Artigos

Artigos

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

Ventos de Renovação na ICAR??

Interessante o movimento que está acontecendo por parte de alguns teólogos da ICAR, principalmente da igreja alemã. Porém deve-se olhar com cuidado algumas de suas prerrogativas que tendem para uma teologia extremamente liberal. Segue baixo a matéria sobre o assunto publicada na UNISINOS
Pessoalmente conhecendo a linha teológica do Papa Bento XVI acho pouco provável esta iniciativa ter reflexos significativos, mas em tempos de renovação ( o Egito que o diga) tudo é possível, porém deve-se ter cuidado, nem tudo tudo que é mudança significa melhoria..... 


Iniciativa dos teólogos alemães: renovação ou demolição?
 
"Os signatários da DM podem sinceramente apresentar a Professio fidei exigida como condição indispensável para ensinar, em nome da Igreja, nas faculdades de teologia?", questiona o teólogo alemão, Manfred Hauke, professor de Patrística e Dogmática naFaculdade de Teologia de Lugano e vice-diretor da Revista Teológica de Lugano.
Segundo ele, "o memorando dos 143 teólogos entristece pois não oferece nenhuma contribuição para lançar-se rumo a um futuro cheio de esperança, mas sim uma demolição põe em perigo o tesouro da fé eclesial".
O artigo, intitulado "Aufbruch oder Abbruch? – Eine Stellungnahme zum Theologen-Memorandum „Kirche 2011“ foi, originalmente, publicado pelo jornal alemão Die Tagepost, 07-02-2011. A tradução é da Agência Zenit, 13-02-2011.
Eis o artigo.
Em 3 de fevereiro, um conhecido jornal alemão, o Süddeutsche Zeitung, publicou um relatório (Memorándum) assinado por 143 teólogos alemães, com o título "Igreja 2011: uma adesão necessária" (Ein notwendiger Aufbruch (1)). As petições lembram, em muitos aspectos, a "Declaração de Colônia", de 1992, e a iniciativa "Nós Somos Igreja", de 1995. A faculdade teológica mais representada entre os signatários é a deMünster, com 17 teólogos, incluindo o decano Klaus Müller; uma teóloga de Münster faz parte do comitê de redação do memorando (cf. M. Drobinski, Theologen gegen den Zölibat, Süddeutsche Zeitung, 3.2.2011). Também uma petição muito específica remete à influência de Münster, a de constituir tribunais administrativos para a Igreja (Klaus Lüdicke). Portanto, o texto poderia tranquilamente ser chamado de "Declaração de Münster" (DM).
Por ocasião da DM, seus signatários indicam o debate público sobre os abusos sexuais que houve no ano passado. Ao procurar por "causas do abuso, do silêncio e da moral dupla", teria "crescido a convicção de que são necessárias reformas profundas". O convite dos bispos ao "diálogo" teria suscitado expectativas que seria preciso acolher. Os teólogos querem fazer de 2011 um "ano de partida" para que a Igreja possa sair de "estruturas fossilizadas". O "diálogo aberto" deve incluir seis "áreas de ação":
(1) São necessárias "mais estruturas sinodais em todos os níveis da Igreja", sob o princípio: "O que afeta todos deve ser decidido entre todos".
(2) A vida da comunidade necessitaria, para sua condução, de estruturas mais democráticas (para sua orientação). "A Igreja também precisa de padres casados e mulheres no ministério eclesial."
(3) Um primeiro passo para alcançar uma "cultura do direito" seria "a criação de uma jurisdição administrativa" (ou seja, de tribunais administrativos).
(4) Com relação ao que chamam de "liberdade de consciência", foi dito: "A alta estima do casamento por parte da Igreja (...) não exige a exclusão de pessoas que vivem responsavelmente o amor, a fidelidade e o apoio mútuo em uma união de pessoas do mesmo sexo [casais homossexuais] ou como divorciados recasados".
(5) No espírito de "reconciliação", seria preciso ir contra "uma moral estrita, sem misericórdia". (
6) A liturgia vive graças à participação ativa dos fiéis e não deveria ser tão unificada de maneira centralista.
Temos de dar a razão aos signatários da DM em que a Igreja (de língua alemã) está passando por uma "crise profunda". Por outro lado, muitas sugestões apresentadas pelos teólogos signatários fazem parte desta crise e não podem favorecer a superação dos problemas. Os pedidos contidos no memorando são, em boa parte, pedidos conhecidos, procedentes dos anos 60 e 70 do século passado. Existe um "passo adiante" nos esforços a favor da práxis vivida da homossexualidade. O debate público sobre os abusos sexuais é instrumentalizado para empurrar uma Igreja enfraquecida para uma situação que se afasta da sua origem apostólica e se aproxima do protestantismo liberal. Segundo as estatísticas, o percentual (deplorável) do abuso sexual pelo clero católico é muito menor comparado ao que acontece nas estruturas (comparáveis) do âmbito secular (por exemplo: famílias, escolas, associações esportivas) e até mesmo com relação ao que se sabe dos pastores protestantes, casados, em sua maioria (cf. J. M. Schwarz, Kirche, Zölibat und Kindesmissbrauch, www.kath.net, 3.2.2010).
Os teólogos da DM cometem um "abuso com o abuso" ao promover petições que certamente não podem combater as causas que estão na base dos próprios abusos. Não se diz que a castidade é necessária para uma verdadeira renovação. Não se fala sequer sobre a exigência da conversão. Pelo contrário: Deseja-se o reconhecimento, por parte da Igreja, da situação dos divorciados novamente casados, que vivem (nas palavras de Jesus) em um estado de adultério (cf. Mc 10,11), e mesmo os casais homossexuais, cuja prática sexual, de acordo com os catálogos dos vícios no Novo Testamento, leva à exclusão do Reino de Deus (cf. 1Cor 6,10).
