Com esse quadro estamos "bem"....Com esses "candidatos" eu votaria nulo com certeza...
Fonte : IG último segundo
terça-feira, 18 de setembro de 2012
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Estudo em Neemias - Várias Flechas um só alvo
Estudo Neemias 2:16 – 18
1 - Título do Estudo: Várias Flechas, um só alvo.
2 - Público Alvo: Líderes de Ministérios
3 - Objetivos a serem alcançados:
1 - Fazer com que todos os lideres
de ministérios trabalhem cada um dentro de seu foco, visando obter um resultado
em comum : a evangelização.
2 - Inspirar os lideres a tomar o
exemplo de Neemias e também sejam fonte de motivação para seus liderados.
4 - Resumo do Conteúdo Histórico:
539 - Decreto de Ciro
537/36 – 1º grupo retorna – Jerobabel (Sesbazer)
536 – Ínicio do templo ( Ageu e Zacarias)
475 – Ester
458 – 2 º Esdras (Reforma Religiosa)
445 – 3ª Grupo – Neemias reconstruição dos muros.
-- Oposição de
Sambalate, o hedonita, Tobias, o amonita, e Gesém, o árabe.
-- Reconstrução do Muro completada em 52 dias.
432 – 2 ª Volta de Neemias ( volta à
Percia para dar relatório, fica em torno de 1 ano e volta.)
Estudo
1 – Neemias fez uma análise de onde
estavam os problemas – Devemos ver cada
um dentro de seu ministério onde está falhando na evangelização.
Autocrítica.
Neemias tomou ciência de como estava a situação e o que
deveria ser feito. – (Ver 16)
2 – Neemias apresentou a situação. Onde
há um problema tenho que ser participativo na solução do mesmo. A evangelização
não é o problema de apenas uma pessoa é
dever de todos.
Neemias vez o povo ver a necessidade que eles tinham, fez
com que eles percebessem que não poderiam deixar as coisas como estavam. (Ver
17)
3 – Neemias sabia que Deus estava
com ele, que Deus estava abençoando e que esta seria uma obra de Deus. Neemias animou o povo, fez com que eles
olhassem com olhos espirituais, fez o povo perceber a grandeza de Deus e
principalmente fez com que o povo entendesse o desejo de Deus. (Ver 18)
4 – Todos se animaram para o
trabalho em comum a construção dos muros, cada um fazendo um pedaço, mas com a
visão de todo. Cada um fez a sua parte, dentro da sua função, porém todos com
um só objetivo.
Desta forma cada ministério tem a sua função, mas todos devem
tem um só macro objetivo que é a Evangelização, devemos fazer a nossa parte com
o olho no todo.
Aplicação Final:
Assim como Neemias fez com que o provo trabalhasse com um só propósito,
assim nós também devemos trabalhar hoje.
Nos grupos de trabalhos de Neemias, havia
pessoas de várias funções e atividades, e cada um empregou suas qualidades
dentro de suas atividades com um só propósito, a reconstrução.
A igreja também tem pessoas
trabalhando em vários ministérios ou atividades, mas isso não quer dizer
que cada um tem um objetivo diferente,
todos devem ter um único objetivo : anunciar a Palavra de Deus.
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
O Embrião tem alma?
Reproduzo abaixo a avaliação de um texto que elaborei sobre esta assunto. É um material um pouco antigo e infelizmente não tenho o texto que deu origem a argumentação, mas há um resumo que deixa claro a argumentação do mesmo.
Texto : Embrião tem alma?
O texto em avaliação discorre sobre a possibilidade
de um diálogo entre a ciência e a fé abordando a questão da utilização de embriões
para as pesquisas de células tronco.
A partir da pergunta o embrião tem alma?, faz-se incialmente uma avaliação das
correntes teológicas medievais onde se apresenta três vertentes a criacionista,
traducionista e preexistencialista e no decorre do texto insere-se a concepção
do teólogo Paul Tillich através da definição de unidade multidimensional da
vida : biológica, relacional e espiritual. A partir daí se argumenta que a alma
não é formada fora do circulo das relações humanas, e sim a partir do “seio materno” (salmos 139) nas
relações humanas que, “a alma, fio que ata os demais fios da vida humana, virá
a ser tecida pelo Criador”.
