" Ver AQUI  do articulista Hélio Schwartsman, onde se apresenta pesquisa feita em 114 países pelo Gallup, apresentando gráfico onde se visualiza que os países em que o percentual dos cidadãos que consideravam a religião importante nas suas vidas era alto a pobreza também se fazia alta exceção a regra é o EUA. A leitura que os ateus fazem é que, nos países com alto percentual de crença religiosa o progresso econômico não se implanta. Os sociólogos afimam que, na verdade a religiosidade é alta por causa da pobreza, i.e., como não há recursos para proporcionar o desenvolvimento as pessoas tem na religião uma esperança de melhora através do milagre. 
Há nestas afirmações um pouco de verdade sim, mas não toda a verdade. Entendo que para uma nação que seja esperitualizada, com um forte sentimento religioso, seja natural uma certa despreocupação com o dinheiro, mas nunca com as condições de vida digna de seus cidadãos. Isto é, um progresso econômico menor, mas com um olhar atendo para as condições de saúde pública, educação e trabalho. Não vejo países que tenham este processo como "sub-desenvolvidos", mas sim como uma outra forma de desenvolvimento. Sabemos que o capitalismo tem no protestantismo um forte impulso, por criar condições de acumulo de capitais, este processo acabou sendo natural, uma vez que também no protestantismo há o profundo respeito pelas liberdades individuais e valorização do trabalho. Desta forma não há como afirmar que nações religiosas sejam necessáriamente pobres por serem religiosas ou crerem em Deus, exemplo disto é o próprio EUA. Como não se deve reconhecer o desenvolvimento de uma nação única e exclusivamente pelo PIB, uma vez que há várias formas de se construir uma nação justa com seus partícipes, proporcionando acesso a qualidade de vida digna.  

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