Aqui não se vê a influência de um conhecimento teológico mais profundo, mas sim uma perda de fé e de moral. Os elementos fundamentais da doutrina apostólica são sacrificados devido a um pensamento que quer estar "a par" da situação atual. A petição de retirar a obrigação do celibato recorda os pedidos do Iluminismo tardio, superados há muito tempo por Johann Adam Möhler e outros protagonistas na renovação católica do século XIX. Nem mesmo aos ilustrados das igrejas estatais da época josefinista, entretanto, teria ocorrido rebaixar os valores do matrimônio cristão ou encorajar o concubinato homossexual.
Inclusive o pedido de ter "mulheres no ministério apostólico" é dirigido contra a origem apostólica da Igreja, pelo menos quando se entende "ministério" no sentido do sacramento da Ordem. Recorde-se aqui a Carta Apostólica de João Paulo II, Ordinatio Sacerdotalis (1994), na qual o Papa sublinha que "a Igreja não tem absolutamente a faculdade de conferir a ordenação sacerdotal às mulheres, e esta sentença deve ser considerada definitiva por todos os fiéis da Igreja". O que se aplica a "todos os fiéis da Igreja" vale, provavelmente de maneira mais forte, para os teólogos que têm uma missio canonica.
Vamos dar uma breve olhada em outros pedidos, ainda que não possamos dar aqui uma resposta exaustiva. Certamente é importante uma "participação" de todos os fiéis na vida da Igreja, mas esta participação não deve ser confundida com as formas políticas da democracia. De acordo com a sucessão apostólica, a Igreja é guiada pelo Papa e pelos bispos. No início da Igreja, também os fiéis, muitas vezes, participaram da eleição de bispos por meio do seu testemunho e consentimento: mas estes fiéis foram preparados pelo testemunho dos mártires, na época das perseguições; não era a situação de hoje, em que quase 90% dos "católicos" alemães não vão à Missa no domingo e dependem quase que inteiramente da influência da mídia, a qual, em sua maior parte, é decididamente desfavorável à fé católica.
As eleições episcopais não eram decisões tomadas pelo povo, mesmo na Igreja antiga. Segundo o Papa Leão Magno, o bispo deveria ser eleito pelo clero, aclamado pelo povo e ordenado pelos bispos da província, com o consentimento do Metropolitano. O princípio jurídico citado pela DM vem originalmente do direito romano privado e foi interpretado em 1958 por Yves Congar, no sentido da recepção dentro da Igreja, mas não como democratização do Magistério  nem do ministério de guia (Quod omnes tangit, ab omnibus tractari et approbari debet); explicar o consentimento do povo de Deus como "decisão" ou inclusive como base de "estruturas mais sinodais" é sinal de uma ideologização fora da história eclesial.
O que se afirma sobre a questão das "paróquias XXL" refere-se a uma dolorosa realidade. A solução das dificuldades não está em mudar as estruturas da Igreja, procedentes de Cristo (como o sacerdócio ministerial reservado aos homens e sua responsabilidade específica para a guia da comunidade). Para organizar bem a vida das comunidades, é necessária a prudência pastoral e o compromisso de todos, mas não uma laicização na guia de das comunidades paroquiais. A "liberdade de consciência" proclamada na DM separa claramente a consciência do sujeito da verdade objetiva à qual a consciência deve se orientar. Não faz sentido aplicar a "liberdade de consciência" para aprovar os casais do mesmo sexo e o adultério. Newman falaria aqui de um pretendido "direito à voluntariedade" (Carta ao Duque de Norfolk). A "misericórdia" na moral, mencionada sob a voz da "reconciliação", não deve se separar da necessidade de respeitar os mandamentos de Deus: Deus perdoa o pecador sinceramente arrependido, mas lhe dá a entender também (como Jesus à adúltera): "De agora em diante, não peques mais" (Jo 8, 11).
A petição da DM de integrar as "experiências e expressões da época contemporânea" na liturgia já tem seu lugar conveniente no atual ordenamento - por exemplo, na oração dos fiéis e na homilia. O acolhimento de "situações concretas da vida" não deve obscurecer a importância da liturgia como glorificação de Deus, juntamente com toda a Igreja, que proporciona formas muito precisas para a expressão comum.
Certamente, é preciso elogiar o "diálogo" dentro da Igreja. Para um debate legítimo entre cristãos católicos, entretanto, deve estar claro o pré-requisito presente na profissão comum da fé católica. Diversos pontos da DM questionam essa base. Os signatários daDM podem sinceramente apresentar a Professio fidei exigida como condição indispensável para ensinar, em nome da Igreja, nas faculdades de teologia? Os bispos responsáveis terão a coragem de insistir contra a dissidência sobre o caráter eclesial da teologia? A próxima visita do Santo Padre à Alemanha será uma grande oportunidade para uma renovação na fé católica. O memorando dos 143 teólogos, porém, entristece: não oferece nenhuma contribuição para lançar-se rumo a um futuro cheio de esperança, mas sim uma demolição põe em perigo o tesouro da fé eclesial. 