Por conclusão o texto é finalizado dando a entender
que a pesquisa com células-tronco tem legitimidade, deixando claro que o feto
nunca deve ser tratado como coisa ou produto.
Avaliação pessoal.
Em princípio meu posicionamento é contra o uso de
embriões para a pesquisa com células tronco, assim como qualquer outra
manipulação com embriões. Abaixo faço uma argumentação com relação ao texto
lido.
Como não podemos definir exatamente quando o embrião
passa a ter alma, se no momento da fecundação ou depois do 14 º dia ou ainda
em algum momento no decorrer da vida, este acaba sendo um ponto irrelevante.
Qualquer afirmação sobre esta questão estaria contaminada por uma percepção
pessoa ou simples especulação. Desta forma a questão se o embrião tem alma, não
deveria ser um ponto para se propor a manipulação do mesmo para o uso de
células tronco.
O risco de encontrarmos respostas teológicas para
apoiarmos algumas ações humanas que desta forma mais ficam “leves” é um risco
que já observamos no decorrer história. Foi assim quando na escravidão muitos
religiosos e teólogos afirmavam que o negro não tinha “alma” e desta forma a escravidão não tornava-se um mal em si.
Outro ponto que se apresenta saliente no texto é a sugestão de que a
formação da alma se dá na construção da relação e no desenvolvimento da pessoa.
Nesta definição fica, do meu ponto de vista, um pouco difícil separar ou até
identifica o que seria alma da psique,
uma vez que está sim tem uma formação no decorrer da história da pessoa e da/na
construção dos relacionamentos.
Há três formas em que se tenta justifica a
possibilidade da manipulação de fetos ou do próprio aborto, uma pela via
biológica, outra pela filosófica e outra pela via teológica, sendo estas
traduzidas pela questão do início da vida, outra pelo conceito de pessoa e por
fim a questão da “implantação” da alma. Todavia nenhuma chega a contento com
relação a suas afirmação, haja vista não podermos de fato determinar um ponto
exato da qual identificamos o início da vida, também face a não conseguirmos
justificar os critérios que são aplicados para a identificação do ser humano
como pessoa ao feto uma vez que comparados a um ser humano de idade adulta, e
tampouco a via teológica é embasamento uma vez que extremamente especulativa e
com pouca sustentação bíblica.
O próprio salmo dá a entender que Deus tem planos
para o feto em formação :
16. teus olhos viam o meu embrião
No teu livro estão todos inscritos os dias que foram
fixados e cada um deles nele figura.
Não consigo conceber a idéia de Deus vendo no futuro
daquele ser ainda que informe, a possibilidade da sua “manipulação”.
Entendo que as pesquisas com células tronco
embrionárias podem trazer muitos benefícios, mas, entendo também que devemos
nos pautar pela pergunta : Ainda que possamos, será que devemos? Hoje o fato de
poder, i.e., ter condições tecnológicas e cientificas para executar uma ação
parece que torna-se automaticamente como uma autorização para fazer. Sabemos
que a bioética é pautada por um refletir antes de agir, mesmo que tais técnicas
se apresentem extremamente sedutoras com seu canto de felicidade, que assim
como as sereias se nos deixarmos nos encantar com tais melodias, podemos sucumbir ao mar indômito.
É claro que o olhar da bioética deve se dar a partir
da situação real em si e que cada caso é um caso, porém, assim como em hipótese alguma para mim esta situação é um
caso encerrado, o diálogo é vital para a bioética, penso que deve haver um
cuidado muito especial pela dignidade do embrião. Penso que a procura de
“definições” para o feto é um problema criado para se justificar sua
manipulação e que a partir destas aberturas corremos o risco da expansão destes
“conceitos” para outros tipos ou raças de pessoas.