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Fórum Mundial de Teologia e os seus desafios

Jung Mo Sung
Coord. Pós-Graduação em Ciências da Religião, Universidade Metodista de São Paulo

Fonte: ADITAL


No dia 5 de fevereiro começa em Dakar o Fórum Mundial de Teologia e Libertação, paralelamente ao Fórum Social Mundial. É um bom momento para repensarmos a caminha das mais diversas teologias na perspectiva da libertação ou críticas.
Eu quero enumerar alguns desafios.
A teologia da libertação latinoamericana, no início da década de 1970, assumiu a tarefa de pensar teologicamente as lutas dos pobres e dos seus aliados contra a pobreza, desigualdade e injustiças sociais a partir da teoria da dependência. Esta teoria foi um marco no pensamento sócio-econômico não só na América Latina, mas também em outras partes. Na década de 1980, a realidade econômica mundial mudou e o neoliberalismo passou a ser a ideologia dominante e a ditar as políticas e relações econômicas. Foi uma novidade que muitos da TL não compreenderam muito bem no seu início, tanto que o discurso sobre questões econômicas e sociais da TL mudou muito pouco naquele tempo. Depois, os discursos se concentraram na crítica ao neoliberalismo, mas essa mudança gerou poucas formas novas de crítica teológica, que fossem mais adequadas para o novo tempo. No início do século XXI estamos tendo outras novidades na economia globalizada.
Além do surgimento da China como um dos grandes "atores” na economia mundial e a explosão das "redes sociais” – e o que isso significa em termos econômicos e sociais–, uma das questões fundamentais do nosso tempo é que o Império global de hoje domina por sedução. Os impérios anteriores (até o Império Britânico) sempre usaram força bruta para conquistar e manter a dominação e exploração. Hoje, os povos e países que estão foram do "circuito do Império” desejam entrar e participar do seu modo de vida. É claro que o Império ainda tem a força militar para reprimir os seus inimigos, mas a sua expansão e manutenção se dão ordinariamente por sedução.
A crítica a um sistema tão sedutor assim exige um tipo diferente de crítica teológica. As críticas contra a pobreza não significa mais necessariamente crítica ao sistema, pois pode ser uma demanda para poder entrar nela e viver o seu "modo de vida”. Eu penso que o conceito de "fetiche” (Marx) e de idolatria do Mercado (Hinkelammert e Assmann) podem ser instrumentos muito importantes (e até fundamentais) nesta teológica crítica, de libertação, do nosso tempo.
Um segundo ponto. A TL latinoamericana se constitui tendo como o tema central o pobre, isto é, a questão sócio-econômica. A noção de Deus da Vida, que luta contra as forças de morte e de opressão, gerou também outras teologias críticas em torno de questões como o do gênero (teologia feminista e suas variações), de etnia (a teologia negra, indígena...), o da sexualidade e também da ecologia. O desafio que temos hoje é como articular essas lutas para que cada uma não se perca em sua especificidade ou na "luta interna” para ver qual é a luta mais importante.
Nesta articulação, precisamos perceber que a teologia da libertação privilegiou a relação produtiva, isto é, as relações sociais mediadas pela produção de bens materiais a partir da natureza. Enquanto que outras lutas como a do gênero, etnia e sexualidade tem o foco central nas relações intersubjetivas. As mulheres, negros, indígenas, homossexuais etc desejam ser reconhecidos/as pelos outros e pela sociedade como seres de plena dignidade humana.
O desafio é como elaborar ou assumir uma teoria antropo-social capaz de explicar de uma forma articulada as relações de expropriação, exploração e dominação; isto é, relações produtivas e relações intersubjetivas, e em diálogo com essa teoria elaborar um discurso teológico crítico. (a continuar)
[Autor, com Hugo Assmann, de "Deus em nós: o reinado que acontece no amor solidário aos pobres”].