Roberto Rohregger.
terça-feira, 4 de setembro de 2012
Novo Código Penal
É extremamente necessário acompanharmos o anteprojeto de Lei referente ao novo Código Penal. Entre vários pontos polêmicos está a descriminação do aborto desde que um médico ou psicólogo ateste que a mulher não tem condições de ser mãe... O que é não ter condições de ser mãe? Para mim isto é um absurdo.
Os temas que são objeto deste anteprojeto merecem um profundo debate com a sociedade, não pode ser aprovado nos corredores do poder a mercê de interesses escusos.
Fonte: Gazeta do Povo.
Pontos controversos
Confira algumas das mudanças polêmicas previstas no anteprojeto de Lei do Senado para o novo Código Penal:
Aborto
O novo código não considera crime o aborto realizado por vontade da gestante se, até a 12.ª semana de gravidez, um laudo médico ou de psicólogo atestarem que a mulher não tem condições ser mãe. O aborto também é autorizado nos casos de feto anencéfalo.
Acordo
Em todos os crimes seria possível um acordo sobre o tempo de prisão, desde que vítima, Ministério Público e criminoso concordem. Furtos simples, por exemplo, podem ter a pena extinta se houver esse acerto.
Bullying
A comissão incluiu no anteprojeto a criminalização do bullying, praticado contra criança e adolescente com o nome de “intimidação vexatória”, com pena de 1 a 4 anos de prisão.
Crimes hediondos
Inclui no rol dos crimes hediondos a utilização de trabalhadores em condição análoga à escravidão, o financiamento ao tráfico de drogas, o racismo, o tráfico de pessoas e os crimes contra a humanidade.
Direitos autorais
A cópia integral única, feita a partir de um original e apenas para uso próprio, não é mais crime. Mas, pelo projeto, as penas para quem violar direitos autorais aumentariam.
Drogas
Plantar, comprar, guardar ou portar consigo qualquer tipo de droga para uso pessoal não é mais crime. Como “uso pessoal”, o código estabelece o suficiente para o “consumo médio individual por cinco dias”, quantidade a ser definida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).
Homofobia
A homofobia é equiparada ao racismo com pena de 2 a 5 anos de prisão, além de se tornar crime imprescritível e inafiançável. A pena por homicídio, lesão corporal, tortura e injúria seria aumentada caso a motivação fosse o preconceito.
Enriquecimento ilícito
O Código criou um tipo penal que criminaliza o enriquecimento ilícito de servidores públicos que seja incompatível com os seus rendimentos. O crime prevê ainda o confisco de bens comprados a partir destes rendimentos.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Retardadismo Gospel.
Jamais pensei que iria ver tamanha ignorância, burrice ou tanta gente sem o mínimo de conhecimento bíblico.... desculpe se estou sendo muito duro, mas da pena de ver uma vídeo como este. Tamanha ignorância, do povo não do pregador que claro está tirando proveito da ignorância de um povo iletrado,
ignorante e alienado. E o povo todo gritando leluia... leluia... Deus tenha piedade...eu já não tenho. Quer dizer que Jesus, o grande mágico transformava tora de arvore em mesa? Jesus era milionário e tinha casa na praia... Desculpe de novo mas não dá para viver com pena de quem quer ser enganado! Se você quer ser enganado, pois bem está cheio de lobos por ai que vão ter o maior prazer de contar uma lorota para você ficar contente e abrir as "burras" ..... leluia irmão....
ignorante e alienado. E o povo todo gritando leluia... leluia... Deus tenha piedade...eu já não tenho. Quer dizer que Jesus, o grande mágico transformava tora de arvore em mesa? Jesus era milionário e tinha casa na praia... Desculpe de novo mas não dá para viver com pena de quem quer ser enganado! Se você quer ser enganado, pois bem está cheio de lobos por ai que vão ter o maior prazer de contar uma lorota para você ficar contente e abrir as "burras" ..... leluia irmão....
sábado, 7 de julho de 2012
Deus, a ciência e o bóson de Higgs
Propagado como uma das grandes descobertas da física deste século o bóson de Higgs seria a confirmação da teoria da formação da massa das partículas através do campo de Higgs, tem gerado uma série de afirmações, muitas inclusive de características religiosas sejam pelos que vêem na partícula (apelidada de partícula de Deus) como uma evidência de Deus, bem como outros que afirmam que está comprovação científica de como a matéria foi possível é a evidência de que Deus não existe.
Pessoalmente não vejo argumentos suficientes tanto para uma como para outra afirmação.
Antes de entrarmos nesta celeuma, segue um videozinho com uma boa explicação da função do campo de higgs.
Bom em poucas palavras a ciência conseguiu evidências de como a matéria teria surgido e de que forma foi possibilitado que ela se comportasse da forma como se comporta pelo menos para a possibilidade da formação das estruturas básicas do universo. Mas o que isso diz a respeito de Deus? NADA!.
Se teologicamente evitarmos usar o "Deus das lacunas", ou seja se evitarmos colocar Deus em cada ponto em que ciência não tem resposta evitamos termos que tirá-lo de lá, pedindo desculpas quando a ciência explica cientificamente as construções do universo, basta vermos o exemplo de Galileu Galilei e outros em que a religião colocou-os sob prisão e pior em muitos casos condenando-os a morte (vide Giordano Bruno.).
Creio dogmaticamente (isto é levando a fé em consideração) que todo o universo é criação divina, de que forma isso aconteceu a ciência pode até explicar, ou pelo menos chegar perto disto (vide Criação ImPerfeita, livro de Marcelo Gleiser) ao contrário cada vez que me deparo da forma magistral em que o universo é constituído, do microcosmos ao macrocosmos (quarks, leptons, bosóns, etc..., até os planetas, galáxias, buracos negros e etc...) vejo sim a assinatura de Deus, um Deus abscôndito, que se revela ao homem da forma que deseja e que não necessita de nós para se justificar ou para ser "defendido".
Deus se revelou ao homem e as Escrituras são a indicação de sua revelação, onde Deus se apresenta ao homem, falando de forma simples e inteligível uma verdade transcendental, e de que forma deveria ser isso? Com formulas matemáticas, com explicações da física? Não é claro que não. A criação é poesia e prosa e ela foi relatada para nós através de poesia e prosa, forma esta que possibilita o homem captar as verdades mais complexas de modo simples e eficaz.
Gosto de ciência, creio que sua função é de suma importância e que capacita o ser humano a compreender melhor o mundo material que está a sua volta e até a transformá-lo, afinal Deus cria o homem também como "artifex homo", mas esta é a função da ciência e ponto. A religião tem como seu especto de observação o transcendental, a fé o imaterial, uma pode dialogar com a outra? Sim e é salutar, mas para isso temos que reconhecer suas limitações e seus limites.
Aborto, partícula de Deus, inteligência espiritual e ecologia

Não tenho conseguido dedicarmo ao blog nos últimos meses por absoluta falta de tempo, o trabalho, aulas nos seminários e outros afazeres tem deixado-me com um escasso tempo disponível.
Mas agora com as férias nos seminários posso voltar a escrever sobre alguns assuntos que tem chamado minha atenção nos ultimamente. Nos próximos posts pretendo discorrer sobre um assunto recorrente aqui neste blog : Aborto.
Duas notícias nos últimos dias mostram como o governo está se articulando para facilitar o aborto, pelo menos por vias indiretas. O governo, liberou a obrigatoriedade de receita médica para a compra da "pílula do dia seguinte", que pela minha concepção é um abortivo. Isto significa que seu uso será massificado e penso que utilizado como preventivo, o que é um grande erro. Corre-se o risco de jovens e adolescentes esquecerem o uso da camisinha, trocando pela pilula.
Outra medida do governo é a de que se uma mulher buscar um posto médico relatando que está disposta a fazer um aborto o médico deve orientá-la a fazer-lo de uma forma segura, podendo indicar inclusive um medicamento que é utilizado para tratamento de úlceras e que tem como contra-indicação mulheres grávidas pois pode ser abortivo. Ou seja estes dois assuntos são no mínimo polêmicos e merecem uma reflexão mais apurada e um posicionamento da Igreja.