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

A Sua Imagem e Semelhança, o aborto e o cristianismo


Está disponível o livro A sua imagem e semelhança – O início da vida e o aborto, Reflexões para uma bioética cristã, pela Editora Bookess. 

Como cristãos devemos ter um posicionamento claro sobre a questão do aborto e dos reflexos que determinadas linhas conceituais podem exercer na sociedade. Este livro é realiza uma pequena avaliação sobre as principais definições da ciência, filosofia e do direito sobre esta  questão. Estes enfoques do decorrer do livro entram em diálogo com a cosmovisão cristã para que possamos ter um fundamento sólido a fim de nos guiar neste controverso assunto. 
Espero que gostem  e que seja útil.


Soli Deo Glória.





domingo, 30 de janeiro de 2011

Cristãos sem Igreja..... Fugir é a melhor alternativa????

Muito tenho ouvido e lido sobre histórias de cristãos decepcionados com as Igrejas e o modelo cristão atual. Desde sermões vazios à roubalheira e escândalos são argumentos para que se opte por não freqüentar uma instituição religiosa. E a partir deste argumento se desfilam as vantagens de não participar de cultos, tempo disponível para a família, leituras agradáveis, conversas com amigos e claro tudo isso com a afirmação que não é por que não freqüento uma igreja que não sou Cristão, até arrisca ser um cristão melhor, por não participar desta hipocrisia, estas são as principais argumentações. 

Sou obrigado a concordar com alguns pontos, a Igreja muitas vezes é um ambiente árido, muito do que se prega é devidamente ignorado pela menbresia e até pela liderança, muitas vezes a hipocrisia realmente reina, mas pergunto existe apenas este lado ruim? A Igreja não apresenta nada de bom? Somente há pastores despreparados e com intenções outras que não explanar sobre as Boas Novas? Não há nada que se aproveite? e mais, fugir é a melhor alternativa?????

Podem os neo-liberais criticarem mas afirmo convictamente, sem a IGREJA, o cristianismo desaparecerá. 

O que me entristece é que as afirmações de que a Igreja é desnecessária vem de pessoas com excelente formação intelectual, pessoas que poderiam estar se colocando para influenciar e mudar este quadro, mas ao invés disso simplesmente dizem : QUE SE DANE !. Se continuar desta forma creio que em não mais que duas gerações não teremos mais verdadeiramente um CRISTIANISMO, mas apenas caricaturas daquilo que um dia Jesus o Cristo nos ensinou....

Pobres jovens do futuro. Tudo isso porque nos acovardamos e FUGIMOS, covardemente achamos que podemos levantarmos e sairmos das trincheiras e deitarmos confortavelmente na frente da TV em um Dominus Dei com uma lata de cerveja assistindo uma partida de futebol e arrotando nosso cristianismo moderno e livre.  E VIVA O FIM DOS TEMPOS.

sábado, 29 de janeiro de 2011

O que estou Lendo....