E este é outro detalhe, fora a igreja católica, poucas igrejas evangélicas tem se mostrado sensível a este assunto, não se manifestando e trazendo pouco apoio a defesa da vida, talvez tenham "negócios" mais importantes que este.
Outro assunto muito interessante é a possível (com grandíssima certeza) a descoberta do bóson de Higgs, ou como popular (e controvertidamente) chamada de "partícula de Deus". Pretendo detalhar um pouco desta descoberta e suas implicações (ou faltas delas) para a teologia.
E por ultimo (mas não por fim!), entrar em um assunto relativamente novo e que penso abre uma série de possibilidades de pesquisas que é a "Terceira Inteligência" ou a inteligência espiritual, que ao lado do QI e da inteligência emocional seria importantíssima para o desenvolvimento do ser humano.
A vinda de Leonardo Boff para Curitiba para a gravação do programa sempre um papo e o lançamento dos livros As 4 Ecologias” (Mar de Ideias) e Sustentabilidade – O Que É – O Que Não É” (Vozes) faz-nos voltar a refletir sobre as questões ecológicas, principalmente relacionadas ao material que publiquei (ver neste LINK), reflexão esta que chamo de teologia verde.
Então aguardem que nos próximos dias estarei escrevendo sobre estes assuntos.
domingo, 24 de junho de 2012
Aborto de Anencéfalo
Sábado dia 23 ocorreu nas dependências do Seminário Teológico Betânia o debate sobre o aborto de feto anencefálico. Parabéns pela iniciativa. Abaixo alguns trechos do debate que participei.
segunda-feira, 11 de junho de 2012
Medidas para minimizar danos de aborto ilegal.
Pelo menor dano - Reportagem Estadão
O governo estuda ações para adorar uma politica de redução de danos e riscos em casos de aborto ilegal. O projeto trataria de acolher a mulher que deseja abortar e orientar como ela poderia fazer isso de forma mais segura, possivelmente com a indicação de um medicamento para tratar úlcera gástrica e que usado por grávidas teria como consequência o aborto.
Bom, aqui temos alguns problemas éticos, e sendo na esfera da saúde e medicina então podemos dizer que bioéticos.
Se por um lado pela argumentação do governo, está orientação minimizaria o percentual de mortes de mulheres por abortos clandestinos, por outro parece-me um incentivo ao aborto, em um país em que o aborto é crime.
Quando se fala em minimização de danos, novamente não se atenta para o feto, considerado nestes casos como "coisa" pelos abortistas, que de forma alguma tem seus danos minimizados.
Se por um lado se tem a argumentação de que a mulher tem direito a informação, por outro se apresenta ao meu ver o incentivo e a facilitação de crime, ou seja o Estado estaria indo contra a própria lei que ele tem o deve de defender.
Por que não se fala em medidas preventivas como planejamento familiar, educação sexual e facilidades para adoção? Qual a razão desta fixação pelo aborto?
Esta desculpa de política de saúde publica e custos operacionais não me parece muito consistente, conforme já destaquei em meu texto sobre o aborto :
"(...), as curetagens após complicações com tentativas de aborto foram a segunda maior causa de internação na área de obstetrícia, superadas apenas pelo parto normal. Foram realizadas 230.523 internações por este motivo, com custo de R$ 33,7 milhões. Já os abortos por questões médicas, realizadas com autorização judicial, somaram 2.068 internações no ano passado, com um custo de R$ 302 mil. Realizando um cálculo simples observamos que o custo para o tratamento de complicações em abortos realizados de forma clandestinas representa um custo para o Estado de R$ 146,19 por mulher e os abortos realizados com autorização judicial ficam em R$ 146,06, o que significa que em termos de gastos para o sistema de saúde, o custo com tratamento de complicações é praticamente o mesmo do custo para a realização do aborto, porém salienta-se que o sistema teria que estar preparado para dar assistência a um aumento superior à 11.000% no atendimento Apesar de uma quantidade grande de mortes em decorrência de abortos clandestinos, nota-se que este número está longe de ser um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil, segundo Elizabeth Kipmom Cerqueira:
"Portanto, embora não se deseje morte alguma em decorrência de aborto provocado, o numero é bem menor do que o devido a ouros problemas que exigem programas urgentes para prevenção, constituindo-se em problema sério de saúde pública, como foi divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em junho de 2007 sobe doenças ambientais que mataram 233 mil pessoas por ano no no Brasil. (CERQUEIRA, 2009, p 210)[1]""
O governo estuda ações para adorar uma politica de redução de danos e riscos em casos de aborto ilegal. O projeto trataria de acolher a mulher que deseja abortar e orientar como ela poderia fazer isso de forma mais segura, possivelmente com a indicação de um medicamento para tratar úlcera gástrica e que usado por grávidas teria como consequência o aborto.
Bom, aqui temos alguns problemas éticos, e sendo na esfera da saúde e medicina então podemos dizer que bioéticos.
Se por um lado pela argumentação do governo, está orientação minimizaria o percentual de mortes de mulheres por abortos clandestinos, por outro parece-me um incentivo ao aborto, em um país em que o aborto é crime.
Quando se fala em minimização de danos, novamente não se atenta para o feto, considerado nestes casos como "coisa" pelos abortistas, que de forma alguma tem seus danos minimizados.
Se por um lado se tem a argumentação de que a mulher tem direito a informação, por outro se apresenta ao meu ver o incentivo e a facilitação de crime, ou seja o Estado estaria indo contra a própria lei que ele tem o deve de defender.
Por que não se fala em medidas preventivas como planejamento familiar, educação sexual e facilidades para adoção? Qual a razão desta fixação pelo aborto?
Esta desculpa de política de saúde publica e custos operacionais não me parece muito consistente, conforme já destaquei em meu texto sobre o aborto :
"(...), as curetagens após complicações com tentativas de aborto foram a segunda maior causa de internação na área de obstetrícia, superadas apenas pelo parto normal. Foram realizadas 230.523 internações por este motivo, com custo de R$ 33,7 milhões. Já os abortos por questões médicas, realizadas com autorização judicial, somaram 2.068 internações no ano passado, com um custo de R$ 302 mil. Realizando um cálculo simples observamos que o custo para o tratamento de complicações em abortos realizados de forma clandestinas representa um custo para o Estado de R$ 146,19 por mulher e os abortos realizados com autorização judicial ficam em R$ 146,06, o que significa que em termos de gastos para o sistema de saúde, o custo com tratamento de complicações é praticamente o mesmo do custo para a realização do aborto, porém salienta-se que o sistema teria que estar preparado para dar assistência a um aumento superior à 11.000% no atendimento Apesar de uma quantidade grande de mortes em decorrência de abortos clandestinos, nota-se que este número está longe de ser um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil, segundo Elizabeth Kipmom Cerqueira:
"Portanto, embora não se deseje morte alguma em decorrência de aborto provocado, o numero é bem menor do que o devido a ouros problemas que exigem programas urgentes para prevenção, constituindo-se em problema sério de saúde pública, como foi divulgado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) em junho de 2007 sobe doenças ambientais que mataram 233 mil pessoas por ano no no Brasil. (CERQUEIRA, 2009, p 210)[1]""
Rohregger, Roberto, A Sua Imagem e Semelhança, p.23 Bookess Editora, 2011
Desta forma fica minha dúvida esta ação não seria uma apologia ao crime?
Não pretendo esgotar neste pequeno espaço dotas as questões referentes a este tópico, mas iniciar uma reflexão sobre este assunto que está começando a ser levantado pelo governo e que para mim é o primeiro passo para a liberação total do aborto, intenção esta que nunca saiu dos objetivos do governo e que já havia sido sinalizada algumas vezes e até avenada no III PNDH.
[1] Bioética -
Pessoa e Vida; org. Dalton Luiz
de Paula Ramos; Cap. 14 – Os direitos da mulher e o a borto; pg 210
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