Minha mania de ler muitos livros ao mesmo tempo faz com que demore para acaba-los, por isso estou me concentrando em três.... são eles:


A Doutrina do Choque - A Ascensão do Capitalismo de Desastre de Naomi Klein; 590 pgs. Ed. Nova Fronteira. Excelente livro, Naomi mostra de forma clara a forma de agir do capitalismo selvagem, ou dos novos liberais, influenciando na implantação de ditadoras, derrubando governos legitimamente instalados, implantando o caos para agirem sem questionamentos. O livro passa pelos golpes militares na América Latina, pela privatização do exercito estadunidiense e claro pela guerra no Iraque. 




Bioética - Enfoque filosófico de Stephen Holland; 300 pg; Ed Loyola.  - Diria que um livro fundamental para entendermos as premissas filosóficas inseridas na Bioética. Livro para ser relido e consultado. 









Quem me roubou de mim ?  O Seqüestro da subjetividade e o desafio de ser pessoa. do Pe Fábio de Melo; 148 pg; Ed. Canção Nova. Uma análise interessante sobre o ser, sua identidade e como podemos ser sequestrados, este ainda estou no começo. 

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Reflexões para uma bioética cristã.

Abaixo alguns pequenos trechos do livro A sua imagem e semelhança – O início da vida e o aborto, Reflexões para uma bioética cristã.  Lançamento em Breve. 



“O fato de uma pessoa ter que tomar uma decisão deve ser vista, não somente a partir de sua situação atual, mas de uma perspectiva mais ampla que leve em conta a sua ação moral na linha do tempo e os reflexos em si e no em torno. Uma vez que esta decisão terá reflexos por toda a sua vida em tratando-se da sua emocionalidade e saúde mental.(...)”


“Baseados em uma compreensão de quando se inicia a vida e a partir de quando podemos
 falar do ser enquanto pessoa, e desta forma portadora de direitos inerentes a sua condição, o aborto torna-se um problema, em todas as suas formas, que não diz respeito apenas à mulher, apesar do seu corpo ser a mantenedora da vida em gestação, porém ao mesmo tempo em que o feto necessita do corpo da progenitora, não é parte extensiva deste (...)”


“Para muitos bioeticistas, falar em uma bioética cristã pode parecer algo completamente herético, e causar calafrios, até  pela sua tentativa de ser abrangente e não segmentada. Porém mantenho aqui este termo para identificar, não uma bioética fragmentada ou que deseja se impor, mas como portadora de uma linha que deseja dialogar com outras linhas da bioética contribuindo para a construção então de uma bioética universalista (...)”






domingo, 23 de janeiro de 2011

Novos Lançamentos: Introdução à Bioética, pela cosmovisão cristã.


Estou iniciando, em paralelo com outros livros e atividades, um livro de introdução à bioética, com enfoque da cosmovisão cristã.  Em março está programado para sair o material intitulado: O inicio da vida e o aborto. - Reflexões para uma bioética cristã, que tem o enfoque direcionado ao problema do aborto. Já este novo material tratará de uma introdução conceitual à bioética, seu desenvolvimento na história e  seus principais dilemas. A estrutura básica está definida conforme abaixo:



Introdução à Bioética. Um enfoque a partir da cosmovisão cristã.


-          Conceituação
-          Breve Histórico
-          Principais Temas da Bioética
-          Cristianismo x Bioética : O Desenvolvimento de uma Bioética Cristã.
-          Vida, Pessoa e Aborto: Conceitos científicos, filosóficos e Cristãos.
-          Panorama atual: Avaliações Limítrofes para a Bioética.
-          Apesar de Podermos, Devemos?
      -     Ética da Responsabilidade.

Data Prevista para Lançamento : Julho 2011

Capital do Aborto na América : Nova York .

A cidade de Nova York foi eleita a capital do aborto da América, o índice de aborto chega a 40% das gravidez. Nova York é uma das cidades que mais apresentam facilidades para a prática do aborto, porém este percentual deixou assustado até os que defendem o aborto. Mesmo assim, apesar do fácil acesso todo o processo é muito complexo e dolorido, pelo menos psicologicamente, como  diz a matéria. Para ler na integra clique no link abaixo:

Abortion: Easy Access, Complex Everything Else


Para ler o material completo da pesquisa acesse AQUI.